UM BRASILEIRO DE OLHO EM MARTE

Os astrônomos aguardam com ansiedade a chegada do fenômeno conhecido como aproximação de Marte. Este fenômeno ocorre de 26 em 26 meses.

“Em 1999, o auge foi no dia primeiro de maio ,quando o planeta se aproximou da Terra ficando a 86.540.000 Km de distância” , explica Nelson Falsarella, um dos astrônomos brasileiros mais gabaritados no assunto.

Desde 1988, Nelson, que é médico homeopata em São José do Rio Preto, a 450 km da capital paulista, tem se especializado em estudar Marte.

Ele pertence a rede astronômica observacional. Os resultados de suas observações telescópicas foram conhecidas fora do Brasil através de trabalhos conjuntos com cientistas de universidades americanas, artigos publicados em periódicos e revistas especializadas, como a SKY . Por isso tornou-se o único representante brasileiro no International Mars Patrol, uma entidade fundada há 35 anos com mais de 30 mil observações marcianas. Dela, fazem parte instituições conceituadas.

Pesquisadores do programa este ano os astrônomos poderão estudar vários aspectos do planeta. Um deles, em especial atraia a comunidade: as chamadas manchas de albedo: Ao telescopio, a superfície de Marte mostra de diversas manchas claras e escuras : explica ele: as escuras são formadas por areia grossa, roxas e cinzas vulcânicas, as claras, por um pó fino e leve. Os fortes ventos fazem-se deslocar,cobrindo e descobrindo as regiões escuras. Observando o planeta, Nelson teve uma grande surpresa em fevereiro de 1997: viu-se uma mancha vermelha-escura, até então desconhecida, que corria entre os grandes vulcões marcianos da região de Tharsis. Como Marte tem várias regiões batizadas com nomes que lembram o cais terrestre, Nelson decidiu sugerir a união astronômica internacional que homenageassem o Brasil, oficializando a região como Vale Brasiliense. A decisão a respeito será anunciada pela UAI ainda este ano.