fins do século II,
já sob a dinastia dos Severos(Sétimo Severo, Caracala, Geta,
Macrino Heliogábalo e Alexandre Severo – de 193 a 235), surgiram os
primeiros sintomas de criseeconômica no Império. O fim das guerras
de conquista trouxe escassez de mão-de-obra escrava, que se tornou
extremamente cara. Os grandes proprietários começaram a arrendar
parcelas de terras a agricultores livres(colonos) em troca de uma parte da
produção, iniciando-se o sistema de colonato.
Diocleciano,
em 284, pôs fim à anarquia e deu início a uma nova fase
do Império, denominada DOMINATO, estabelecendo em Roma uma
monarquia despótica de tipo oriental,
em que os imperadores se intitulavam “Dominus et Deus” (Senhor e Deus),
sendo adorados e reverenciados como os soberanos orientais.
A fim de deter a crise e manter a defesa e a ordem interna, Diocleciano
aumentou os efetivos do exército para mais de 450 000 homens e dividiu
o Império em 101 províncias, 17 dioceses e 4 prefeituras ou
tetrarquias. Essa reforma militar e administrativa aumentou enormemente
os gastos do Estado. Para enfrentar as despesas, foram lançadas novas
taxações sobre a terra, o comércio e demais atividades.
Foi também criado um imposto em gêneros – a “anoma” – recolhido
pelos “curiales”, altos funcionários do governo, destinado à
manutenção da burocracia e dos exércitos. Esses impostos
oneravam principalmente os pequenos proprietários e os arrendatários.
Diocleciano foi sucedido por Constantino (306/337), que
tomou medidas importantes como a mudança da capital de Roma para Constantinopla,
o reconhecimento da religião cristã e a vinculação
do colono à terra. A mudança da capital para a parte oriental
do Império demonstrava o esvaziamento de Roma como centro econômico
e político.
Constantino baixou decretos no sentido de vincular o homem à terra e às suas profissões urbanas, facilitando
a cobrança de impostos.
No campo, os camponeses e os colonos foram proibidos de abandonar
a gleba em que trabalhavam, beneficiando os grandes proprietários.
Nas cidades, as atividades administrativas, comerciais e artesanais se tornaram
obrigatoriamente hereditárias e seus membros foram proibidos de mudar
de ramo, favorecendo os detentores de melhores cargos públicos.
As reformas introduzidas por Diocleciano e Constantino conseguiram
manter o Império durante o século IV. Em 395, com a morte do
imperador Teodósio, o Império foi dividido entre seus filhos
Honório e Arcádio, em Império Romano de Ocidente e Império
Romano do Oriente. Entretanto, isso não conseguiu evitar a crise econômica,
política e militar que no século V se manifestou em toda a extensão
da parte ocidental do Império, agravada pelas invasões dos povos
bárbaros germânicos.