Meus Poemas

Dias      Dualidade      Insólito

Manhã            Nessa Hora    Poesieiras

Ventania      Solidão  Acolhimento

Espaços

 

 

 

 

 

 


Dias

Há dias assim,

sem sol , sem lua e sem porquês.

De estender as mãos vazias,

de ter a alma fria

de não se envolver.


Há dias assim,

de tudo aguado.

Olho, alma, sentimentos.

Vazada, vazia, vulnerável.


Há dias assim,

muito, bem longe de mim.

Maria Izabel

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Dualidade


Em ti, terna dualidade...
O destino e a transcendência
A turbulência e a quietude
A demência e a sanidade
Traçam tragédias, tecem sentimentos
Tonalizam desculpas

Em ti, Deus e o Diabo
O Diabo e Deus

Donos do tempo
Desfrutam a desordem
Tecem domínios, desterram devaneios
Dormem, deliram e discursam...

Na tua terna dualidade diária.....

Maria Izabel

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Insólito

O espírito do inverno
ainda vagueia.
Passeia pelo tempo
do meu outono.
Folhas amarelecidas.
Quebradiças.
Tenras.
E se ri
desta (minha) estranha primavera.


Maria Izabel

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Manhã

No orvalho, a grama.

O grilo.


Na teia, os galhos.

A aranha.


Na cor, a árvore.

Outono.


No sol.

Orvalho se faz líquido

na grama e no grilo.


A aranha transparece

na luz e na teia.


Folhas se matizam.

de dentro para fora.


E mais um dia inicia.


Maria Izabel
 

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Nessa hora

Na solidão a sombra tece meandros.
Sonâmbulos espaços ainda sem luz.
Pequenos caminhos, frágeis
Que gestos delicados, refazem
Os tristes recantos e teu círculo de luz.

Maria Izabel

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Poesieiras


Quero tanto uma muda.
Pode ser pequena
ainda em dúvidas
ainda sem cor.

Preciso de poesieiras
pra replantar minha vida
pra mandar na páscoa
pros amigos.
e nos velórios também.

Preciso de uma muda
florida, florada...
Ah...será uma glória
Colher os cachos indiferentes,
cada qual de uma cor.

Preciso de uma muda
de poesieiras
E não importa
Com/sem flor.

Maria Izabel

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Ventania

Amanheci ventania.
Proibi sentidos,
abri instintos,
removi raízes.

Amanheci ventania.
Desligo ritmos,
modifico caminhos,
cativo, castigo, instigo

Amanheci ventania.
Vivencio malícias,
precipito alegrias,
modifico destino.

Amanheci ventania.

Maria Izabel

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Solidão


Porta trancada
dia descompassado
instante na solidão.

Divago os problemas - me dano.
Adoço antigas saudades - deboches
Debato os meus desejos - perdôo.

Me transformo em paixão.

Maria Izabel

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Acolhimento

Há quem se aproxime, para acarinhar.

Que conhece os dias curtos, e as noites longas.

Há quem sabe da lágrima que cai,

quando ninguém está perto e não há o que falar.

Há quem sabe,

E para quem não sabe, há o vento para contar.

Maria Izabel

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Espaços


Espaços de puro prazer

abro a porta, a brisa bate

respiro, penso, o tempo para.



Espaços de pura paixão

saborosa espera por batidas na porta

com presságios de bromélias, beijos e abraços



Espaços de simples pensar


Paro, aproveito, me abro

Saboreio.

Maria Izabel

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