ANTONIO
JOAQUIM PIRES DE CARVALHO E ALBUQUERQUE

(1865
- 1954)
1865
(05.02)- Nasce no Engenho Canelas (ou no Engenho Criminoso),
freguesia de Rio Fundo,
atualmente em Terra Nova, filho do Dr. Garcia Dias D'Avila Pires
de Carvalho e
D. Maria C. de Argollo Pires.
1886
(30.11)- Forma-se em Ciências Jurídicas e Sociais
em Recife.
1887
- Promotor Público em Salvador (interinamente).
1889
(12.07)- Promotor em Maracás.
1890
(26.05)- Promotor em Alagoinhas e em São Francisco
em julho do mesmo ano.
1891
(05.02)- Deputado à Constituinte Baiana.
1893-
Eleito para o Congresso da Bahia.
1897
(19.03)- Juiz Federal no Rio de Janeiro.
1904
(03.03)- Juiz da 2ª Vara Federal, no Distrito Federal.
1913
(04.12)- Escolhido árbitro para resolver questões
limítrofes entre Minas e Espírito Santo.
1917
(16.05)- Nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal.
1919
(06.08)- Nomeado Procurador Geral da República até
a aposentadoria.
1920-
Escolhido árbitro para solucionar questões limítrofes
entre Goiás e Mato Grosso.
1931
(18.02)- Aposenta-se.
1934-
Publica o livro "Culpa e Castigo de um Magistrado".
1954
(04.09)- Falece no Rio de Janeiro.
GENEALOGIA
DOS PIRES DE CARVALHO E ALBUQUERQUE
-DIOGO
ÁLVARES CORREIA "Caramuru" (n. em Viana do Castelo
no Minho, Portugal - m. em Salvador 1557), naufragou na praia
do Rio Vermelho em 1910, convivendo com os índios Tupinambás,
após escapar de ser por eles devorado. Enterrado no Mosteiro
dos Jesuítas. Era Fidalgo da Casa Real de Dom João
III (Portugal).
-CATARINA
ÁLVARES PARAGUAÇU, filha do Cacique Tibiriçá,
casaram-se em Saint Malo na França, tiveram 04 filhos,
dentre eles:
-GENEBRA
ÁLVARES que casa-se com Vicente Dias de Beja, fidalgo do
Infante Dom Luiz, nascido no Alentejo (Port.), pais de Diogo Dias
que se casou com Isabel D'Avila.
-GARCIA
D'AVILA (ou Da Vila) português, afilhado de Tomé
de Souza, nomeado (29.03.1949) Feitor e Almoxarife da Alfândega
na fundação da cidade do Salvador, estabelece-se
em Itapagipe com duas vacas e posteriormente muda-se para Itapoá
e daí para próximo ao porto fortificado de Tatuapara
(Praia do Forte), onde funda a "CASA DA TORRE" (Casa
da Torre Singela de São Pedro de Rates) em 1851. Nasceu
em São Pedro de Rates. Casou-se com Mécia Rodrigues,
sem filhos. Com a índia Catarina Rodrigues teve um filho
de nome João D'Avila ou João Homem, sem descendentes.
Com outra índia, FRANCISCA RODRIGUES, teve Isabel D'Avila.
Foi Vereador em Salvador, defendeu a Bahia de invasores ingleses
em 1587. Morreu em 23.05.1609.
-DIOGO
DIAS casa-se com :
ISABEL D'AVILA viúva do genovês Gil Vicente de Vasconcelos,
morto por um índio em Itapoã, pais de:
-FRANCISCO
DIAS D'AVILA "CARAMURU", primeiro, dos quatro filhos
do casal, concluiu a Casa da Torre, era fidalgo da Casa Real,
Senhor da Torre de Tatuapara (títulos comuns aos seus sucessores),
Capitão entre os rios Jacuípe e Real (1613). Lutou
contra os holandeses de Dom Fradique de Toledo Osório,
providenciou o desembarque de Matias de Albuquerque , aquartelou
Luiz Barbalho e atacou o Convento do Carmo, ocupado pelos holandeses
(1624). Aquartelou o Conde de Bagnuolo com 3.000 homens, por seis
meses em 1632 e transformou a fortaleza em presídio na
guerra contra os holandeses (1634). Desbravou o Piauí e
o Maranhão, buscou as famosas minas de prata do seu tio
Belchior Dias. Faleceu em 1650. Casou-se com ANA PEREIRA GAGO
(20.01.1621), filha de Manoel Pereira Gago e Catarina Fogassa,
eram pais de:
-GARCIA
D'AVILA (II), Capitão de Ordenanças. Destruiu igrejas
em Jacobina (1669), Sorobabé, Acará e Curumambá,
por causa de limites de terras com os padres das missões.
Casou-se com LEONOR PEREIRA, sua tia materna (08.06.1642), foram
pais de Catarina Fogassa (neta), Bernardo Pereira Gago e :
-FRANCISCO
DIAS D'AVILA (II), Coronel de Ordenanças, de baixa estatura,
conquistou Piauí, expulsou franceses de Sergipe degolou
400 índios no rio Salitre. Morreu demente. Sua irmã
Isabel D'Avila Marinho, foi raptada pelo Capitão Manoel
Paes da Costa (do Passé) tendo se refugiado no Convento
do Carmo, com ela se casando contra a vontade dos pais. Casou-se
com sua sobrinha, LEONOR PEREIRA MARINHO, filha de Catarina Fogassa
e Vasco Marinho Falcão (morto em 1666). Foram pais de:
-GARCIA
D'AVILA PEREIRA, salvou náufragos dos navios "Porto"
(1717) e "Açores"(1720). Mandou homens construir
o forte do Rio Vermelho, onde hoje está erguida a igreja
daquele bairro. Ampliou a Casa da torre, casou-se com sua prima,
IGNÁCIA DE ARAÚJO PEREIRA, filha do seu tio Tomé
Pereira Falcão com Ignácia Araújo. Foram
pais de:
-FRANCISCO
DIAS D'AVILA (III), mestre de campo, Coronel das Ordenanças
e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Iniciou a construção
de engenhos de açúcar e fábricas de farinha
no recôncavo. Casou-se com CATARINA FRANCISCA CORREIA DE
ARAUJO VASQUEANES, filha do Coronel Francisco Barreto de Aragão
e Catarina Correia de Sá. Foram pais de Leonor Pereira
Marinho (neta) e de :
-GARCIA
D'AVILA PEREIRA DE ARAGAO, Coronel, Mestre de Campo (12.11.1753).
Enfrentou os espanhóis no forte do Rio Vermelho (out. 1770).
Cometeu atrocidades com escravos, por exemplo, como dependurá-los
pelo corpo, com argolas e tendo pesos presos nos testículos.
Era tido como louco, tendo sido denunciado ao Santo Ofício.
Casou-se com Ana Tereza Cavalcanti de Albuquerque, filha de Salvador
Pires de Carvalho, Alcaide-Mor de Salvador. Suspeito de ter assassinado
a primeira esposa, casou-se em segundas núpcias com a filha
de Cristóvão da Rocha Pita e Josefa Maria da Conceição
Lima, que se recusou a conviver com ele, ficando sem herdeiros.
Passou o Morgadio para sua sobrinha:
-ANA
MARIA DE SÃO JOSE E ARAGÃO, Baronesa de Jaguaripi,
filha de sua irmã Leonor com o Capitão-Mor de Salvador,
José Pires de Carvalho e Albuquerque, donos do Solar do
Unhão. Casou-se com seu primo JOSÉ PIRES DE CARVALHO
E ALBUQUERQUE (sobrinho), que era Alcaide-Mor de Maragogipe, Capitão-Mor
de Salvador, Secretário de Estado do governo do Brasil,
Cavaleiro da Ordem de Cristo, Fidalgo da Casa Real, Ouvidor de
Alenquer, Sócio e Sensor da Academia Brasileira de Esquecidos.
Escreveu "Culto Métrico, Tributo Obsequioso às
Aras da Sacratíssima Pureza de Maria Santíssima
Senhora Nossa e Mãe de Deus" (Lisboa 1757), e "Soneto
no Túmulo de Dom João V", era formado em cânones
em Coimbra. Foram pais de:
1. Francisco Elesbão Pires de Carvalho e Albuquerque, primeiro
Barão de Jaguaripe (01.12.1824). Capitão-Mor de
Salvador, Comendador da Ordem de Cristo. Na ocupação
de Salvador por Madeira de Melo veio para Santo Amaro, participando
da "Ata do 14 de Junho" , foi nomeado deputado membro
do governo provisório da Bahia e depois o seu presidente
(06.09.1822).Comendador da ordem de Cristo. Faleceu em 1856. Seu
filho, também Francisco Elesbão, foi o 2º Barão
de Jaguaripe (10.12.1854) e faleceu em 1884.
2.
Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque D'Avila Pereira, 1º
Barão de Pirajá em 05.04.1826, Visconde com Grandeza
em 12.10.1826. Também veio para Santo Amaro, iniciando
daqui a Guerra da Independência da Bahia, comandando as
tropas ao ataque a Salvador, a partir de Pirajá até
a chegada do General Labatut nomeado por Dom Pedro I. Foi Coronel
("Coronel Santinho") e Brigadeiro Graduado, Comandante
das Armas do Ceará (1823) e Comandante das Armas da bahia
(1831). Reprimiu a Revolta do Guanais Mineiro, em São Felix
(1832) e a Sabinada em Salvador (1838). Recebeu a Medalha de Ouro
da Independência, do imperador (assim como, seus dois irmãos).
Morreu arruinado e demente em Salvador (1848), seu filho José
Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, foi o 2º Barão
(25.03.1844) e depois Barão com Grandeza de Pirajá
(14.03.1869).
3.
ANTONIO JOAQUIM PIRES DE CARVALHO E ALBUQUERQUE ( CAVALCANTI MACHADO
D'AVILA PEREIRA).
Fidalgo Cavaleiro da Casa de Sua Majestade Imperial, Grande do
Império, Gentil-homem da Câmara de Sua Majestade,
Oficial da Imperial Ordem de Aviz, Comendador da Ordem de Cristo,
Medalha da Companhia da Bahia, Capitão-Mor e
Coronel do Regimento das Milícias e Marinha da Legião
da Torre. Nasceu em 12.02.1785, foi Barão (01.12.1822),
Visconde
(11.10.1826)
e Visconde com Grandeza da Torre de Garcia D'Avila. Morreu em
05.12.1852. Na Torre surgiu o primeiro
grupamento para combater Madeira de Melo, com militares desertados
do Forte de São Pedro.
Casou-se
com sua sobrinha, ANNA MARIA DE SÃO JOSÉ E ARAGÃO,
filha do Visconde de Pirajá. Com Maria Luiza
Queiroz de Teive e Argolo. Com sua morte encerrou-se o sistema
de morgadio, sendo o ÚLTIMO SENHOR DA
TORRE DE GARCIA D'AVILA. Foi o maior latifúndio das Américas,
indo até o Maranhão, sendo gradativamente
desmembrado até a Guerra da Independência, com o
fim da propriedade, tendo seus descendentes vindo se estabelecer
em Santo Amaro, em engenhos, entre eles o Barão de Vila
Viçosa.
o
Seu filho Dr. Garcia D'Avila Pires de Carvalho e Albuquerque era
pai do nosso biografado Bacharel Antonio Joaquim Pires de Carvalho
e Albuquerque.