
Estamos em vésperas de anos
que tem chegado com função atípica ao natural. O mundo em
que vivemos está focado em procuras sem fim de
companheirismo e solidão. Poucas vezes temos tempo para
pensar em outras pessoas na importância delas em nossas
vidas, e quando somos realmente importantes nas vidas delas.
A divisão de nosso tempo é localizada no egoísmo e na falta
de sensibilidade que comunga de muitas maneiras com a
insensatez e falta de equilíbrio. Dormimos em nossas
certezas e voamos em páginas em branco de vidas vividas,
como se isso fosse somente uma passagem sem valor, quando
esquecemos totalmente das experiências que trouxeram
amargura e dor. Pedimos perdão sem razão e massacramos os
infiéis as nossas idéias. Claro que nem sempre a
sensibilidade se esvai em água pelo rio das horas, e com
certeza lembramos invariavelmente de viver os momentos bons.
Valorizamos amizade e carinho de quem nos interessa e de
quem nem conhecemos, por que ainda sobra a claridade do ser
humano.
Julgamentos são realizados constantemente em relação aos
outros e nem nos incomodamos com o que podem ter sobre nós,
pois estamos sentados em cima de nossas seguranças. Pobre
daquele que em vida não conseguir o perdão de um ser maior e
chegar à conclusão que nem sempre foi correto, por
simplesmente ousar em sentir superioridade aos que o cercam.
A maneira mais forte de enxergarmos o que está errado é
quando alguém a quem amamos relata em gestos e atitudes de
carinho mostrando que somos também amados. Perdoando sempre
podemos sim deixar no vácuo o que formou a tristeza, mas
também fortalece a alma. Numa ambigüidade sem extorsão, as
palavras podem conter enfermidades do caráter, mas podemos
adquirir a cura apenas dizendo sem medo e vaidade, fazendo
em luz o que a frase mais linda já dita quando tem o
significado verdadeiro. Eu te amo.



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