NOS
RE-VERSOS DA VIDA |
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Por Vanderli Medeiros
Por diversas vezes vi pessoas desfazerem da produção literárias internaúticas com desdém, como se não merecessem crédito porque são produções que adveio através de um computador e conseqüentemente da Internet. Qual a diferença entre escrever poesia em papel ou diretamente no micro? Por que certas pessoas pensam que, o que elas escrevem e publicam em papel tem mais valor que aquilo que é produzido e editado digitalmente? Pois, até que me provem contrário, para mim tudo é produção intelectual e de igual valor. A única diferença é que, se antes só tínhamos o papel e a caneta para materializarmos o que produzíamos (ou a máquina de escrever); hoje, podemos fazê-lo mais rápido e melhor no computador. Por que então insistem alguns em dizer: - Esses são apenas ESCRITORES VIRTUAIS, eu não, já escrevo bem antes de surgir o computador e só edito na Internet depois que editei em papel. Mudou algo na escrita e na produção? Claro que não. O que mudou, e para melhor, foi o avanço e a facilidade tecnológica, não precisamos mais escrever em papel e depois digitar em máquinas pré-históricas para ter um trabalho de qualidade. Com a ajuda da computação temos um alcance bem maior de pessoas e em tempo rapidíssimo. Esse pré-conceito de que a literatura que é produzida na Internet é pior do que a produzida em papel só a vejo vindo de mentes atrasadas, de pessoas na faixa de idade depois dos 40 e poucos anos de idade (claro que não são todos, falo aqui daqueles que se utilizam desse artifício com desprezo, para se julgarem superiores). Claro está que, quando aprenderam e começaram a escrever, o computador ainda era um sonho, talvez nem isso, a Internet então, era inacessível ainda, e só se poderia usar a caneta e o papel mesmo. Entretanto, o mundo evoluiu, a tecnologia chegou para dar mais oportunidade a todos nós. Se antes escrevíamos e ficava nas gavetas pegando fungos e ácaros, hoje podemos dividir com os amigos nossas produções. Dessa forma, esses que se acham os “reis da cocada preta” na escrita podem ver que são pessoas da geração pré-computador, atrasados e com dificuldade de evoluir junto com a tecnologia digital, e, por não dominarem essa tecnologia tão nova e maravilhosa, preferem esnobar os que a utilizam com propriedade e competência para se autoproclamarem os sábios das letras. No meu entender o que eles precisam é abrirem suas mentes para as inovações do futuro e admitirem que ainda tem muita coisa a aprenderem, como por exemplo: A LIDAR COM ESSA MÁQUINA maravilhosa, embora um pouquinho complicada. Nada que o estudo e a dedicação não resolva, aposentado não é sinônimo de inútil e sem condições de aprendizagem de algo novo como o mundo virtual.
05/12/04
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