Gastrulação

 

Para entender o processo de gastrulação, o que é o arquêntero e porque os poríferos não podem ser classificados como protostômios nem como deuterostômios é preciso entender algumas etapas do desenvolvimento de um embrião antes de se constituir num novo animal. A gastrulação é uma das etapas desse desenvolvimento. Veja essas etapas:

 

Etapa 1: Segmentação – o zigoto passa por múltiplas divisões celulares necessárias ao seu desenvolvimento.

 

Etapa 2: As células do embrião formam mórulas (aglomerações). As células dessas mórulas recebem o nome de blastômeros.

 

Etapa 3: Blástula – os blastômeros se deslocam para a extremidade , deixando um espaço vazio no centro do embrião; uma cavidade que recebe o nome de blastocele.

 

Etapa 4: Gastrulação – o embrião começa a se dobrar em direção ao centro do blastocele, que sofre uma redução. Nesse processo forma-se uma nova cavidade, o arquêntero, que futuramente formará a cavidade digestiva do animal. Nos poríferos não chega a se formar o arquêntero.

 

O arquêntero possui uma estrutura chamada blastóporo. Essa estrutura originará a boca ou o ânus do animal. Caso origine a boca, o animal será do tipo protostômio. Mas se o blastóporo originar o ânus, o animal será do tipo deuterostômio. Por isso os poríferos não são nem protostômios nem deuterostômios, pois nem chegam a possuir o arquêntero que possui o blastóporo.

 

Percebe-se que a formação do arquêntero, e consecutivamente da cavidade digestiva, é um fator importante na escala evolutiva dos animais, e que é a principal diferença entre os animais que constituem os sub reinos Parazoa e Metazoa.

 

São protostômios os celenterados, os platelmintos, os nematelmintos, os anelídeos, os moluscos e os artrópodes. Os equinodermos e os cordados são deuterostômios.

 

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