Versos e prosas não sabem as rimas que o coração define como vida. Somos frutos de profundas poesias que por vezes tenta moldar um teto de moradia. Definir sentimento vai muito mais além do que simplesmente coragem e ousadia. Versificar cada segundo vivido, e montar como quebra cabeça uma eternidade é somar internamente que caminho poderá seguir como escolha. Sapiência com voracidade pouco traz de equilíbrio no resultado de sílabas de um texto. Podemos exprimir verdade e mentira, felicidade e tristeza, amor e ódio, e todos os sentimentos ambíguos conhecidos, mas é na pele e no peito que tatuamos as lágrimas e sorrisos que provém do sentimento.
Não se permitir, quando afogamos os sentimentos, é tratar com julgamento os que estão a nossa volta, pois verdades cada um as tem e é dono delas quando são necessárias. Porém, muitas vezes nossas evidências são quadras dos poemas e prosas que buscamos e escolhemos, e o tipo de rima é necessário ou não, se é dela o que o momento pede.
Traçar com linhas sinuosas ou retas, pouco importa se tudo que foi escrito não tiver sentimento e verdade. Se as dores existem, e se é dela a imagem do que está sendo vivido, chorar e sorrir é mais uma frase de muitas. Errar é humano e perdoar é divino, chavão sem nexo, sem prosa ou rima se não utilizado na cura das feridas. É sempre assim que vemos ao olhar os outros e esquecemos quando nossos olhos se voltam a si mesmo.
Quero verso e prosa nos meus sentimentos, mas como homem que invoca a fé no que acredita e não no poeta que sonha sem chão. Já alcei meu vôo e escolhi minhas asas, acolhi dentro delas os que me gostam e os que não me entendem, os que respeitam e os que não me ouvem, os fortes e os que ainda não estão fortalecidos. Não forjo laminas de sangue de ódio e nem da incompreensão, pois se elas penetrarem em minha vida traz amargura eterna.
Quero o direito de sofrer e chorar pelas dores da alma, por que se a vida me deve alguma coisa, é da minha vida que vou cobrar e é dela que vou conseguir a cura e nela vou conseguir a minha felicidade. Sem versos, sem rimas, sem prosas, mas com amor.

16/02/2009

 

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