TIPO DE DOCUMENTO – Testamento
Arquivado no Museu Regional
de São João del Rei
CAIXA: 01
Transcrito por Edriana Aparecida Nolasco em 2003 a pedido de Maria Nazaré de Carvalho
ANO – 1899
TESTADOR – Silvestre José
de Abreu
TESTAMENTEIRO – Manoel Silvestre
de Abreu
LOCAL – São João
Del Rei
OBS. : -
Fl. 04V
TESTAMENTO
Saibam quantos este instrumento de testamento público virem, que sendo no Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e noventa e três, aos dez dias de mês de setembro do dito ano, neste Arraial e Freguesia de Nossa Senhora de Nazaré, comarca da cidade de São João Del Rei, Estado de Minas Gerais, em meu cartório compareceu Silvestre José de Abreu, que o reconheço pelo próprio de que trato e dou fé, o qual se acha de pé e de perfeita saúde em seu perfeito juízo e claro entendimento (...)
Declaro que é católico,
Apostólico Romano, em cuja fé tem vivido e espera em Deus
há de morrer. Declarou que é natural de residente nesta Freguesia
de Nossa Senhora de Nazaré. Declarou que é filho legítimo
de Felisberto José do Nascimento e Rita Maria de Jesus, já
falecidos. Declarou que foi casado em primeiro matrimônio com Dona
Hipólita Maria de Jesus de cujo enlace teve os seguintes filhos
: José Silvestre de Abreu, casado com Lauriana; Antônio Silvestre
de Carvalho, casado com Gertrudes; Joaquim Silvestre de Abreu, casado com
Maria da Glória; Silvestre José de Abreu Júnior,
casado com Francisca; Mariana, casada com Antônio Tertuliano Pereira;
Ana, casada com Francisco Antônio Ferreira; Hipólita Maria
de Jesus, casada com João Pedro de Ávila. Declarou que por
falecimento dessa sua primeira mulher procedeu ao respectivo inventário
e partilhas entre seus filhos os quias todos já receberam suas legítimas
maternas.
Declarou que posteriormente
casou-se em segundo matrimônio com Dona Francisca Deolinda de Freitas,
de cujo matrimônio tem os seguintes filhos: Manoel Silvestre de Abreu,
casado com Idalina; Francisco de Abreu Freitas, solteiro, de idade de vinte
e dois anos; José Francisco de Abreu, solteiro com vinte anos; João
Silvestre de Abreu, com dezoito anos; Olympio Silvestre de Abreu, com quinze
anos; Maria Deolinda de Freitas, com dezessete anos; Antônio Silvestre
de Abreu, com doze anos; cujos seus filhos tanto do primeiro como do segundo
matrimônio são seus legítimos herdeiros das duas partes
de sua meação.
Declarou que é a
sua vontade por seu falecimento seja herdeira da sua terça de seus
bens, sua Segunda mulher Dona Francisca Deolinda de Freitas, pela bôa
companhia que lhe tem feito e amor e carinho com que tem criado os seus
filhos tanto do segundo matrimônio como do seu primeiro casal.
Declarou que falecendo nesta
Freguesia deseja que seu corpo seja envolto no Hábito de Nossa Senhora
de Nazaré, o seu enterro e missas e o lugar de sua sepultura ficará
a vontade de sua mulher Dona Francisca Deolinda de Freitas.
Declarou que nomeia seus
testamenteiros em primeiro lugar a mesma sua mulher Francisca, em segundo
lugar Manoel Silvestre de Abreu, em terceiro lugar Francisco Silvestre
de Abreu, servindo um ao outro na ordem da nomeação, e pede
aos mesmos que queiram aceitar esta sua testamentaria pelo amor de Deus.
Declarou mais que fica a
herdeira de sua terça responsável a pagar todos os seus compromissos
de confrarias. E por esta forma dá por findo este seu testamento
(...).