O sol na cabeça que bate
instigante,
O corpo que padece de sofreguidão,
O sangue que torna e retorna ao coração.
As pernas que dizem segue adiante,
Os espinhos do kaktus que são cuidados,
Protegem a água que dele pode verter,
Matando sede do homem que pode ceder,
Mas ferem os espinhos bem afiados.
Fera é a interminável presença do calor,
Deixa solitário e fútil o nobre andarilho,
Mesmo sabendo o caminho que trilho,
Não sinto na batalha a mais forte dor.
Enfastiado do alimento que já não tenho,
A boca pede perdida sem a tua direção,
Tira o sol da frente e leva-me ao coração,
Pois nele eu verei sempre o teu desenho.
Olhando dos lados nada vejo por perto,
A solidão toma conta do meu destino,
A mente sofre com todo o desatino,
E faz do caminho a imensidão do deserto.

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