Pogonóforos

Em 1900, foram encontrados ao largo da Indonésia alguns animais de águas profundas que não se enquadravam em nenhuma forma zoológica até então conhecida. Então foi criado um novo filo para abrigar esses organismos: os pogonóforos.
Já foram descobertas mais de 80 espécies sedo o noroeste do Pacífico a região de maior diversidade deste grupo. São animais vermiformes celomados exclusivamente marinhos ocorrendo geralmente em profundidades maiores que 100m. Vivem em tubos rígidos compostos por proteína e quitina secretados pelo próprio animal. São sésseis constituindo agregados que podem chegar ‘a 200m² ou formar colunas verticais no assoalho oceânico. Os pogonóforos são divididos -- de acordo com suas estremidades anteriores -- em abertos (perviata), de corpo geralmente piliforme e transparentes; e fechados (vestimentífe), opacos e mais espesso. O corpo dos pogonóforos porta de um a muitos tentáculos. Os vestimentíferos possuem tentáculos fundidos que surgem de e envolvem um par de estruturas sustentatórias chamadas obrturáculos. No caso dos pogonóforos abertos não possuem tentáculos fundido e estes partem da região dorsal. A região dianteira dos pogonóforos abertos pode formar uma vestimenta como um colar situada logo depois dos tentáculos. Ela secreta o tubo dos animais. Os pogonóforos abertos possuem um cintura de cerdas que terminam em numerosos dentes em forma de ganchos.
A extremidade posterior do corpo encontramos um opistossomo que pode ser composto por até 95 segmentos. Metade destes segmentos apresentam cerdas. O opstossomo serve para ancoramento do verme no tubo permitindo seu recolhimento. Pode ser útil também na escavação.

Não possuem trato digestório. Em substituição ao tubo digestivo encontramos um tecido repleto de bactérias sulfurosas que constituem a principal fonte de alimento, mas a superfície externa do verme também absorve nutrientes. Os compartimentos celômicos estão presentes em cada uma das regiões corporais apresentando extensões dentro dos tentáculos.
O sistema sangüíneo-vascular bem desenvolvido tendo como pigmento respiratório a hemoglobina.
O subfilo perviata ocorre nos sedimentos moles a uma profundidade de 9.000m, são cerca de 95 espécies. Já os vestimentíferos, qua são cerca de 15 espécies, são abundantes nas fontes termais das grandes profundidades oceânicas, em que toda vida é baseada na quimissíntese das bactéria sulfurosas. Há pouco tempo foi observado que os vestimentíferos jovens possuem um trato digestório que é perdido na forma adulta.


RUPPERT, Edward E.; BARNES, Robert D. Zoologia dos invertebrados. 6. ed. São Paulo: Roca, 1996. 1029p



MOORE, J. Uma introdução aos invertebrados. São Paulo: Santos Livraria, 2003. 356p.


Antilli, José Ângelo; Yoneda, Nelson;Nusen, Renato;Universidade Estadual de Campinas, Campinas,2000. Disponível em: <<>> Acesso em: 08 dez. 2005.




fonte=http://www.comciencia.br/reportagens/biomar/biomar2.htm



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