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Meu por-do-sol
Por Cecília Carvalho
Meu por-do-sol
by Cel


Sinto na minha tez a pálida e morna tarde,
que no horizonte se faz dourada,
por traz dos campos,
como se fosse a luz, o reflexo dourado
de tesouros guardados por fadas e gnomos ...
E vejo pássaros partindo, lentos, em revoadas,
como se fossem para casa, buscando sua morada,
atrás do por-do-sol ...
E vejo a noite chegando,
cobrindo com seu negro manto o espaço coberto por meu olhar,
que parece triste, sombrio, saudoso
como se a vida acabasse de dormitar ...
E o mormaço da tarde, espreguiça-se dengoso
sobre as águas frias do dia
como se as abraçasse, aquecendo-a para a noite fria ...
E os pássaros se foram, já não ouço seus gorjeios,
e o sol se pôs, no ocaso,  já não vejo sua auréola dourada,
anoiteceu e eu ali parada, olhando para o nada,
pensei em mim ...
Na minha vida qual várzea , aos poucos também partia,
adormecia em sonhos dourados, sufocados
em noites inteiras, vazias ...

Cel  (Cecília Carvalho)
@Respeite os direitos autorais@

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