RÚSSIA
Nas manhãs de inverno,
A
velha Rússia veste novamente seu sobretudo
Deserto,
córregos, pequenos desfiladeiros
Encurralada
pelo frio rigoroso
Gelo
tenaz congelando seus pés desprotegidos
Marchando
sob o pórtico
Velo
teu sono
Como
a árvore solitária que vela a noite crua do descampado
Sou
lânguido, soturno, minhas mãos tremem
Tenho
cadernos parcialmente escritos
Em
noites noctívagas
Nas
quais urdi meus mais austeros planos
Como
Viver
e morrer em batalhas campais
Sob
o aço da baioneta ou o calor do chumbo
Rússia,
velha Rússia, minh’alma abaixo de zero
Calefação
Teu
beijo
Poesia
labiríntica
Teus
pensamentos
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João Carlos Dalmagro Júnior.