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Filo Apicomplexa
São protozoários parasitos que dispõem de organelas que formam um complexo apical. Este complexo é geralmente constituído por aneis polares,
roptrias, micronemas, conóides e microtúbulos dispostos sobre a menbrana celular. Este complexo permite que o parasito realize a fixação e invasão de células do hospedeiro.
Não possuem cílios, de reprodução sexuada por singamia.
CLASSE Sporozoea
Todos representantes são parasitas. A reprodução frequentemente assexuada, mas pode ser sexuada, com produção de oocistos que darão origem a formas infectantes chamados esporozoítos.
A locomoção é realizada por meio de flexões do corpo. Os peseudopodes quando produzidos prestam-se apenas à alimentação.
Subclasse Gregarina
Os trofozoítos maduros são extracelulares e geralmente muito grandes. Vivem como parasitos no tubo digestivo ou cavidades gerais de invertebrados.
Derivado co conóide, o epimerito é um órgão de fixação. As células precursoras de gamontes passam por um processo de maturação conhecido como sizígia. Ciclo de vida com gametogonia e esporogonia.
Subclassse Coccidia
Os trofozoítos maduros são parasitas intracelulares. A ordem Eucoccidiida, o ciclo vital apresenta esquizogonia, gametogonia e esporogonia. A ordem se divide em três subordens:
Subordem Adeleina
Durante a fase de maturação os macro e microgamontes permanecem unido caracterizando a sizígia. Dando origem a um pequeno número de microgametas.
Subordem Eimeriina Os gamontes desenvolvem-se separadamente sendo a fecundação assegurada por um grande número de microgametas móveis. Esporozoítos forman-se dentro do oocisto. Podemos destacar duas famílias de interresse médico
Família Eimeriidae
Intracelularmente ocorre a esporogonia e gametogonia. Os oocistos apresentam, geralmente, quatro ou mais esporocistos, cada um com um ou mais esporozoítas. A esporogonia ocorre fora do corpo do hospedeiro. O ser humano
e animais domésticos são infectados por vários destes parasitos pertencentes ao gênero Eimeria e Isospora. Como exemplo temos a Isospora belli
Família Sarcocystidae
São obrigatórios ou facultativamente heteroxenos. O ciclo de multiplicação é por endodiogenia ou esquizogonia que forma dentro das células os taquizoítos.
Mais um ciclo de reprodução assexuada acontece no interior do pseudocisto que dá origem aos bradizoítos no hospedeiro intermediário, podendo também ocorrer no hospedeiro definitivo. A reprodução sexuada dará origem aos esporocistos que formarão quatro oocistos
cada um. Duas espécies atacam o homem: Toxoplasma gondii e Sarcocystis hominis.
Família Cryptosporidiidae
Efetuam a reprodução aderidos a superfície das células do hospedeiro ou no interior de um vacúolo parasitóforo extracitoplasmático. Os gamontes são independentes com elevado número de microgamentas. Os esporozoítos surgem diretamente
dentro do oocisto. O gênero Cryptosporidium vivem em muco e vilosidades intestinais dos roedores e outros mamíferos.
Subordem Haemosporina
Parasitos transmitidos por insetos hematófagos. São produzidos oito microgametas flagelados produzidos por um microgamonte. O zigoto é móvel produzindo numerosos esporozoítas nus, dentro do esporocisto. Cada um possui uma membrana tripla. São heteroxenos passando por esquizogonia no hospedeiro vertebrado e esporogonia no hospedeiro invertebrado.
Família Plasmodiidae
Evoluem em dípteros culicideos. Ocorre cinco esquizogonias no sangue. Os gametócitos são produzidos no interior da hemácia. Como exemplo temos o gênero Plasmodiumem que as espécies são agentes da malária.
Família Haemoproteidae
Evolui em moscas e culicoides. A esquizogonia ocorre nas células dos tecidos de vertebrados e os gamontes desenvolvem-se em hemácias.
Família Leucocytozoidea
Pigmentos são ausentes em todas fases do ciclo.
Subclasse Piroplasmia
Parasitas de hemácias e outras células de vertebrados em que ocorre o ciclo merogônico. Transmissão feita por carrapatos, em que acontece o ciclo esporogônico. Causam doença no gado.
Referências
RUPPERT, Edward E.; BARNES, Robert D. Zoologia dos invertebrados. 6. ed. São Paulo: Roca, 1996. 1029p
REY, Luís. Parasitologia. 3° ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S. A.,2001. 856p
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