Quem transita pelo centro de uma metrópole brasileira entende porque o geógrafo rebatizou a globalização da economia de globalitarismo, neologismo que agrega ao termo o sentido de totalitarismo. Isso porque a situação atual obriga o cidadão a submeter-se às regras do tal mercado para sobreviver. Umas das caras visíveis do globalitarismo é a multidão de ambulantes no centro de São Paulo, na maioria retirantes nordestinos, vendendo a preço de banana produtos high-tech fabricados, muitas vezes, com mão-de-obra semiescrava no Sudeste Asiático.(4)