Capítulo 41
Zachary>> Se ela tá bem, por que tem que ficar internada?? - Isaac bufou, era mais uma da seqüência de perguntas que ele havia feito naquele mesmo instante.
Isaac>> Zac, eu não sei. Eu não sou médico.
Zachary>> Já se passaram dois dias.. dooooois dias. - Isaac respirou fundo, tinha que ser paciente.
Isaac>> Eu sei, eu também sei contar o tempo. - Zachary o encarou. - Foi mal, Zac.. eu também tô estressado com essa história.
Zachary>> Tá, tá..
Isaac>> Mas não se preocupe, ela só deve estar precisando de uns cuidados que a gente não poderia dar em casa, entende? Como limpar curativo, os pontos, essas coisas.
Zachary>> Ok, e por que a gente não pode ficar entrando lá?
Isaac>> Zac, ela tá descansando!
Zachary>> Tá, tá.. - Bufou.
Isaac>> Calma...
Zachary>> E a família dela? Não devia vir aqui??
Isaac>> A Nath não conseguiu falar com eles..
Zachary>> Urgh..
Isaac>> Não há nada que a gente possa fazer, Zac.. nada! Só esperar, ok?
Zachary>> Por que eu não fiz enfermagem? Medicina? - Paola, que estava ao lado, riu.
Paola>> Você é tão fofo.. - Acariciou seu cabelo, ele respirou fundo, agoniado.
Isaac>> Cadê aquela calma toda que você teve no início? - Zachary o olhou, bravo.
Zachary>> Eu tava basicamente anestesiado....
Isaac>> Hmm.
Na casa de Nathalie, Arthur mostrava a todos seu patins que acabara de comprar. Tinha uma velocidade incrível, por isso viera junto com um kit de segurança como joelheira, cotoveleira, e um imobilizador para por no pulso. Arthur deixou isso tudo de lado e foi andar de patins pelo condomínio.
Enquanto isso, no hospital, Isaac estava com o violão em seu colo, às vezes ia na varanda tocar para se distrair. O médico passou por Zachary e Paola, avisando que podiam entrar, fazer uma visita, pois ela estava acordada.
Paola>> Ike.. depois quer entrar no quarto? - Ele fez que sim com a cabeça.
Zachary>> Deixa eu levar o violão.. - Pegando das mãos do irmão e saindo dali.
Ele abriu a porta, ela estava deitada na cama, quieta, com os olhos fechados. Estava um pouco inchada, mas não de um modo brusco. Dava a impressão que estava dormindo, mas estava fingindo.
Zachary>> Gaby..
Fechou a porta atrás de si, indo em direção a um sofá que havia ali. Ela não disse nada, queria ver a reação de Zachary.
Zachary>> O médico disse que você tava acordada.. - Insistiu, mas Gabriela continuou na mesma. - Bom.. a Paola e a Nathalie estavam ouvindo uma música que eu achei muito linda, mas não entendia nada porque era em português.. elas traduziram pra mim e eu achei que tinha tudo a ver com nós dois.. pelo menos da minha parte. - Deu um risinho tímido. - Eu tirei a música no violão, e vou cantá-la em inglês pra você..- Respirou fundo. - Sabia que eu tentei em português? Mas ficou uma bosta.. - Riu sozinho. - Tá.. - Dedilhou algo no violão. - Você não deve tar escutando mesmo... mas lá vai..
'E no meio de tanta gente eu
encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida
Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico muito mais feliz
Mais esperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não quero, não quero
Não vá embora, Marisa Monte'
Gabriela>> Hey. - Sorrindo de leve. Zachary levou um susto, arregalou os olhos, parando de tocar. - Por que parou, tava tão bonito! - Ela falava um pouco devagar.
Zachary>> Ga.. Gaby?
Gabriela>> Baby. - Não podia evitar o sorriso.
Zachary>> Que saudades de falar com você. - Colocou o violão no sofá, foi até ela.
Gabriela>> Devo estar horrível, né?
Zachary>> Tá linda. - Acariciando seu rosto.
Gabriela>> Por algum momento pensei que estivesse sonhando, em relação às coisas que você disse. - Ele sorriu.
Zachary>> Sonhando?
Gabriela>> É.. os sonhos geralmente são bons, reflexos do que você mais gostaria que acontecesse.. - Ele segurou sua mão.
Zachary>> Não era só um sonho bom.
Gabriela>> Eu amei a música.
Zachary>> Que bom. - Apertando a mão dela um pouco.
Gabriela>> E aí?
Zachary>> E aí..? - Franziu a sobrancelha.
Gabriela>> A nossa situação, qual é?
Zachary>> Ah.. - Ficou vermelho, sentiu seu rosto quente. Ela riu. - Que?
Gabriela>> Ficou vermelho..
Zachary>> É.. - Mordeu o lábio inferior. Ele tava quase recuando, não conseguia falar, mas não ia perder essa chance, estragar tudo como fez nas outras vezes. - A mesma que antes, né? Só que não de mentira.
Gabriela>> Hmm.. acho que entendi. - Ela queria um pedido mais romântico, transpareceu isso.
Zachary>> Gaby. - Respirou fundo. - Eu sou uma pessoa muuuuuuito muito fechada.. eu sinto muito, mas tenta não exigir muito de mim.. aos poucos eu vou me soltar, prometo.. - Beijou a mão dela. - Mas, só o que importa é que você é muito especial pra mim.
Gabriela>> Você também.
Zachary>> É, isso também importa. - Eles riram.
Mais tarde..
Nathalie>> Taylor, você tá ridículo.
Ela estava na porta de casa, com Erza em seu colo, observando seu marido. Taylor estava com todo o kit segurança em seu corpo, com mais um capacete de ciclista que ele havia providenciado.
Taylor>> Eu tenho filhos, ok? Não quero me acidentar.
Nathalie>> Você anda de patins desde que era pirralho, Taylor! Essas coisas não se esquecem.
Taylor>> Ok, ok.
E era verdade, Taylor andava direitinho, fazia umas manobras e tudo mais. Pegou velocidade, não pôs limite nisso, Nathalie olhava atenta, achava muito legal andar de patins porém não sabia. Taylor franziu as sobrancelhas, lembrando-se de que não sabia frear.
Taylor>> Merda.. merda.. merda.. - Andava de um lado para o outro, tentando achar uma posição boa para derrapar, mas não tinha mais o hábito. Estava sendo difícil.
Nathalie>> Honey?
Taylor>> Tô tentando frear! - Voltando, cada vez com mais velocidade.
Nathalie>> Baby, o freio é atrás! - Gritou.
Taylor>> Hmm.. - Pensou, nunca tinha usado o freio de trás, era sempre derrapando. - Ok. - Virou de leve a perna direita pra frente, encostando o freio no chão. Perdeu o equilíbrio, caindo de bunda.
Erza>> Bum! Taiu! - Nathalie começou a rir.
Nathalie>> Tadinho!! - Foi até ele.
Taylor>> Tô bem!!!! - Levantando a mão, ela só ria.
Nathalie>> Vem, treina no corredor de casa primeiro. - Ajudando-o a se levantar.
Taylor>> Hunf. - Resmungou.
Nathalie>> Sabe o que você tá parecendo?
Taylor>> Hmm?
Nathalie>> Aquela propaganda que a mãe bota uma espuma em volta do garoto.. enche o menino desses troços aí pra não machucar e depois cola um adesivo escrito frágil. - Ele riu.
Taylor>> Sua chata. - Parecia uma criança.
Erza>> Papa.. bum! - Eles riram.
Isaac e Paola estavam sozinhos no corredor do hospital, o lugar estava quieto demais. Ela sentou-se numa das cadeiras, enquanto Isaac a observava pensativo. Ela era linda, muito linda, isso não parava de martelar em sua cabeça. Estava apaixonado, sim, estava, mas eram sempre os mesmos problemas que atormentavam-no quando ele se perdia em seus pensamentos.
Tinha medo de se envolver em algo mais sério e ter que ir embora depois. Sabia que ela também tinha esse medo, por mais que ela tentasse não ligar para isso agora, isso também a frustrava. Paola olhou para ele, eles estavam se encarando. Ela tinha certeza que gostava dele, não restavam dúvidas, mas e a faculdade? Trocaria a faculdade por causa de um romance? Essa não seria a Paola de sempre.. e ele largaria o trabalho pra ficar com ela? Os dois respiraram fundo, juntos, pareceu ser combinado. Isso acabou chamando a atenção um do outro e eles se olharam novamente.
Eles se queriam, se amavam, era inevitável, incontrolável. Dava para seguir a razão quando se estava longe, mas assim, perto, não dava. Ela se levantou, mantendo o olhar no dele, e os dois se aproximaram. Isaac a beijou profundamente, fazendo-a sentir algo nunca sentido antes. Um frio percorreu toda sua espinha e logo após um calor enorme se apoderou dela. Era como se fosse uma montanha russa que os dois estavam, muita emoção, pareciam que iam explodir.
Ele a afastou pelo ombro, encarando seus olhos, sério, ofegante, demonstrando o quanto a queria. Puxou Paola pelo braço, entrando numa salinha vazia do corredor, trancaram a porta e voltaram a se beijar, não de um modo terno, mas um beijo cheio de desejo e calor.
Paola foi tirando a camiseta de Isaac, enquanto ele beijava seu pescoço e mordiscava levemente sua orelha. Jogou a blusa dele longe, e beijou seu abdome. Isaac respirou fundo, meio que bufado, olhou pra cima. Meu Deus, estavam num hospital! Pensou por alguns segundos se seria apropriado, mas quando olhou para frente e viu Paola tirando sua própria blusa, não resistiu. A abraçou com força e a ajudou a tirar o sutiã e o resto da roupa. Os beijos deles ficavam mais ardentes a cada roupa a ser tirada.
Ele a empurrou na parede, a levantando um pouco. Sumiu com sua calcinha por debaixo de sua calça, penetrando-a e ouvindo-a soltar um gemido abafado. Ouviram alguém bater na porta, os dois se olharam e tamparam a boca para não rir. A pessoa havia desistido, os dois se olharam novamente e continuaram.
Isaac apertava seu corpo contra o dela, várias vezes devagar e uma profunda e forte. Ela gemia abafado em seu ombro nessa hora, e aquilo o excitava mais. Até que ele não se segurava e ia forte, rápido, fazendo-a morder seu ombro para que ninguém a escutasse. Ela o puxava para si, apertava suas costas, arranhava às vezes. Ela sentiu Isaac penetrando-a mais forte que das outras vezes, e amolecendo o corpo devagar. Havia chegado ao climax, ao perceber isso acabou indo também.
Eles respiraram fundo, Isaac ficou um tempo parado, ainda sem olhar pra ela, com o olhar fixo na parede. Ele respirou fundo mais uma vez e beijou o rosto dela. Eles se olharam e sorriram, rindo logo depois.
Paola>> Que loucura. - Ele concordou com a cabeça. - Será que alguém percebeu?
Isaac>> Não ligo.. juro. - Beijou seus lábios. - Não ligo mesmo.
Paola>> Vamos sair daqui, rápido.
Isaac>> Nããão. - Abraçando-a mais forte.
Paola>> Pleeeease.
Isaac>> Ok.
Eles pegaram suas roupas e rapidamente se arrumaram. Abriram a porta da sala, olhando em volta, não tinha ninguém. Saíram correndo dali, avistando Zachary no final do corredor.
Zachary>> Onde vocês estavam????
Paola>> Er...
Isaac>> Hmm..
Paola>> A gente perdeu a hora..
Isaac>> É..
Zachary>> Vocês tão suados!
Paola>> E viemos correndo.. quando vimos que perdemos a hora.
Zachary>> Ahn... saquei. Só pra dizer que a Gaby tá legal.. ela acordou, a gente meio que conversou.
Paola>> Jura?? Vou lá falar com ela.
Zachary>> Beleza. - Olhou para Isaac quando Paola saiu dali. - Porra, aqui no hospital é sacanagem!! - Isaac arregalou os olhos.
Isaac>> Como você sabe??
Zachary>> Disso eu entendo. - Isaac começou a rir.
Isaac>> Eu esqueci que meu irmão é comedor.
Zachary>> Era.
Isaac>> Hmm.. e aí?
Zachary>> Tamos namorando.
Isaac>> Sério?
Zachary>> Ahan!!
Isaac>> E você pediu e tudo mais?
Zachary>> Não, eu dei a entender.
Isaac>> Cuidado com esse ' dei a entender ' .. deixa tudo explicado, Zac.. pra não dar merda.. já deu muita merda a história de vocês dois.
Zachary>> É, verdade.. sei lá, na hora travei. Mas vou conversar com ela direito sobre isso. Mas.. como sempre, só entre nós.. Taylor sem saber, ok?
Isaac>> Mas agora que é namoro, você não vai tar ferindo a amiga da Nathy, certo?
Zachary>> É, mas quando eu falar que tô namorando a Gaby ele vai rir da minha cara e vai me mandar a merda.. então é melhor assim.
Isaac>> Ok.. vamos ligar pra ele e avisar que ela melhorou. - Zachary concordou com a cabeça.