Comentários

No decorrer das aulas da disciplina Instrumentação para o Ensino da Matemática, MTM 172 desenvolvemos várias pesquisas, como por exemplo:

A Relação entre a Matriz de Competência do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e o texto  Qualidade e Quantidade.

A Matriz de Competência do ENEM contempla a indicação das habilidades e competências gerais próprias dos alunos. Remete-se o conhecimento aos contextos naturais e sociais de onde foram extraídos e onde é aplicado. Faz-se interagir o mundo físico e social e os conhecimentos específicos.

Analisando as questões do ENEM, verificamos que todas elas procuram avaliar os alunos quanto às suas competências e habilidades; algumas questões exigem conhecimentos específicos do conteúdo matemático; outras são mais voltadas ao cotidiano do aluno; em outras a matemática é usada como ferramenta.

De uma maneira geral, parte-se do conhecimento específico para a interdisciplinaridade. Superando  o distanciamento e a fragmentação para que se possa conhecer mais e melhor, tendo como meta a transversalidade.

Como foi constatado no estudo do par DISCRETO / CONTÍNUO em relação ao par QUANTIDADE / QUALIDADE, trazendo novas luzes para a discussão do processo ensino-aprendizagem, bem como da avaliação educacional. O papel da avaliação da aprendizagem é discutido, examinando-se a possibilidade de se avaliar a inteligência e os limites da idéia de medida de conhecimento. (Tese apresentada pôr Antônio Carlos Brolezzi, 1996, Faculdade de Educação da  Universidade de São Paulo.)

 

Uma outra pesquisa que citamos é:

Em que medidas os Instrumentos das Novas Tecnologias podem contribuir para cumprir o papel antes exclusivo do caderno do aluno, na autonomia intelectual desse aluno?

O caderno do aluno é um poderoso  e importante instrumento na construção da  autonomia intelectual do aluno. Hoje, as novas tecnologias vêem  complementar o  papel que antes era exclusivo do caderno.

A calculadora é um fascinante instrumento de auto-avaliação. Usando a calculadora é possível comparar os resultados, levantar hipóteses, estabelecer relações e construir significados. No mundo atual, cálculos com lápis e papel devem conviver com outras modalidades, como o mental, a estimativa e o produzido pelas calculadoras.

Experiências escolares com computadores têm mostrado que seu emprego pode levar ao estabelecimento de uma nova relação professor-aluno. Em Matemática são fontes de informação; auxiliam no processo de construção do conhecimento; é um  ótimo instrumento para desenvolver a autonomia; possibilitam pensar, refletir e criar soluções. Contribuem para transformar o ensino cartorial, baseado na decoreba, num ensino contextualizado, que desenvolva no aluno competência e habilidades para que esse se forme CIDADÃO.

A INTERNET é uma ótima maneira de integrar assuntos transversais à MATEMÁTICA. A rede torna acessível aos estudantes um grande conjunto de informações e conhecimentos produzidos pela humanidade. Possibilita um intercâmbio com diferentes idiomas, culturas e realidades sociais. Permite refletir sobre o mundo em que se vive, para compreendê-lo. Dessa maneira aprende-se a respeitar as diferenças e dar sentido à sua responsabilidade de cidadão. Dá acesso à tecnologia e à ciência, à comunicação intelectual e ao mundo dos negócios.

PAPY, matemático belga, década de 60, percorrera várias partes do mundo, inclusive o BRASIL, a fim de ensinar a verdadeira Matemática. Em virtude dessas inúmeras viagens, muitos o apelidaram de "o caixeiro viajante da matemática", do movimento denominado Matemática Moderna. Hoje, com o advento da INTERNET, PAPY, fosse apelidado de “o internauta da Matemática".

A INTERNET democratiza a educação e torna o ato de estudar mais prazeroso e lúdico. A experiência mostra que alunos que contam somente com a INTERNET para estudar ganham mais autoconfiança e responsabilidade. Portanto, novas tecnologias podem ser aplicadas à educação, inclusive técnicas de  EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (www.futuro.usp.br)  

Voltar