Pele, carma, olho, boca e chão,
Estúpido e desafiante coração,
Fresta de ar que me alimenta,
Desidratado do que amamenta,
Leite da terra que brota calado,
Persuadido pelo desenfreado,
Pele, carma, olho, boca e flor,
Composições da mesma cor,
Levo-te e conduzo sozinho,
Prego na cruz o meu carinho,
Facilitado pela forma amargura,
Deturpada pela frágil ruptura,
Pele, carma, olho, boca estranho,
Fora da comunhão e tamanho,
Fora da realidade e do natural,
Subsistência do nunca ser igual,
Ser diferente de todos e de nada,
Inexistência da forma determinada,
Pele, carma, olho, boca e solidão,
Foi a história contada na canção,
Ser proibido do amor eternizado,
Pela dor por fim ser castrado,
Não ter anjo ou demônio do lado,
Não ter pele, nem carma, não ter olho,
Não ter boca, não dizer eu escolho,
Destino ou fato, não sei ainda dizer,
Pelo amor ser traído, e nada ter,
Será o que dirá um então decidido,
Inoperância de um corpo adormecido.


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