
Tema de aula: Flagelos destruidores (L.E. perg. 737 a 741). Também lembrarmos dos flagelos morais, ou seja, o orgulho, a vaidade, o egoísmo, a cobiça, a vaidade humana etc.
Incentivação inicial (sugestão): dispor de qualquer objeto que ainda pode ser usado (uma caneta, um rolo de papel higiênico, um caderno, lápis, em fim objetos de pequenos valor) e destruí-los, todos ficarão impressionados, e a partir daí explicar que na própria natureza isso acontece de forma freqüente, mas que a destruição só é aceitável quando acontece de forma natural ou quando necessária (implodir um prédio velho para construir um novo).
Objetivos:
- Informativo: informar que a destruição faz parte das leis naturais para concorrer com a transformação física e até mesmo espiritual do Planeta de uma forma mais rápida.
-
Formativo: formar uma consciência de como realmente devemos encarar as
destruições que assolam a Terra, ou seja, com
naturalidade, desde que elas ocorram de forma natural sem acharmos que as
destruições provocadas pelas guerras também são da Vontade Divina.
737 - Com que objetivo Deus atinge a Humanidade por meio de flagelos
destruidores?
- Para fazê-la avançar mais depressa. Não vos dissemos que a destruição
é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem, a cada
nova existência, um novo grau de perfeição? É preciso ver o fim para lhe
apreciar os resultados. Não os julgais senão sob o vosso ponto de vista
pessoal e os chamais de flagelos por causa do prejuízo que vos ocasionam. Mas
esses transtornos são, freqüentemente, necessários para fazer alcançar, mais
prontamente, uma ordem melhor de coisas, e em alguns anos, o que exigiria séculos.
(744)
738 - Deus não poderia empregar, para o aprimoramento da Humanidade,
outros meios senão os flagelos destruidores?
-
Sim, e o emprega todos os dias, visto que deu a cada um os meios de
progredir pelo conhecimento do bem e do mal.
>>> podemos progredir pelo caminho do bem ou do mal, cabe a nós
escolhermos, evoluímos pelo caminho do bem se aceitamos aquilo que nos compete
realizar (trabalhar, estudar, cumprir com nossas obrigações no lar com a família,
a sociedade etc.) ou podemos ficar acomodados, mas com certeza, seremos
visitados por situações que nos fazem balançar em nosso estado improdutivo.
-
É que o homem não
aproveita; é preciso alerta-lo de seu orgulho e fazê-lo sentir sua fraqueza.
>>> através do nosso orgulho colocamos muita coisa a perder e
dificultamos uma situação que tinha tudo para dar certo e resolver por si só,
mas ainda agimos de tal maneira que plantamos para nós aquilo que nos custará
mais caro futuramente.
-Mas nesses flagelos, o homem de bem sucumbe como o perverso; isso é
justo?
-
Durante a vida, o homem relaciona tudo com o seu corpo, mas, depois da
morte, ele pensa de outra forma e, como já dissemos: a vida do corpo é pouca
coisa. Um século do vosso mundo é um relâmpago na eternidade.
>>> É verdade, quando perdemos alguma coisa ou vemos alguma
coisa ser destruída o que de imediato levamos em conta é a perda material,
financeira e física, mas nunca valorizamos em primeira mão aquilo que toca o
espírito, ou seja, as coisas de ordem social, educacional, moral, espiritual,
isto prova ainda o quanto somos apegados as coisas da Terra e o quanto nos
afastamos das coisas do Espírito.
-
Portanto, os sofrimentos do que chamais alguns meses ou alguns dias, não
são nada, apenas um ensinamento para vós, e que vos servirá no futuro. Os Espíritos,
eis o mundo real, preexistentes e sobreviventes a tudo (85), são os filhos de
Deus e o objeto de toda a sua solicitude; os corpos não são senão os trajes
com os quais eles aparecem no mundo. Nas grandes calamidades que dizimam os
homens, é como um exército que, durante a guerra, vê seus trajes usados,
rasgados ou perdidos. O general tem mais cuidado com seus soldados do que com
suas vestes.(L.E)
>>> o que devemos levar em conta nas destruições, sejam de que
ordem e intensidade forem é o que traz de benefícios gerais no sentido de
impulsionar o progresso do espírito quer seja de uma cidade, país ou até
mesmo continente e não muito do próprio Planeta como um todo, visto que hoje
em dia muitas coisas acontecem em algum lugar da Terra e todos somos afetados ou
no mínimo ficamos comovidos.
- Mas as vítimas desses flagelos não são menos vítimas?(L.E)
-
Se se considerasse a vida por aquilo que ela é, e o pouco que é com
relação ao infinito, se atribuiria menos importância a isso. Essas vítimas
encontrarão, em uma outra existência, uma larga compensação aos seus
sofrimentos, se elas sabem suportá-los sem murmurar.
>>> quando somos muito apegados as coisas materiais e aliado a
isso não carreamos com a fé no futuro, qualquer coisa que perdemos ou
simplesmente vemos outrem perder nos trás grandes perturbações, como se fosse
a criança que não para de chorar ao perder seu brinquedo pensando ser o último
que existe e que nunca mais ganhará outro.
Quer chegue a morte por um flagelo ou por uma causa ordinária, não se
pode escapar a ela quando soa a hora de partida: a única diferença é que com
isso, no primeiro caso, parte um maior número de uma vez.
Se pudéssemos nos elevar, pelo pensamento, de maneira a dominara
Humanidade e abrangê-la inteiramente, esses flagelos tão terríveis não nos
pareceriam mais que tempestades passageiras no destino do mundo.
>>>
os flagelos ou qualquer outro tipo de destruição que existem, se existem, são
para trazer alguma melhora, pois que no atual estágio de evolução em que nos
encontramos eles ainda são muito necessários e úteis para nos fazer progredir
de forma mais rápida, visto que, por nós próprios mediante nosso comodismo
pouco conseguiríamos em termos de evolução e muito tempo mais se levaria.
739-Os flagelos destruidores têm uma utilidade, sob o ponto de vista físico,
malgrado os males que ocasionam?
-
Sim, eles mudam, algumas vezes, o estado de uma região; mas o bem que
disso resulta não é, freqüentemente, percebido senão pelas gerações
futuras.
>>> é o que não levamos em conta, só temos vista ao presente
porque somos imediatista, mas isso nada altera nos desígnios de Deus.
740-Os flagelos não seriam igualmente para o homem provas morais que o
submetem às mais duras necessidades?
- Os flagelos são provas que fornecem ao homem a ocasião de exercitar
sua inteligência, de mostrar sua paciência e sua resignação à vontade de
Deus, e o orientam para demonstrar seus sentimentos de abnegação, de
desinteresse e de amor ao próximo, se ele não esta mais dominado pelo egoísmo.
741 - É dado ao homem conjurar os flagelos que o afligem?
-
Sim, de uma parte, mas não como se pensa, geralmente. Muitos flagelos são
o resultado de sua imprevidência; à medida que ele adquire conhecimentos e
experiência, pode conjurá-los, quer dizer, preveni-los, se sabe procurar-lhes
as causas.
>>> os flagelos também servem como alertar para que fiquemos
como que “espertos” conhecendo os meios de evitar futuros flagelos mediante
a experiência que flagelos anteriores já nos fez adquirir, não quer dizer que
temos de aceitar a todos porque é a vontade de Deus, isso seria uma insensatez,
temos que aceitar sim aqueles que são inevitáveis.
-
Mas entre os males que afligem a Humanidade, há os gerais que estão nos
desígnios da Providência, e dos quais cada indivíduo recebe mais ou menos, a
repercussão. A estes o homem não pode opor senão a resignação à vontade de
Deus e, ainda, esses males são agravados, freqüentemente, pela sua negligência.
>>> os flagelos por si só já são uma grande fonte de
desespero, dor e sofrimento, mas de acordo com a atitude que nos apresentemos
diante deles, torna-se ele ainda pior o que de nada ajudaria em uma momento que
já é de crise.
Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, é
preciso incluir na primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries
fatais à produção da terra. Mas o homem não encontrou na ciência, nos
trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e na
irrigação, no estudo das condições higiênicas, os meios de neutralizar, ou
pelo menos atenuar, os desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis
flagelos, não estão preservadas hoje? Que não fará, portanto, o homem por
seu bem-estar material quando souber aproveitar todos os recursos de sua inteligência
e quando ao cuidado de sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de
uma verdadeira caridade por seus semelhantes? (707)
>>>
aqui está o lado bom dos flagelos, desde que os aproveitemos de maneira
inteligente e produtiva, pois foram através dos grandes flagelos da humanidade
que evoluímos em poucos anos o que com certeza levaríamos muito mais, portanto
diante de flagelos não temos do que reclamar, mas sim, aproveitar-lhe a experiência
e seguirmos em frente de cabeça erguida por mais doloroso que ele seja. Como
exemplos podemos citar a erradicação de várias doenças (varíola, paralisia
infantil entre outras), bem como, adquirimos meios de previsão do tempo
evitando assim que uma catástrofe tenha conseqüências de maiores proporções
(ex.: previsão de tornados, enchentes, tufões a onde as pessoas podem tomar as
devidas providências de se protegerem e protegerem suas casas a fim de se
evitar que se perca tudo ou o mínimo possível dentro do conhecimento do que se
vai passar).
Aula
elaborada pelos evangelizadores do CEIX (Centro Espírita Irmão X – Humberto
de Campos) out/2000.
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