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| Poetisa Maria Zelia Nicolodi |
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| Maria Zelia Nicolodi Nasci em Setembro, no dia da Independência do Brasil, em uma cidadezinha de interior, Irati, no Paraná. Desde muito cedo, fui um espírito rebelde e inconformado com o mundo que me rodeava. Nunca me encaixei, tive grandes dificuldades em aceitar os conceitos que me impingiram. Talvez, por isso, tenha esse espírito que não se atrela, nem se submete à nenhum pensamento, que fuja do que realmente acredito. Na poesia, encontrei uma ponte entre os meus sonhos e a realidade. A maneira de expressar as alegrias e os tormentos, através das palavras. Enquanto construo poesia minha alma canta, sem censura, versos que vão desfilando emoções, que de outra maneira, continuariam mudas dentro de mim. Veja sua página no Recanto das Letras *********** ESTRANGEIRA Sou estrangeira, nesse mundo não me acho com esse jeito de viver, só pra ganhar! Eu não entendo, não aceito, não me encaixo nessa maneira tão estranha sem se dar! Não sou tão boa, não sou anjo, mas, percebo! Tanta intriga, desamor e desconsolo... A inocência que abandona tão mais cedo o ser precoce que se torna logo um tolo... Não há mais sonhos, nem enfeites coloridos! Apenas, restos, sentimentos doloridos. Seguindo em frente, insensíveis se contraem... Também recolho meus retalhos tão puídos, dissolvo em sombras, este sonho construído... Uma a uma, minhas palavras se retraem! Maria Zelia Nicolodi *********** TEÇO VERSOS Teço meus versos nos fios dourados dos pensamentos, que são só você! De sonhos brilhantemente ornados como finas vestes de paetês... Em notas bem sutis vou desfiando esse canto que é pra ninguém ouvir. Falo do sentimento, às vezes brando, que a certas horas busca explodir! Povoados de insondáveis mistérios, se alternando sempre, risos e dores, construindo em mim oscilante império... Teço meus versos ao passar das horas tingindo as letras de diversas cores... Na noite escura, até o chegar da aurora! Maria Zelia Nicolodi *********** VENHO DE LONGE Venho de longe, venho de outras vidas... Irmã do vento, do sol e da lua! Do tempo em que a terra achava-se nua, venho de eras já quase esquecidas... De um tempo sem tempo, em que ainda mudo encontrava-se o verbo, e a luz não brilhava... E o caos liberto e tão solto imperava na eterna noite de negro veludo! Trago em mim, das estrelas, a poeira de um universo sem dualidades, na liberdade tão pura e sem nome! Venho de longe, dum tempo sem fome, sem caridades e tão sem maldades de um Universo vasto e sem fronteiras! Maria Zelia Nicolodi *********** Página Inicial Sala de Poetas |
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