Outras Palavras
Ana Mello

 

Quem quer saber de férias?
Ana Mello

Tenho uma amiga que diz que as férias e as fotos das férias só interessam mesmo a quem participa delas. Não concordo. Gosto de saber das férias dos meus amigos e assim acabo pensando em opções para minhas férias. Quando vou viajar pesquiso sobre os lugares que pretendo visitar. Acho bom de ler relatos de viagens, é como outra história qualquer, tem seu encanto e dá até para sentir a emoção dos viajantes.
Nas férias de julho escolhemos viajar de carro. Conhecer o Uruguai, que fica colado no Rio Grande do Sul. Meu marido adora dirigir e meu filho, com 13 anos, sempre estudou espanhol, foi uma boa oportunidade para treinar o ouvido. Assim rodamos 3000 km. Saímos de Porto Alegre, fomos até o Chuy, depois até Maldonado e Punta del Este, até Montevideo, Colônia del Sacramento, Paysandú, Salto – nas Termas de Dayman, Artigas, Rivera e retornamos a Porto Alegre.
A viagem foi ótima, com um toque de proteção divina. As estradas do Uruguai são bem conservadas, retas, bem sinalizadas. Os uruguaios são cordiais, tratam muito bem os turistas. Fazem o possível para nos entender. No trânsito são muito educados, de fazer inveja. O toque divino fica por conta de termos tido um problema no carro, casualmente muito próximo à cidade de Carmelo, depois percorremos muitos quilômetros sem cruzar com ninguém. Era sábado, o comércio fechava ao meio dia, encontramos o mecânico as onze e trinta e o conserto custou exatamente os pesos que tínhamos na carteira.
Recomendo aos novos visitantes que levem dólares e sempre tenham pesos para os pedágios. Depois de Colonia, até Salto, não encontramos cambio aberto nos fins de semana.
No Uruguai podemos tomar bons vinhos, cervejas de litro, saborear queijos, doce de leite, carnes maravilhosas, meias luas que derretem na boca. As meias luas fazem parte do café da manhã de todos os hotéis. Comer alfajores variados, especialmente os de Punta Ballena, os melhoes que já comi. Em Punta Ballena tem a fazenda Lapataia, onde o café da manhã é maravilhoso, acompanhado de panquecas com doce de leite, é claro.
Não engordei, eu juro. Caminhava muito, para apreciar e conhecer as cidades por onde passamos.
Minha paixão? Colonia del Sacramento. Já na entrada, uma fila de palmeiras acompanha a estrada. O Bairro histórico é patrimônio cultural da humanidade. Podemos ver vários museus, ruas com pavimento original e marcas da cultura portuguesa e espanhola. Muitos artistas têm seus espaços neste bairro. Existem vários restaurantes que mantêm as características do bairro. A decoração, as louças, poesia pura. Tem também a Granja Arenas, com as coleções do Emilio Arenas. São 25630 chaveiros, 8345 lápis, entre outras coleções que estão no livro dos recordes.
De Colonia podemos atravessar de buquebus para Buenos Aires, uma hora de travessia pelo Rio da Prata. Finalmente, recomendo as termas de Dayman, águas de até 43 graus. É um ótimo relaxamento para o fim das férias. Que foram tão boas, que tivemos que ficar alguns dias em casa, descansando delas.

 

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