Metrópole FM nunca foi líder de audiência

Quando a rádio Metrópole FM foi lançada, em 2000, aparentemente houve um rebuliço no mercado. Com uma equipe composta de atores dispostos a fazer radionovela e locutores vindos da Rádio Sociedade AM, parecia que a rádio de Mário Kértesz, da noite para o dia, se tornou a líder em audiência em relação às AMs e a terceria colocada em relação às FMs. Parecia que o "ibope" da Sociedade AM foi para o espaço e tudo acabou nas mãos do ex-prefeito.

Tal informação é mentirosa. A Metrópole FM nunca foi líder, nem em AM nem em FM. Sua audiência é até inferior à da Salvador FM em tempos de "Aemão" escancarado (1994-2000), que também não era lá a líder das AMs ou FMs. A Salvador FM de 1994-1995 chegava ao sexto lugar das FMs e o nono das emissoras de rádio em geral (somando AMs e FMs). A Metrópole FM nem chegou a isso em 2000, tendo ficado no sétimo lugar das FMs e no décimo primeiro entre as rádios em geral.

Na capital baiana, aliás, o que se vê é um truque que os donos de rádio fazem, na medida em que não existe órgão confiável de medição de audiência (os que existem estão sujeito ao "jabaculê" desses mesmos donos). Eles escolhem uma minoria de ouvintes cujas profissões são expostas a multidões e subornam tais profissionais para ouvirem a FM em questão. É um pagamento feito por sindicato. Assim, taxistas, porteiros de prédio, donos de botequins, barraqueiros e vendedores de eletrodomésticos caem no truque dessas FMs e ganham um trocadinho para sintonizar tal emissora em um volume relativamente alto. Não tão alto assim, porque senão a SUCOM cai em cima.

A Salvador FM teve como "gancho" os taxistas e donos de botecos. Os taxistas ganharam até um programa na rádio, graças a um arranjo entre um líder sindical, já falecido, e a rádio. A Metrópole, sem menosprezar tais demandas, dá preferência aos porteiros de prédios, gente que, na visão de Mário Kértesz, parece mais cordata e menos grosseira, eficaz na sua tática de forjar uma imagem "alto nível" da sua FM, vendida como se fosse "adulta-contemporânea" mesmo com um "Aemão" digno de favelaço do Subúrbio Ferroviário.

Dessa maneira, a poluição sonora da "galera" que ouve a Metrópole FM engana cidadãos e cidadãs, que pensam que o Ibope da rádio está nas alturas. Ah, vão caindo nessa. Esqueceram as obras faraônicas que o "brilhante jornalista" Kértesz deixou pela metade, roubando todo o dinheiro público? Ah, tem que aprender muito para não aceitar sedução de gente corrupta.

 

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