 

 
Sempre que
posso vou até ao mar ao fim da tarde,
Ver o sol a deitar-se, enorme, resplandecente de brilhos
a nadar,
Nas águas curvadas que fazem de tela às suas cores
galantes,
Em danças de mímica que me embalam o olhar…
E se perguntar ao mar se gosta dos flocos de átomos,
Quem em si se deitam embelezando-o,
Ouço nos ruídos das ondas beijando as rochas,
A afirmação plena do sim batendo no paredão
salpicando-o…
E no último olhar e aceno de despedida do sol,
Ficam lençóis de cores espalhados na água e no céu,
Tricotados pela ondulação mais calada e suave,
Que pressagia o entardecer do meu sentir de ave…
Carlos Reis


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