E se...
Ana Mello
Sempre pratico o “E se...”, desde criança. É uma maneira de pensar em
outras possibilidades, em outras soluções para os problemas. Fica mais
fácil de ver outras alternativas, plano A, plano B, e mais outros
tantos quantos você puder imaginar. Não me transformei num gênio por
causa disso mas acho que tenho muita imaginação.
Gosto de ler sobre criatividade e assim descobri o Projeto Saber no
site da Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Descobri um pequeno
Manual para o Pensamento Criativo, o autor é Luiz Carlos Martins que é
profissional da área de Educação há mais de 25 anos, tendo publicado
mais de 20 livros sobre Pesquisa da Criatividade. É fundador da Câmara
Brasileira de Jovens Escritores, instituição de incentivo à prática
literária entre os jovens e divulgação de novos autores.
Segundo Luiz Carlos Martins, muitos homens assim como Einstein, Thomas
Edison e Gandhi, na infância foram considerados limitados. Mas eles
superaram as expectativas e tornaram-se brilhantes. Em função da sua
capacidade criativa. Sua forma de usar a inteligência.
Aprendi que a inteligência é a capacidade do cérebro de organizar
informações e a criatividade a forma como a usamos. Diante das
dificuldades nós pesquisamos uma maneira para resolvê-las. Quando as
opções mais lógicas não funcionam lançamos mão do pensamento criativo.
É a hora em que a mente oferece uma idéia original. É o chamado
pensamento lateral, tentar de novo em outro lugar.
Vejam só, a chave para pensar lateralmente é usar a expressão “e se
...” . Adorei isso! Claro, é apenas o primeiro passo.
Também não basta ser criativo, temos que dar base para a imaginação,
estudar, ler muito. E também não dá para dizer que nos tornaremos
gênios do dia para a noite mas podemos fazer nossa vida mais fácil,
mais alegre. Incentivar nossos filhos a pensarem diferente.
Acho que a criatividade está ligada também a sair da rotina,
experimentar olhares diferentes, mudar o trajeto, provar outros
temperos, conversar com pessoas diferentes, trocar idéias. Fazer
palavras cruzadas, brincar. Jogos são bons para incentivar novas
estratégias. Uma boa brincadeira é associar palavras livremente.
Brinco desta brincadeira com meu filho, nós inventamos novas regras a
toda hora, só pode ser verbo, só pode estar na mesma cena, só pode
terminar em alguma sílaba. É impressionante o número de palavras e
imagens que aparecem.
Meu conselho é de graça, seja criativo, não custa nada e torna a vida
mais interessante. A frase é do Pablo Picasso: Eu não pinto as coisas
como as vejo, mas sim como as penso.