Maquiavel foi da renascença?

Jâmblico: Mago que utilizava práticas demoníacas ou tradução equivocada?

Trabalho apresentado na Jornada Científica 2001-UFRJ

AUTOR: Anderson Fernando dos Santos


No século XVIII, o processo de apartamento da ciência em relação às idéias religiosas estava em seu auge. A partir de então, o pensamento racionalista conseguia estabelecer sua independência plena da visão religiosa do mundo. Permitia o surgimento de novas ciências com "status" estritamente científico dentro dos conceitos metodológicos racionalistas-empiristas da época. Assim, surgem ciências como a História, a Sociologia, a Psicologia, a Etnologia, etc.

Com o expansionismo imperialista, a intelectualidade européia começa a pensar o "outro" através da etnologia influenciada pelas idéias positivistas e evolucionistas. Tendo como maior expoente James Frazer,que considera a magia um fenômeno oposto à religião (MONTERO,1990:9) tal postura coloca os então denominados "povos primitivos", na fase mágica do pensamento religioso. Com uma visão de progresso, copiada do evolucionismo biológico de Darwin, classifica o pensamento religioso em etapas sucessivas em que a magia é colocada nos momentos iniciais da evolução e a religião cristã ocidental como o modelo ideal do ápice da evolução humana que todos os povos teriam necessariamente que atingir (DAMATTA, 1987:88-96), (MONTERO,1990:9-10).

Marcel Mauss irá problematizar a questão da separação radical de Frazer, apontando muitos pontos de interseção, terminando contraditoriamente a concluir que a diferença entre magia e religião estaria no binômio malefício X sacrifício. O sacrifício seria os votos, as devoções, os hinos, e a magia teriam um caráter anormal, secreto, maléfico e proibido. (SILVA, 2000:186) Para Durkheim a magia seria elemento individualista e egoísta, portanto elemento nocivo à sociedade, pois traria uma desagregação social, enquanto a religião faria uma coesão social (MONTERO,1990: 15).

Estas classificações colocam regras para separar magia e religião, ato religioso e ato mágico, o natural e o sobrenatural, definições que limitam e universalizam. Aplicando categorias próprias de nossa sociedade cientificista a uma cultura diferente. Muitas sociedades não possuem uma cosmovisão que distinga as práticas naturais das sobrenaturais, as religiosas das mágicas, termos estes que não conseguem definir com propriedade as complexas práticas sociais exercidas por distintos grupos. Inviabiliza-se pois a compreensão de práticas complexas com definições e características preconceituosas que deturpam suas práticas.

A historiografia do nosso século qualificou as práticas de Jâmblico (240-325), filósofo neoplatônico, como magia, necromancia e demonologia. Estas considerações estavam enraizadas num modo discriminatório e eurocêntrico de ver o mundo. Jâmblico foi inserido em categorias e modelos construídos posteriormente, feitos para dar explicações, mas que acabaram deturpando, sua prática. Para que possamos analisar com precisão as tensões que estão por traz destas qualificações, devemos construir uma arqueologia desses saberes segundo o significado que lhes empresta Foucault (GIUMBELLI, 1995:35), olhando a partir do seu discurso interno, procurando entender o que este saber diz de si mesmo e como esse sistema de crença vai se relacionar ou se adaptar à sociedade em que se situa.

Jâmblico nasceu em Chalssis na Síria, recebendo aí, ensinamentos pitagóricos. Indo posteriormente para Roma, entrou na escola neoplatônica dirigida por Porfírio, discípulo direto de Plotino. Jâmblico fundou uma academia na Síria, onde, ano após ano, comentava os textos filosóficos tradicionais de Platão e Aristóteles.

Evidencia-se no Império Romano, em especial no Oriente, um forte processo de interações culturais, consolidando a cultura helenística. Um de seus discípulos o denominou como "o salvador da cultura helenística" (BRISSON e SEGONDS, 1996:VII). Jâmblico vai se opor a certas questões do neoplatonismo plotiniano. Enquanto para Plotino o contato era direto entre o indivíduo e o Uno; para Jâmblico, a filosofia, que leva à sabedoria, vem através da intermediação dos deuses. A prática de Jâmblico preparava a alma humana imortal, para que os deuses agissem elevando- a ao Uno. Seus rituais não tinham a intenção de favorecer alguém ou influenciar os deuses, como teria que ser para se enquadrar como prática mágica conforme as definições de alguns antropólogos, mas sim de permitir que, através dos rituais, a alma humana estivesse preparada para a ação de liberação, que só os deuses poderiam realizar. O sistema de Jâmblico trazia consigo uma revitalização dos velhos deuses através de uma junção entre a teurgia egípcia, caldéia e as filosofias platônicas e neopitagóricas. Encontrando em seu interior elementos que ganhavam grande força naquele momento: A salvação ou libertação pessoal. Jâmblico afirmava que as almas humanas, uma vez submergidas no meio material, não conseguem um entendimento imediato para o retorno à divindade. Isto só poderia ser recuperado por meio de uma série de práticas e rituais que utilizavam-se de corpos materiais, como plantas, ervas, pedras, animais, sementes, capazes de despertar, segundo Jâmblico, a alma para sua participação no divino. Estes corpos traziam em si símbolos cósmicos, proporções divinas e matemáticas que existiam na alma e no Uno. Para Jâmblico, o Cosmos era um templo vivente, na medida em que os elementos da natureza, em nível microcósmico, seriam ressonância do divino, pois tudo é emanação do Uno e tudo que há em cima, há em baixo. Por meio de rituais com estes elementos, o homem entraria em sintonia com os deuses.

A teurgia era sempre um trabalho dos deuses, nunca do homem, Não cabia ao homem evocar ou chamar os deuses, à materialidade. O rito purificava a alma para que esta pudesse por ressonância sintonizar com os deuses e estes realizassem o encontro da alma com o Uno. Teoricamente, qualquer sociedade poderia ser teúrgica, contanto que seus rituais e orações preservassem as medidas eternas da criação. A teurgia neoplatônica de Jâmblico,numa análise superficial, poderia ser considerado como uma mera compilação devido às inúmeras aculturações e adaptações trazidas tanto de elementos religiosos orientais, como de elementos filosóficos. Entretanto tal impressão esconde sua estrutura complexa, extremamente tolerante, trazendo a possibilidade de uma revivescência do paganismo politeísta.

Com ressignificações que inserem um forte teor moral. Jâmblico coloca o Alcibíades de Platão como primeira obra a ser lida por um futuro platônico, obra que tem como principal temática a auto-educação socrática do conhece-te a ti mesmo(Festugière,1988:181-183). Sua filosofia teúrgica tem uma moral, uma preocupação com o transcendente, com a imortalidade da alma e com a salvação pessoal. Já não tendo portanto a significação que o paganismo tinha anteriormente. Um culto político ligado a lealdade e à perpetuidade da civitas (BUSTAMANTE, 1999:327 e 332), um conjunto de ritos (...) praticados sobre um plano (...) comunitário" (SHEID, 1998:20,22-28) onde há espaço para uma sensualidade, tão ausente de preconceitos, que acaba por tornar sagrados os ritos em vista da garantia da perpetuação da civitas (BUSTAMANTE,2000 :4).

Ressalte-se o contexto da Antiguidade Tardia, marcados pela polêmica entre o cristianismo e o politeísmo, que viviam em disputas e tensões, travando entre si debates acalorados, alguns teólogos cristãos utilizaram métodos que se inseriam na esfera filosófica e racional, tratando os deuses como superstição. No entanto, ocorria um processo de reconceitualização religiosa, em que progressivamente a idéia do homem buscar o divino por si mesmo, o que era novidade para a maioria das pessoas pois lhes conferia uma liberdade muito ampla, vai sendo substituída pela de homens divinos, intermediários do sagrado, a hierarquia religiosa, o santo, o monge, o imperador.

O politeísmo não conseguia mais trazer uma auto-imagem, uma identificação com o Império, autocrático e centralizador em que o imperador não é mais o Princeps, o primeiro entre os iguais, mas sim o Dominus. As propostas teúrgicas de Jâmblico e do neoplatonismo não ganharam uma difusão ampla na sociedade, ficando restritas às Academias, sem uma aceitação popular. ainda que uma tentativa de implementação de suas bases por Juliano o apóstata tenha ocorrido, tal tentativa por ter durado o breve período de reinado deste, 3 anos, não vingou. O cristianismo, sim, com a força de seu proselitismo expande-se por todo o Império, atingindo amplas camadas da sociedade e, no final do século IV, com a tolerância que obtêm de Constantino, atinge a casa imperial, tornando-se logo após a religião oficial do Império(SILVA, 1998: 201).

À medida que o cristianismo tende à hegemonia, atingindo as esferas imperiais, o discurso que antes era de debate se torna impositivo, agressivo, em relação às práticas politeístas, que estão neste momento bem transformadas com influências da cosmogonia e das práticas teúrgicas de Jâmblico, categorizando todo o paganismo, como magia demoníaca. Os deuses antigos passam de meras estátuas sem vida para demônios pecaminosos adversários do Cristo, produtores de todo o mal. Distintamente para o paganismo, o termo demônio (Daimon), não tinha em absoluto tais acepções, não tendo nem mesmo uma rigidez, ganhando, durante todo o período antigo, um número amplo de definições, como: uma certa forma de agir, a ação dos deuses, os intermediários dos deuses, rosto oculto dos deuses na ação sobre os homens, guardiões dos homens, semideuses, homens da idade dourada, intuição orientadora, Platão diz que todos os que caiam durante uma luta pelo seu país deveriam ser homenageados como daimons. Nas inscrições fúnebres do período helenístico, a designação dos mortos por daímon tornou-se comum (BURKERT:1993). São portanto definições variadas, soltas e livres, pois não trazem dentro de si as designações que posteriormente a Igreja colocaria, como seres infernais opositores do Cristo, isto é uma construção posterior, hoje largamente inserida nos inconscientes ocidentais.

"A cristianização da cultura européia leva a uma série de transformações na cultura do imaginário. Pairando sobre a comunidade de laicos, os guardiões do sagrado, devotam-se à tarefa de manipular e traduzir este imaginário."(NOGUEIRA,C.R.2000) Os historiadores e etnólogos da época mesmo marcando independência aos dogmas e as proposições teológicas, não conseguem uma automática independência da visão de mundo que a Igreja irradiou social e historicamente. Nestes estudos, a religião foi definida a partir de uma esfera institucional. A magia, ao contrário não foi definida em si mesma, mas sempre em relação à religião, assim o que era mágico ficava definido a partir de uma identificação científica ocidental, evolucionista e positivista.

De um lado, temos a Igreja firmando oposição fortemente a práticas religiosas; aquelas que não se enquadrem em seu formato eram categorizadas como algo diabólico, mágico, típico de sociedades que não conheceram a Cristo. Além disso, para a ciência, racionalista a o extremo, havia o incômodo em tratar de assuntos nada racionais, tais como ritos com objetos simbólicos, as artes divinatórias, as práticas taumaturgicas, as técnicas exorcistas, os êxtases xamânicos visões dependentes de uma visão de mundo mítica que é o mesmo tempo anterior e coexistente às origens lógicas do pensamento ocidental.

O termo mago, seria segundo Heródoto oriundo dos medos (CANDIDO,2001:8) , Desde a antiguidade evidencia-se uma certa discriminação: andarilhos que vendiam curas, previsões e feitiços mesmo no governo de imperadores não cristãos; estas práticas não eram bem quistas e Jâmblico sabia disso. Por isso, nega que sua Teurgia se assemelhasse a tais práticas.

O termo ou palavra é apenas um sinal oral que simboliza um conceito. Mas justamente por isso, o termo, expressão oral ou gráfica do conceito, é a exteriorização de uma idealização mental. Essa exteriorização pode ser iluminadora ou obscurecedora, tranqüilizante ou inquietante, criadora ou destruidora. A sua força e a sua natureza dependem da vivência que a desenvolveu. Daí, a ambigüidade e a multiplicidade de sentidos de cada palavra. Assim, quando qualificamos, ou melhor, desqualificamos Jâmblico como mago afeito à demonologia, como citam algumas obras, dentre elas o tradicional Dicionário Oxford de literatura clássica, (1937) não apreende a complexidade de Jâmblico e seus seguidores. Deve-se considerar o contexto histórico em que estes termos pejorativos foram empregados. As significações são dependentes das formas em que são recebidas. As pesquisas sobre "o outro" dos estudiosos têm como pano de fundo, séculos e séculos de tratamento das experiências místicas de Jâmblico, como algo pecaminoso, demoníaco, mágico que é reproduzido de uma forma automática, sem muita isenção em obras clássicas como a de Dodds em seu livro "Os gregos e o irracional".

Dodds declara ainda que Jâmblico sofreria de problemas mentais, oriundo do momento de crise em que o império vivia (DODDS,1951:288) No entanto, o psiquiatra W.M. Pfeiffer, em sua obra "Psiquiatria Transcultural" (VON FRANZ,1997:12), nos informa que nas culturas de todos os povos existentes, casos de patologia mental são perfeitamente identificadas, sendo que o que irá modificar é como cada sociedade diagnosticará as causas e as soluções possíveis para curar a enfermidade, para este autor, o êxtase religioso e a possessão doentia são sempre identificados e diferenciados. Desta forma, a assertiva de Dodds sobre Jâmblico, carente de provas mais sérias do que a sua simples dedução, pois Jâmblico não apresenta atitudes ou traços psicóticos ou neuróticos, mas sim um controvertido sistema espiritual, transcendente, transpessoal. Dodds estará realizando um diálogo com pesquisadores do final do século XIX e início do século XX.

Estes pesquisadores tendem a colocar a magia entre o ingênuo e primitivo ou, quando a prática se realiza no interior de sociedades industrializadas, como fuga patológica da realidade, exacerbação do individualismo desagregador ou charlatanismo. Tal postura ocorre justamente quando a Academia procura se posicionar ao "boom espiritualista" que ocorre no final do século XIX na Europa e na América. Dodds vai demonstrar isso ao fazer um paralelismo entre as práticas teúrgicas e tais movimentos (DODDS, 1951:295-300). Esse flagrante anacronismo de Dodds está perfeitamente sintonizado com a perspectiva universalista que Frazer, Tylor, Durkheim e outros, que adotam para analisar e classificar uma série de práticas e rituais religiosos como ato ou ritual mágico. Suas classificações estão relacionadas muito mais a sua sociedade e suas dificuldades do que uma análise sobre as sociedades em questão, sejam as denominadas sociedades primitivas, sejam as sociedades da Antiguidade não cristã. Tal postura pode ser comparada ao orientalismo como descreve Edward Said (1990:13-15), um conjunto de discursos que diz mais sobre o próprio Ocidente do que sobre Oriente.

Parte da historiografia afirma que algo da filosofia de Plotino, fundador do neoplatonismo, sobrevive ao fechamento das academias neoplatônicas. Inseriram-se alguns dos seus elementos, relacionados à salvação ou à iluminação através de experiência mística, na obra de importantes pensadores cristãos como Agostinho de Hipona. No entanto as teorias de Jâmblico, vistas como demoníacas, politeístas e controvertidas, teriam sido relegadas ao esquecimento. Nossas pesquisas indicam que esta não é bem a realidade, pois algumas idéias de Jâmblico também permaneceram dentro da Igreja através de pensadores como Dionisius o Aeropagita, (ver:SHAW)que leva todo o formato ritualístico de Jâmblico para ter contato com Deus, dentro da Bíblia, utilizando a forma, alterando o conteúdo.

O que as pesquisas parecem demonstrar é que, na maioria dos casos, o termo magia, revitaliza uma série de conflitos e disputas ocorridos em tempos idos; é um termo que sofreu uma série de apropriações - popular, religiosa e erudita- que torna a compreensão dessas práticas não muito claras, dificultando a compreensão mesmo dessas práticas e suas representações sociais. Isto fica muito evidente com Jâmblico, que de filósofo místico, foi guindado à categoria de mago necromante. A discriminação leva a um preconceito, a uma idéia de diferenciação depreciativa que diminui e desqualifica, Desta forma excluímos de nossa visão, condições de possibilidades, diferentes alternativas do agir humano, não conseguindo ver o "outro" agir com bases referenciais que não são as nossas.

Um exemplo poderá mostrar bem o que estamos falando, um professor certa vez perguntou como estes definiriam uma seita. A resposta que não foi respondida pela turma, veio com essa lúcida definição : "seita é a religião do outro", do diferente, daquele que não se rege pelas regras que eu determinei.

Concluímos assim que mascarar a mística ocidental sincrética com termos pejorativos como magia, arte demonológica, necromancia, desequilíbrio nervoso, lê a busca dos neoplatônicos pelo sagrado, ocorrida neste período a partir de uma série de pressupostos equivocados que conseguem distanciar tanto pesquisador como leitor das significações sociais que tais práticas representavam para os homens daquele período.

Anderson Fernando dos Santos


Documentação textual:

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