Kennedy foi o trigésimo quinto Presidente norte-americano e o primeiro da religião católica, o primeiro veterano da marinha, o primeiro escritor laureado com o prêmio Pulitzer e, aos 43 anos, o homem mais jovem eleito, até então para a presidência.

Kennedy não teve, em realidade e ao que saibamos, nenhuma experiência psiquica. Quanto vai ser aqui narrado envolveu, entretanto de tal modo a imprensa de todo o mundo, sem nunca ser desmentido, que nos pareceu impossível excluí-lo, - como o personagem principal das ocorrências psíquicas registradas por Ruth Montgomery, desta pequena galeria.

Embora sua vida tenha sido desenrolado tão aos olhos do mundo, alguns traços de sua biografia merecem ser recordados.

John era o segundo de nove filhos de uma família muito unida e altamente competitiva. Quando estudante, em Choata, seu pai escreveu-lhe encorajando-o a fazer o melhor: "Eu não ficarei desapontado se você não se revelar um gênio, mas acho que pode ser um cidadão realmente digno, com discernimento e boa compreensão."

Em Harvard John esteve sempre à sombra de seu irmão Joe, que era brilhante, tanto como atleta como estudante. Em 1940 diplomou-se cum laude, como Bacharel em Ciências. Em 1941 aconteceu Pearl Harbor.

Aos 24 anos, o Tenente Kennedy era comandante de um barco PT no Pacífico Sul. Numa ação dramática, pouco depois da meia-noite de 2 de agosto de 1943, seu barco foi cortado em dois por um destróier japonês. Kennedy manteve sua equipagem sobrevivente a flutuar num mar de gasolina. Rebocando um homem nadou cinco horas, até atingir um recife de coral nas ilhas salomão, por detrás das linhas inimigas. Depois de nove dias de extrema privação, ele e seu grupo foram socorridos graças a um SOS por ele gravado em uma casca de coco. Recebeu o Coração de Púrpura, a Medalha da Marinha e do Corpo de Fuzileiros, foi citado pela sua "coragem, resistência e excelente liderança", e, em 1944, deu baixa no serviço ativo por causa de um ferimento sofrido na espinha.

Em 1956 publicou seu livro, "Política e Coragem", um estudo de nobres não conformistas da história americana, ganhando o prêmio Pulitzer e o de Biografia. Antes de completar 40 anos recebeu títulos honoríficos de 20 universidades. Em 1956 recebeu o prêmio de "Destacado Estadista do Ano", a medalha de "destacado Católico Irlandês da América", o prêmio de "Fraternidade Anual", da Conferência Nacional de Cristãos e Judeus.

Ao tomar posse, em 1961, o Presidente Kennedy falou, em termos memoráveis, dos desafios que o mundo enfrenta. Insistiu para que a União Soviética e os Estados Unidos "comecem de novo a procura da paz, antes que as sombrias forças da destruição desencadeadas pela ciência envolvam toda a humanidade na destruição planejada ou acidental.... Que ambas as partes, pela primeira vez, formulem propostas sérias e precisas para a inspeção e controle das armas e coloquem o "poder absoluto" de destruir outras nações sob o "controle absoluto" de todas as nações. Possam os dois lados procurar invocar as maravilhas da ciência, e não os seus terrores. Juntos exploremos as estrelas, conquistemos os desertos, erradiquemos a doença, sondemos as profundezas dos oceanos, encorajemos as artes e o comércio... Meus concidadãos do mundo: não pergunteis o que os Estados Unidos podem fazem por vós, mas o que juntos podemos fazer pela liberdade do homem"

Foi lutando pela liberdade do homem quem em junho de 1963, Kennedy, seguindo as pegadas de Lincoln, enviou ao Congresso o decisivo projeto de lei de Direitos Civis, sancionado em Julho de 1964, meses depois de o jovem estadista, em uma vista a Dallas, no Estado do Texas, a 22 de novembro de 1963, Ter sido morto pelas balas disparadas de um desconhecido.

 

Onze anos antes disso, em 1952, a médium vidente Jeane Dixon vira uma nuvem negra pairando sobre a Casa Branca. A futura vítima seria um jovem alto, de olhos azuis e espessa cabeleira castanha. Uma voz interior lhe disse que seria um democrata eleito em 1960. Morreria de morte violenta, antes de terminar o mandato. Passado 4 anos, em 1956, comunicou a previsão aos repórteres de "parede", que a entrevistaram e aos quais disse bruscamente:

Ignorando que, um século antes, Nettie Colburn vira a mesma nuvem negra sobre a Casa Branca, e que avisara ao Presidente Lincoln acerca de seu significado, os jornalistas se atrapalharam. Sua previsão apareceu na "Parade" a 13 de maio de 1956 e seus amigos lembraram-se dela quando Kennedy venceu as eleições presidenciais em 1960. O homem que descrevera, em suas visões, tinha flagrante semelhança com o novo presidente.

Quando, no verão de 1963, o pequeno Patrick Kennedy morreu, dias depois de nascer, os amigos de Jeane perguntaram-lhe se a tal nuvem negra não teria anunciado esta morte.

Em agosto de 1963 Jeane Dixon bateu à porta de Kay Halle, no bairro de Georgetown, tantas vezes mencionado por Nettie Colburn. Key Halle, filha de um filantropo de Cleveland, era amiga dos Churchil e dos Kennedy. A SrŠ Dixon transpôs os umbrais da histórica casa de tijolos vermelhos muito nervosa, exclamando:

Kay Halle tentou descarta-se delicadamente da incumbência:

A srŠ Halle ficou embaraçada. Tinha ouvido falar da vidência de Jeane, porém presumia que não seria infalível.

Jeane compreendia aquela hesitação, mas teimava. Por fim a SrŠ Halle prometeu fazer o que pudesse e Jeane se retirou, mais sossegada.

Em outubro de 1963 Jeane Dixon telefonou à jornalista Ruth Montgomery:

Pouco tempo depois estavam juntas.

O nome de Billie Sol Estes - conta Ruth Montgomery - andava então nos jornais e eu perguntei se não se trataria dele.

No dia seguinte, ao jantar, Jeane contou sua visão ao Dr. F.Regis Riesenman, eminente psicólogo do Hospital Saint-elizabeth. Durante as semanas seguintes, cada vez mais inquieta, revelou a muitas pessoas que o Presidente seria assassinado. Disse-o à falecida Mary Goldsmith, secretária da direção do Sindicato Caminhonagem, a John Tester, então administrador da Danion Runyon Memorial Fund, a Eleonor Bumgardner, nessa época secretária particular da SrŠ Sargent Shriver, irmã do Presidente, a Charles Benter, antigo chefe da Banda da Armada.

Depois que a tragédia se tinha consumado, todos compreenderam. Oswald! Era o nome que ele vira. Oswald começa com um O e a Segunda letra é um S. Tem duas sílabas e seis letras, sendo a última D, formado por uma linha curva prolongada verticalmente para cima. A extraordinária previsão iria Ter cumprimento em seus mais íntimos pormenores.

Na manhã de 22 de novembro ela disse a Charles Benter: - é hoje!

Era um dia muito frio em Washington. Com duas de suas amigas, Harley Cope, viúva de um contra almirante e Rebecca Kaufmann, velha senhora de aspecto maternal, Jeane Dixon almoçava no May Flower Hotel. Suas companheiras falavam animadamente e ela se mantinha calada.

Jeane apoiou-se as costas na cadeira, fechou os olhos e murmurou:

A SrŠ Kaufmann bateu amigavelmente no braço de Jeane dizendo:

Nesse momento a orquestra de Seidenman cessou de tocar e Seidenman, que conhecia as três senhoras, aproximou-se da mesa.

O regente da orquestra saiu precipitadamente da sala, voltando a seguir para anunciar que o Presidente Kennedy estava simplesmente ferido.

Jeane fixou-o de modo expressivo e disse vagarosamente:

Enquanto isso, em outro ponto de Washington, no bairro de Georgetown, a SrŠ Kay Halle também almoçava. O telefone tocou e a criada veio anunciar que a SrŠ Alice Roosevelt Longworth, filha do antigo Presidente Theodore Roosevelt, chamava a dona da casa. Levando o auscultor ao ouvido a SrŠ Halle ficou horrorizada ao ouvir a amiga gritar:

Kay ligou o rádio e pode ainda apanhar as últimas palavras de um boletim informativo:

Kay Halle deixou-se cair, branca como uma morta sobre a poltrona mais próxima. Oh!! Sim! Jeane Dixon tinha razão!

 

 

 

Poucos meses após ao desencarne de Kennedy, o jornalista David s. Keiser estabelecia, através de sua coluna, na revista "Today", uma série de dezenove motivos, pelos quais era possível a suposição de que um misterioso elo, unia o destino de Lincoln ao de Kennedy. As coincidências relacionadas por Kaiser são nitidamente de cunho exterior. Subjetivamente, ante Lincln e Kennedy defrontamos duas personalidades diversas, embora, em verdade, ambos nos impregnem de um mesmo sentimento de respeito, da impressão que só oferece a presença de uma alma de escol(nata, fina flor). Entretanto, no que tange à filosofia de vida, uma abismo pode separar aquele que foi o primeiro presidente espírita do que foi o primeiro presidente católico-romano dos Estados Unidos. Entregamos a enigmática série de Keiser, como um valioso documento e, igualmente, uma fonte para meditações:

  1. Lincoln e Kennedy foram assassinados em meio a tumultos provocados pela defesa do homem de cor; Lincoln assinando a Proclamação que os libertou da escravatura, Kennedy enviando ao Congresso, para ser sancionada, a lei dos Direitos Civis, destinada a integrá-los.
  2. Ambos foram sucedidos por vice-presidentes chamados Johnson, nascidos no Sul, o primeiro em 1808, o segundo em 1908, com exatamente cem anos de diferença.
  3. Os prenomes de ambos, Abraham e John, se constituíram em homenagens a seus avós, que assim se chamavam.
  4. Ambos foram segundos filhos.
  5. Ambos vieram de famílias britânicas que colonizaram o Estado de Massachussets
  6. Na idade de 23 anos, tanto Lincoln quanto Kennedy, se alistaram no Exército.
  7. Lincoln comandou a "Black Hawk War", Kennedy um ''PT-boat" no Pacífico.
  8. Em 1846 Lincoln foi para o Congresso, Kennedy, em 1946, exatamente cem anos depois.
  9. Ambos enfrentaram grandes adversários no Senado: Lincoln, Stephen Š Douglas, e Kennedy, Henry Cabot Lodge.
  10. Ambos obtiveram a maioria dos votos populares.
  11. Em 1856 o Senador Lincoln concorria às eleições para vice-presidentre, e em 1956, cem anos depois, Kennedy concorria ao mesmo posto.
  12. Em 1860 Lincoln foi eleito Presidente dos Estados Unidos, e, cem anos mais tarde, em 1960, Kennedy também era eleito Presidente dos Estados Unidos.
  13. Ambos foram assassinados quando se encontravam ao lado de suas esposas, por homens degenerados e fanáticos.
  14. Seus assassinos foram, ambos, mortos sem julgamento legal.
  15. Ambos se casaram aos trinta anos, com mulheres de vinte e quatro, morenas, que falavam o francês fluentemente.
  16. Ambas as esposas perderam um filho quando se encontravam na casa branca.
  17. Lincoln e Kennedy tiveram parentes que foram os prefeitos mais votados de Boston. Frederic Walker Lincoln foi o único prefeito de Boston eleito sete vezes. O avô de Kennedy foi eleito cinco vezes prefeito de Boston, a partir de 1906.
  18. Ambos tiveram parentes próximos graduados na Universidade e Harvard e que foram embaixadores na Grã-Bretanha. O filho de Lincoln, Robert Todd Lincoln, foi embaixador da Inglaterra de 1889 a 1893; o pai de Kennedy, Joseph Patrick Kennedy, foi embaixador na Inglaterra de 1937 a 1940.
  19. Ambos tiveram conselheiros com o nome de Graham. O conselheiro de Lincoln chamava-se William Graham, era um professor primário que o auxiliou em seus estudos. O conselheiro de Kennedy era o reverendo William Graham. Como se vê, ambos os conselheiros chamavam-se William Graham.

 

 

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