Amy Lee - Vocal
Ben Moody - Guitarra Solo
John LeCompt - Guitarra
Rocky Gray - Bateria

Apesar de que o nome da banda possa sugerir um súbito desaparecimento, a música do Evanescence é feita para ter longevidade. Fallen, da Wind-Up Records é o CD de estréia desse talentoso quarteto de Little Rock, Arkansas, é emocionante, um incrível trabalho de incontestável qualidade, conduzido pelo divino vocal de Amy Lee. "Somos definitivamente uma banda de rock", diz a vocalista de 20 anos. "mas o diferencial é que a música da banda é épica, dramática, dark rock."

Co-Fundadores, Amy Lee e o guitarrista e compositor das letras Ben Moody se conheceram no início de sua adolescência. "Estavamos em um acampamento de jovens," lembra Moody. "Durante um momento de recreação que acontecia em um ginásio, ouvi Amy tocando a música 'I'd Do Anything for Love', do Meat Loaf, no piano. Então fui até ela e ela comecou a cantar para mim. Foi tão lindo que eu fiquei sem fôlego, então convidei ela para formar uma banda comigo." Desde aquele dia, a relação musical dos dois se manteve fiel. "Temos exatamente a mesma visão sobre o que amamos sobre música," fala Moody. "Quando isso chega na composição das músicas, um completa os pensamentos do outro."

Evanescence apareceu pela primeira vez em Little Rock no fim da década de 90. A banda não se encaixava na maioria dos estilos que haviam tido sucesso no estado Meio-Oeste. "É tipicamente Death Methal ou algo brando, agradável," diz Amy Lee. "Eu nunca soube de nenhuma banda local que tivesse vocal feminino."

Influenciados por uma grande série de artistas como Björk, Danny Elfman e Tori Amos, a banda começou lançando EPs do seu material. Mesmo sem o auxílio de performances ao vivo, Evanescence comecou a criar sua reputação.

"Muito se desenvolveu por sermos indefiníveis," relembra Moody. "A segunda música que nos escrevemos foi esse ridícula hino gótico de sete minutos chamado 'Understanding'. E por algumas razões, uma rádio local decidiu tocar bastante ela. Ganhamos muita popularidade na cidade, até mesmo entre os que nem sabiam quem éramos ou onde nos encontrar. Isso acontecia por que não havíamos feito nenhum show - Eramos só eu e Amy - e nós não podíamos pagar por músicos."

Fallen foi gravado em Los Angeles com o produtor Dave Fortman. O álbum encontrou o perfeito balanço entre uma beleza viçosa misturado com algo mais pesado. Típico da gravação é o primeiro single, "Bring Me To Life", uma balada com piano, riffs e muita energia. Destacada pelo participação do vocal Paul McCoy do 12 Stones, a música foi destaque na trilha sonora e no filme "Demolidor".

"'Bring Me To Life' é sobre descobrir algo ou alguém que desperta em você um sentimento nunca visto antes", diz Moody. Ele continua, "Você descobre que há um mundo bem maior do que existe a sua volta". Outras músicas de grande destaque são o vibrante hino "Tourniquet" e "Haunted", com batidas e melodia estridente (aumentada pelos coro da assembléia legislativa). Finalmente Moody diz "É a música que tem mais de "nós". O conteúdo perfeito do som que queríamos alcançar".

Nas letras, Evanescence explora o obscuro, temas introspectivos do amor, desespero. Mas o grupo insiste que a mensagem fundamental é positiva. "A intenção desse cd e da banda é mostrar às pessoas que elas não estão sozinhas no que se trata de sentimentos ruins ou sofrimento ou qualquer coisa que elas passam." diz Amy Lee. "essa é a vida e isso é humano. Eles não estão sozinhos, e nós passamos por isso também."

Ao vivo, Evanescence funciona como um quarteto com John LeCompt (Guitarra) e Rocky Gray (Bateria) completando a formação. "Como uma banda de quatro integrantes podemos dar conta das complicadas harmonias e orquestrações do memorável material de Fallen", Moody enfatiza. "Somos muito sinceros sobre o que fazemos. Há muitos jovens pré-rotulados na música hoje em dia. Não é o nosso caso. Não estamos tentando vender uma imagem, estamos aqui penas escrevendo com o coração.

Texto original: evanescence.com