Dia 13/09/99
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JEC já é o
oitavo colocado
FORA
de casa, o time do Joinville confirmou sua recuperação
na Série B,
com vitória apertada de 2 a 1 sobre o América-RN
NATAL
O Joinville desencantou também fora de casa, ontem à
tarde, ao derrotar o
América de Natal, por 2 a 1. Depois de cinco derrotas
atuando nos campos
adversários, em nove compromissos pela Série B, a
equipe catarinense jogou melhor, perdeu um pênalti e
passou a figurar na oitava posição na tabela. Há três
rodadas, o tricolor ocupava espaço na zona de
rebaixamento, mas o grupo iniciou uma bela arrancada rumo
à classificação.
Pressionando desde o início, e especialmente na primeira
etapa, os
comandados do técnico Paulo Bonamigo cumpriram à risca
a proposta de marcar a saída de bola americana, o que
resultou no gol do centroavante Marcos Paulo, aos oito
minutos, após pegar rebote de chute de Naílson, que
havia aproveitado lançamento do ala direita Germano.
No lado do adversário, o meia Moura liderava o grupo,
aparecendo
eventualmente de trás com perigo, dentro do incomum
sistema 3-6-1 proposto pelo técnico Estevam Soares. Mas
foi somente aos 25 minutos que o América teve chance
real de gol, quando Gito cobrou falta que acabou em
defesa de Carlos Alberto, que esteve bastante seguro
durante toda a partida.
Sob chuva fina, o primeiro tempo acabou com a equipe do
Joinville bem
entrosada nos três setores e o América deixando o
gramado sob vaias da
pequena torcida que compareceu ao Estádio Machadão.
Na volta do intervalo, mesmo desorganizado, o América
pressionava mais.
Aos 17 minutos, a recompensa: o atacante Angelo aproveita
cruzamento vindo da direita, dentro da grande área, e
desvia a bola do goleiro Carlos Alberto, empatando o
confronto.
Um minuto antes, o volante João Antônio havia entrado
no Joinville, fazendo
sua estréia, saindo o armador Marcelo Alves. Aos 23
minutos, o JEC garantiu o
placar, quando já dominava novamente o setor de meio-campo:
Germano cobra
escanteio e, subindo sozinho, o baixinho Naílson marca
pela segunda vez para o tricolor.
Aos 37 minutos, o zagueiro Samuel ainda desperdiçou um pênalti
que
Marcos Paulo havia sofrido, perdendo de tranqüilizar,
definivamente, a situação.
Aos 44 minutos, o time do América reclamou da arbitragem
a marcação de uma falta que teria sido cometida dentro
da grande área, o que resultou em invasão do gramado
por parte de alguns torcedores e membros da comissão técnica
americana, exigindo a proteção policial ao juiz. A
partida ficou interrompida até o policiamento conseguir
acalmar os ânimos do time adversário e dar condições
de jogo. Nos últimos cinco minutos, já nos descontos, o
JEC suportou também uma forte pressão da equipe da casa,
com três defesas importantes de Carlos Alberto,
assegurando os três pontos. O grupo catarinense volta a
atuar na próxima quarta-feira, diante do São Caetano, líder
da Série B, em São Paulo.
Criciúma deixa
escapar a vitória no final
O Criciúma deixou escapar ontem a chance de recuperação
ao empatar em 1 a 1 com a Tuna Luso, no Estádio
Francisco
Vazques, em Belém (PA), pela 11ª rodada do Campeonato
Brasileiro da Série B. O gol de empate da Tuna Luso, aos
44
minutos do segundo tempo, foi um balde de água fria nas
esperanças dos torcedores que acompanharam o jogo pelo rádio.
Na quarta-feira, às 20h30min, o Criciúma enfrenta o América,
em
Belo Horizonte (MG). Não podemos pensar em nada
mais que a
vitória, disse Vacaria. Com o resultado, o Criciúma
ainda continua
na zona de rebaixamento.
O Criciúma entrou em campo determinado a vencer e não
se intimidou com a pressão da torcida adversária e o
forte calor.
Aos 20 minutos, Tonhizé, numa bomba, assustou o goleiro
Fabrício. Aos 25, Marcelo Silva irritou o treinador ao
receber de
Ivo, invadir sozinho e chutar para fora. Oito minutos
depois, no
entanto, Marcelo Silva tranqüilizou torcedores e comissão
técnica
ao marcar o gol que parecia ser a reação do time
criciumense na
competição. Ousado, o atacante recebeu de Jorge e avançou
sem chances para Fabrício. No final da primeira etapa, a
Tuna
Luso teve a chance de empatar, num erro de Maciel, mas
Rafael
perdeu.
As substituições no intervalo feitas pelo técnico
Pinho
deixaram a Tuna Luso com mais poder de ofensividade. Mas
foi a
expulsão do lateral Adriano Luiz, aos 16 minutos, que
desequilibrou o Criciúma. O técnico Vacaria ainda
tentou
amenizar com a entrada de Mauricinho, mas o atacante não
teve
boa atuação.
A confusão sobrou para o goleiro Fabiano. Aos 24 minutos,
Fábio Costa deixou a zaga embasbacada e avançou, mas o
goleiro do Tigre segurou. Aos 40, Mael recebeu na meia-lua
e
bateu forte. No reflexo, Fabiano espalmou e a bola ainda
bateu na
trave e saiu. Aos 44, o árbitro marcou falta do goleiro
Fabiano
(sobrepasso), contestada pelos atletas do Tigre. Na
cobrança,
Júnior bateu bem para Mael, que chutou no canto esquerdo.
No
rebote, Zé Augusto completou. Dois minutos depois,
Amauri
perdeu a chance de fazer o segundo da Tuna Luso. Ele
invadiu
sozinho, mas Fabiano salvou. O América venceu a Desportiva/ES
por 1 a 0, ontem a tarde, no Mineirão, mas perdeu a
chance de dar uma goleada e melhorar o saldo de gols. O
Coelho perdeu mais de dez oportunidades, a
maioria no segundo tempo, por erros de finalização. No
final, levou
um grande susto e quase deixa escapar a vitória, aos 48
minutos, do
segundo tempo. Mauricinho bateu uma falta da direita e
Jeferson
Feijão escorou de cabeça. A bola passou raspando a
trave. O lateral
esquerdo Michael, que foi expulso, e Boiadeiro, que levou
o quinto
cartão amarelo, vão desfalcar o Coelho no jogo de
quarta-feira
contra o Criciúma, também no Mineirão.
O América foi superior à Desportiva desde o início,
mas não estava
bem posicionado. Wellington, o melhor em campo, ficou
deslocado e
sozinho na frente, atuando pela direita. As tabelas não
saíam e o
ataque não se movimentava, como o técnico Flávio Lopes
pediu nos
treinos durante toda a semana.
Na primeira vez que caiu pela meia-esquerda, já aos 29
minutos do
primeiro tempo, Wellington recebeu um lançamento preciso
de Ivan e
marcou, tocando com o bico da chuteira, na saída do
goleiro
Rodrigo Posso. Dois minutos depois, Geraldo lançou Ivan,
que não
alcançou a bola e perdeu a melhor oportunidade do América
consolidar a vitória.
O Desportiva se fechou com cinco jogadores atrás e três
na cabeça
de área. Na frente, deixou apenas Mauricinho e Jeferson
Feijão, dois
jogadores de velocidade, que precisam ser lançados. Porém,
mostrou-se um time fraco e desentrosado. Sete dos 11
jogadores
atuaram juntos pela segunda vez. O time não conseguia
sair com a
bola dominada.
No segundo tempo, o América melhorou, com Wellington
pela
esquerda e Ivan armando as jogadas pela direita. Mas
pecando nas
finalizações. Até mesmo Boiadeiro, que cansou e não
correu por
todo o campo, perdeu uma grande oportunidade, aos 5
minutos,
depois de pegar um rebote da defesa capixaba. Ele chutou
com
violência, de fora da grande área, e a bola bateu na
quina da trave
esquerda do goleiro Rodrigo Posso.
Como o América não marcava, o técnico Luciano Paschoal
mandou
o time subir. Porém, pouco adiantou, porque faltava
conjunto. A
torcida americana ficou impaciente e começou a chamar o
técnico
Flávio Lopes de burro". Luciano Paschoal
insistiu e mudou o
ataque, colocando Toni no lugar de Tico Mineiro.
Flávio Lopes decidiu então trocar Geraldo por Irênio,
que deu mais
velocidade ao time ao se aproximar mais do ataque. Duas
outras
jogadas, iniciadas por Wellington, quase terminaram em
gol. Na
primeira ele foi lançado pela direita e cruzou a meia
altura. Gilberto
não conseguiu emendar e perdeu o gol de dentro da
pequena área.
Pouco tempo depois, Wellington rolou para Irênio, que
serviu o
lateral Estevam, que vinha de trás. O chute saiu forte e
Rodrigo
Posso fez uma grande defesa.
Flávio Lopes ainda tentou mais duas mudanças trocando
Ivan por
Henrique, aos 34 minutos, e Wellington por Careca, aos 48.
Henrique ainda quase marcou no primeiro chute que deu,
mas
Careca nem pegou na bola.
Avaí empata com
o Bahia em casa
DEPOIS
da goleada do meio da semana, equipe da Capital
fez um bom jogo e por pouco não conseguiu tirar a
invencibilidade baiana
Time vindo de goleada, de troca de presidente, com
desfalques importantes; se esse clube não fosse o Avaí
e o
estádio não fosse a Ressacada, o confronto com o Bahia,
ontem,
terminado com um empate em 3 a 3, tinha tudo para ter um
clima
de funeral. Mas não foi. O torcedor apostou na reação
da equipe
e foi prestigiar os jogadores, que não decepcionaram:
lutaram
muito e só não saíram com os três pontos porque o
time baiano,
invicto no campeonato, foi um adversário à altura.
Mesmo com o
empate, a equipe mantém o quinto lugar na classificação.
Preocupado com o Bahia e sem esquecer do resultado em
Belém, Cuca mudou a equipe. Colocou um terceiro zagueiro
e
liberou as laterais. Logo no primeiro minuto a estratégia
já se
definia em um lance de perigo com Cedenir: o lateral
chegou à
linha de fundo e cruzou, mas Dão escorregou e não
conseguiu
concluir na entrada da área. A principal qualidade
mostrada pelo
Bahia era o toque de bola rápido e envolvente. Foi assim
que o
atacante Alex Mineiro encontrou Uéslei livre na área
logo aos 7
minutos do primeiro tempo. O artilheiro da Série B
trombou com
Zambiasi e o árbitro Fabiano Gonçalves marcou pênalti.
O próprio
Uéslei cobrou e fez 1 a 0 para a equipe baiana.
O Avaí reagiu em seguida. Aos 11 minutos, Fantick fez a
jogada pela direita e cruzou para a área. Dão escorou
para
Cedenir, o lateral não alcançou e a bola sobrou para
Alex Rossi,
que chutou de perna esquerda para empatar o jogo. Aos
poucos
o Bahia foi neutralizando a jogada forte do Avaí, com
Cedenir e
Fantick pela direita. Pela esquerda, Guilherme apoiava
pouco,
Arthur menos ainda, e Dão ficava isolado naquele setor.
A
aproximação do meio com o ataque não era feita de
forma
compacta e os zagueiros é que tinham que fazer a ligação
com
os atacantes. Mais tranqüilo e jogando na base do toque
de bola,
o Bahia acabou fazendo o segundo aos 38 minutos, com
Bebeto
Campos.
No segundo tempo, Cuca colocou Marquinhos no lugar de
Arthur. Um jogador para articular as jogadas pelo setor
esquerdo,
auxiliando o ataque e proporcionando opções para a
aproximação
do lateral era o que o time precisava. Aos 24 minutos Dão
tabelou com Alex Rossi, que rolou para Guilherme chutar.
A bola
desviou na zaga e saiu. Na cobrança do escanteio,
Marquinhos
marcou o segundo gol avaiano.
O empate motivou a equipe, que passou a pressionar o
então acuado Bahia. Três minutos depois, Alex Rossi
ganhou na
raça de Perivaldo, driblou e lançou para Marquinhos,
que tocou
com precisão na saída do goleiro. O Avaí virou o jogo
e só não
saiu da Ressacada com a vitória porque no final da
partida Uéslei
marcou o décimo gol dele no campeonato, empatando o jogo.
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