Os radiolários são exclusivamente marinhos e no geral planctônicos. Possuem um formato esférico dividindo-se em
parte interna e externa. A região interna apresenta muitos núcleos, sendo limitada por uma cápsula central membranosa.
Ocorre o extravasamento do citoplasma interno através de perfurações na membrana capsular. Isto permite uma continuidade
do citoplasma externo com o interno. O citoplasma extra capsular forma a calima que é um córtex com vacúolos
circundando a cápsula central. Estes vacúolos podem abrigar organismos simbióticos como zooxantelas num estágio
não flagelar.
Algumas espécies podem chegar a vários milímetros de diâmetro, e algumas, como no caso do Collozoum,
podem formar colônias com até 20cm de comprimento.
A constituição dos pseudópodos pode ser do tipo axópodos ou filópodos longos e delicados irradiados a partir da
superfície corpórea.
Na classe Acantharea o esqueleto é composto por sulfato de estrôncio, mas nas
demais classes é de composição silicosa. O esqueleto pode apresentar muitas vezes espinhos que se estendem para além
da superfície externa.
Os representantes planctônicos estão presentes desde a superfície até a profundidade de 5.000m.
Nos sedimentos marinhos compostos por 30% ou mais de conchas de radiolários é denominado lodo radiolário.
Os radiolários e outros grupos com concha apresentam um registro fóssil a partir da era Cenozóica, com formas
bastante semelnantes a dos dias atuais.


Orifícios de um belo esqueleto silicoso de radiolário
fonte:http://eureka.ya.com/geoquimica/imagenes

Radiolários das profundidades marinhas coletados pela
expedição Challenger. De Haeckel, History of Creatlon, vol. 2.
fonte:http://www.ecologiasocialnqn.org.ar/imagenes
Referências
RUPPERT, Edward E.; BARNES, Robert D. Zoologia dos invertebrados. 6. ed. São Paulo: Roca, 1996. 1029p