Malfadada hora que alguém disse que caminhar é sempre necessário. Ir em frente, olhar para o futuro, ou como dizem, esquecer ao passado. Súplicas da necessidade que afronta o interminável dia a dia, versículos escritos em páginas que cada um determina a postura, modo de pensar, aceite de obrigações e vantagens pessoais. Digo versículos como divisões e não como orações conhecidas, porém não esquecendo, por imposição da regra básica: “Viver como se deseja ou viver como se pode”.
Fato é a constante pergunta entre amigos – Como você está? – e variável a resposta dada: - Mais ou Menos - Estou Bem – Estou Mal – Nem sei??!! – O que você acha? – ou simplesmente um olhar.
É a fome da procura, que faz que o homem em seus caminhos, olhe a maneira que a vida lhe determina. É a vontade de algo que deseja, que faz com que nós possamos viver para sempre ou viver para o nunca. Apesar de equidistantes os dois pólos da felicidade podem encontrar num mesmo rumo, pois ser caminhante não é nada menos do que caminhar.
No início, minha colocação foi enfática ao dizer o “Malfadada hora”, e a explicação é simples. Não se pisa numa pedra sem sentir a ferida, mas pode-se parar e cuidar da mesma, não se tropica e cai sem saber que ao longo da estrada pode acontecer novo percalço, mas pode tomar o cuidado para não acontecer novamente. Mas pensando num toma mais positivo, os momentos de felicidade, satisfação, desejo, amor e carinho, também devem ser lembrados e suas fórmulas guardadas para uso do quando necessário.
Olhem sim para traz e vejam tudo que passou, não esqueçam de tudo que lhes trouxe bem estar, mas não deixem de lado o que foi ruim e vivam novamente os momentos de acertos encontrados. Viver, como já ouvi inúmeras vezes, é um dom. Mas retardar a chegada muitas vezes também é necessário. Somos peregrinos de espaço e tempo, mas também somos caminhantes de outras vidas, vividas ao longo de uma mesma, ou vividas em conjunto de outras. Cuidar de um jardim, onde nossas flores são só nossas e não permitir sentirem o odor ou mesmo deixar a mostra suas cores, e é perfeitamente natural. Mas em infinitas maneiras, permitimos que outros façam a mesma coisa.
A nossa estrada, a vigília de uma caminhada melhor é constante, mas como não podemos cuidar dos pés de outras pessoas constantemente, poderemos pelo menos oferecer um copo de água, uma palavra de conforto e um tecido limpo para limpar a ferida.
Somos peregrinos, somos eternos, somos humanos, somos todos filhos do mesmo Pai, e foi através dele que aprendemos que olhar os erros é necessário para aprender e usar numa caminhada futura. Não fazer da frase uma despedida, mas usá-la para determinar um reinício, venho pedir que não imagine com tom religioso, mas que use em sua grande fé num poder maior. “Avante Guerreiros Peregrinos, somos o todo de um tudo será sempre nosso”.
 

 

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