SAÚDE  MENTAL
CRISE CONVULSIVA


SINAIS E SINTOMAS


O paciente epiléptico com crise convulsiva apresenta abalos clônicos e tônicos que podem ser generalizados, isto é, em todos os membros do corpo, ou em um só membro. Por exemplo: convulsão apenas em um lado do corpo, ou apenas em um braço ou em um dos membros inferiores.
Para a Assistência de Enfermagem Psiquiátrica nós só vamos abordar o paciente que apresenta crise convulsiva generalizada.
Para alguns autores a crise convulsiva tem a ver com o Porte Psiquiátrico em si. Porém como muitos pacientes que apresentam  crise convulsiva teem modificação de comportamento, vamos relacionar os cuidados que devemos ter na hora da crise.
Muitos pacientes antes de ter a crise apresentam modificação de comportamento : - Fazem referências de sentir coisas estranhas dentro do seu corpo, ou começam a falar com dificuldade, enrolando a língua, ou apresentando dislalia, e, às vezes, apresentam o chamado “Grito do Pavão” muito conhecido popularmente. É um grito em tom alto e fino, e, logo em seguida apresenta os abalos clônicos e tônicos, caindo no chão, se estiver em pé. A esses sintomas da modificação do comportamento e o grito do pavão, chamamos de AUREA que são o anúncio da “crise” em poucos segundos.
Existem 250 causas conhecidas de crise convulsiva. Desde intoxicação exógena por substância química, arsênico, etc., luz estroboscópica, trauma de crânio encefálico, beber água em excesso, etc.
A crise convulsiva tem o seu período de duração que geralmente varia de 30 a 60 segundos. Perdendo a consciência , haverá liberação dos esfíncteres. Pode haver, também, contratura mandibulares e podendo morder a língua. Pode haver também saliva em excesso. Esta saliva em excesso nada tem a ver com a transmissão da doença segundo a crença popular.
O paciente epiléptico que tem crise convulsiva pode apresentar uma modificação de comportamento ao longo do tempo, ficando irritado com qualquer coisa, evitando reuniões de pessoas. Há possibilidade, com o correr do tempo de esquecimento de fatos simples ou modificações  da  personalidade. A pessoa sente que é outra pessoa, muda de nome e em casos raros, pode mudar até de endereço, constituir nova família. A literatura especializada apresenta bastante exemplos nestes casos.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

1. Assim que notar modificação do comportamento em um paciente epiléptico, colocá-lo em posição tal que o proteja de quedas;
2. Na hora da crise colocar um pano entre os seus dentes para que não morda a língua;
3. Se o paciente cair no chão, ou mesmo estiver deitado no leito, colocá-lo em decúbito lateral afim de que não sufoque com a saliva;
4. Se estiver na hora da refeição abrir a boca do paciente retirar com os dedos, protegidos com um pano, os restos de alimentos para não sufocá-lo;
5. Durante a crise manter  a cabeça do paciente protegida de fatores contundentes;
6. Após a crise o paciente pode ter um estado de agitação PSICOMOTORA, apresentar os olhos exaftálmicos;
7. Após passada a crise e o paciente recobrar novamente a consciência, manter seguro pelas mãos para evitar quedas;
8. Tratá-lo com naturalidade;
9. Dirigir-lhe a palavra sempre na mesma TONALIDADE;
10. Após a crise não fazer nenhum comentário sobre o que ocorreu, evitando assim constrangimento;
11. Manter o paciente em observação durante mais ou menos 2 horas devido a OBNUBILIDADE;
12. Lembrar ao paciente das suas obrigações assumidas em reunião de grupo.
13. Tratá-lo com naturalidade.


A VIDA DE COSTA
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