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Greve dos alunos

Não às aulas!

 

Realizou-se, no passado dia 8 de Fevereiro de 2001, mais uma Greve dos alunos a nível Nacional, desta vez para "lutar" e tentar debater a Nova Revisão Curricular.

Os estudantes estão descontentes com as propostas apresentadas pelo Governo, porque pretendem uma disciplina polémica - a Educação Sexual -, mas que poderia trazer aos jovens de hoje uma maior atenção e informação sobre esse problema. Há jovens que ainda não sabem, como usar e para que serve o preservativo, ou até as doenças que se podem transmitir através das relações sexuais, como, por exemplo, a SIDA.

Os estudantes pediram, ainda, nas reivindicações justificativas da greve, que sejam aplicadas melhores condições materiais e humanas ao ensino.

No nosso concelho e, mais propriamente na Escola Secundária de Silves, o aglomerar de alunos começou a dar-se por volta das 8h30, hora do início das primeiras aulas do dia. No jardim e à entrada da Escola, com a chegada dos autocarros dos alunos de São Bartolomeu de Messines, Armação de Pêra e de outras localidades, começaram a ouvir- se os primeiros gritos de palavras de ordem.

Alguns membros da já extinta Associação de Estudantes(AE), com o apoio de membros da Juventude Comunista Portuguesa(JCP), distribuíam panfletos e autocolantes e prendiam faixas nas paredes da Escola.

Ninguém entrou na Escola, excepto Professores e Funcionários. Todos ficaram ali à entrada e ninguém arredou pé, até às 10h00, altura em que os alunos grevistas seguiram em grande caravana, de comboio, direitos a Portimão, para aí, sim, continuarem a reivindicar a sua posição juntamente com colegas de outras Escolas.

Encontraram-se junto à Estação de Comboios de Portimão. Depois, deram uma volta pelas ruas e, aquilo que tinha sido projectado como uma Marcha silenciosa, foi tudo menos isso, já que os alunos fizeram muito barulho, como nos disse Marcelo Figueira, um dos participantes.

O ex-presidente da AE, Gonçalo Rodrigues, disse, também, que os estudantes foram «para a frente do edifício da Câmara Municipal para» se manifestarem e, por fim, terminaram «esta marcha junto ao Rio, para aí, os vários membros de cada AE, darem entrevistas aos órgãos de comunicação presentes».

Gonçalo confidenciou-nos, ainda, que no dia 23 de Fevereiro, a revisão curricular irá para Lisboa para ser votada: «Esperemos que a lei seja revista, pois isso seria uma grande vitória para todos os estudantes».

João Pedro

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