Nem ouro, nem prata, é areia,
É nela que o povo vagueia,
No solo escaldante abençoado,
Do Profeta que veio aliado.

A energia que da terra emana,
Do astro que mostra a sua chama,
Da fé dos povos sofridos,
Da luta dos homens aguerridos.

Do sacar do credo e das almas,
Do benzer que agora te acalmas,
Das mãos abraças pela vitória,
Dos dedos atados pela glória.

É dele que forjado pela procura,
É por ele que se torce a loucura,
O espírito dos remanescentes,
Os arreios dos seus expoentes.

É no alto da sua montaria,
Que enche a carne vazia,
É meu o teu calado destino,
Sou eu, o homem beduíno.



 



WebDesigner Isolda Nunes
Juliana® Poesias ²ºº³ - Copyrigth© ²ºº³
Todos os Direitos Reservados®
Melhor visualização 800x600 ou 1024x768
Salvador - Bahia - Brasil