Notícias da Série B

Fonte: Jornal O Liberal - Belém/PA

   

       Dia 01/11/99

A virada da salvação

Com uma surpreendente vitória diante do CRB (AL), de virada, por 2 a 1, o Remo garantiu a sua permanência na Série B do Campeonato Brasileiro, no último sábado, no estádio Rei Pelé, em Maceió. Com a vitória, a primeira e única de um clube paraense fora de Belém, o Leão chegou aos 27 pontos, ocupando a 13ª posição na classificação geral. Os azulinos ainda brigam no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da CBF pelos três pontos do jogo contra o Sampaio Corrêa (MA). Se tiver sucesso, passará a ser o 10º colocado.

O CRB (AL) tomou a iniciativa no início do jogo. Empurrado por sua torcida, o time alagoano partiu para cima do adversário e logo nos primeiros minutos o arqueiro Claudinei, do Remo, foi obrigado a fazer defesas difíceis, que evitaram a abertura do placar. A equipe azulina não conseguia assimilar bem o esquema 3-5-2 montado pelo técnico José Dutra. O CRB era superior, explorando bem as jogadas pelas laterais. O Leão ainda chegou a esboçar uma reação, mas ficou só no ensaio.

Mandando na partida, o CRB chegou ao gol de abertura aos onze minutos por intermédio de Daniel Edgar. O lateral aproveitou bem um cruzamento executado por Nelmar, que havia fugido à marcação do zagueiro Ney. Após o gol, os donos da casa continuaram fazendo pressão. O Remo limitava-se a jogar em seu campo de defesa.

A saída de Márcio para a entrada de Leonardo surtiu o efeito desejado pelo técnico Dutra. A equipe azulina ganhou mais ofensividade e passou a trabalhar melhor a bola. Com o jogo equilibrado, os azulinos chegaram ao empate aos 30 minutos. Fábio lançou Balão, que avançou e tocou para Júlio César empatar o jogo. Até o final do primeiro tempo, as equipes tiveram boas chances de marcar mas não acertaram a pontaria.

O Remo voltou para o segundo tempo disposto a tudo. Nem bem a bola rolou e o meia Júlio César sofreu pênalti, que o juiz não teve a coragem de marcar. Mas a resposta do CRB aconteceu de forma venenosa. Ânderson atirou na trave, quando Claudinei já não tinha condições de evitar o segundo tento. A jogada perigosa serviu de alerta ao Leão, que passou a dar mais atenção às jogadas para evitar o ataque adversário.

Foi então que mais uma vez a estrela do treinador José Dutra voltou a brilhar. Ao sacar Júlio César, que já estava sem pernas, e promover a entrada de Scott, fez o Remo chegar ao segundo gol. Ânderson cobrou escanteio, o centroavante gaúcho subiu mais que a defesa do CRB e testou para o fundo do gol.

A galera alagoana começou a deixar o Rei Pelé, conformada com a derrota. Enquanto isso, o Remo fazia pressão tentando o terceiro tento, o que acabou não acontecendo por falta de sorte de Balão, que despediçou duas boas chances.

A delegação remista desembarcou ontem à noite no Aeroporto Internacional de Val-de-Cães. Os jogadores Júlio César, De Paula, Neto Paulista, Scott e Júlio César, entre outros, foram liberados.

Vestiário vira palco de festa

O vestiário do Remo, no estádio Rei Pelé, em Maceió (AL), transformou-se no palco de uma grande festa após a vitória sobre o CRB, por 2 a 1. Jogadores, comissão técnica e todos os dirigentes que acompanharam a delegação festejaram o resultado, que evitou a queda da equipe azulina para a Terceira Divisão de 2000.

O treinador José Dutra dos Santos e os jogadores Júlio César e Scott, autores dos gols do time, foram os mais festejados pelo surpreendente resultado. O treinador lamentou não ter classificado a equipe para a segunda fase do certame nacional. “Gostaria de ter chegado mais cedo para fazer um trabalho mais profundo”, comentou o treinador, que só dirigiu o time em seis jogos dos 21 que o Leão realizou.

Das seis partidas, Dutra perdeu apenas uma para o São Caetano (SP). “Mas é bom lembrar que o time só passou ao meu comando em cima da hora, tanto que já estava até escalado pelo Aílton”, observou.

É provável que Dutra continue trabalhando no Baenão na temporada de 2000. “Minha vontade é ficar no Brasil pelo menos uns dois anos”, disse o treinador, que ainda não conversou com a diretoria remista sobre a sua permanência no clube. Mas o médico Paulo Mota, dirigente do Departamento de Futebol, afirmou ainda em Maceió que o técnico Dutra dificilmente deixará o Baenão. “Nosso desejo é que ele fique, mas tudo vai depender de outros fatores, como o financeiro, por exemplo”, completou.

Entre os jogadores, as declarações mais comuns eram sobre a garra e a disposição mostrada pela equipe durante os 90 minutos. “Colocamos o coração na ponta da chuteira, como se diz, e tudo deu certo”, afirmou Scott, autor do gol da vitória. O atacante chegou a figurar na lista de dispensa, mas foi reintegrado por determinação do técnico José Dutra. “Foi um momento muito difícil”, lembrou. “Graças a Deus consegui dar a volta por cima e ajudar o Remo a não cair para a Terceira Divisão”, completou.

Dutra também falou sobre o aproveitamento de Scott no elenco. “Quando cheguei não conhecia esse jogador. Recebi boas informações sobre ele e decidi reintegrá-lo ao time”, afirmou.

O meia Júlio César, outro que esteve próximo de deixar o Baenão, também teve o apoio de Dutra. “Todos os treinadores que passaram pelo Remo tiveram a sua importância. Até o Serginho Chulapa teve sua importância. Mas foi com o Dutra que as coisas começaram a melhorar”, assegurou. 

Papão dá vexame e cai para 3ª

O Paissandu decepcionou sua fiel torcida ao ser rebaixado para a Terceira Divisão de 2000. O Papão precisava de uma vitória simples, mas acabou sendo derrotado pelo Bragantino (SP) por 1 a 0, sábado passado, em pleno Mangueirão. O gol da vitória dos paulistas foi assinalado aos seis minutos do segundo tempo, por intermédio do atacante Sandro Gaúcho. Os bicolores terminaram a primeira fase em 19º lugar, com 24 pontos.

Durante a campanha na Série B, o Paissandu demonstrava ser o melhor clube paraense, com amplas possibilidades de se classificar. Depois, ficou apenas em situação confortável para escapar do rebaixamento. No jogo passado, o Paissandu entrou apático em campo e acabou sendo rebaixado. Nem parecia que jogava pela vitória. Os jogadores, desmotivados e sem a disposição, não se mostraram dignos de vestir a camisa alviceleste.

O meio-campo não criou situações de colocar os atacantes em condições de finalizar. Alexandre não se encontrava num grande dia. O meia Canela errou muitos passes e Abimael, um dos destaques do time em jogos fora de Belém, jogou aquém do que a galera esperava dele. Auecione, que voltou após uma lesão séria, também desapareceu da partida.

Ao perceber que o Paissandu não ameaçava a retaguarda, os jogadores do Bragantino começaram a se soltar na partida. A melhor oportunidade de abrir o placar no primeiro tempo foi do time visitante. O lateral-direito Renatinho cruzou para a entrada da área e o o atacante Valdenir entrou livre para finalizar. O goleiro Sadi fez uma defesa milagrosa e evitou o primeiro gol, no arremate feito pelo atacante Paulista, aos 32 minutos. Num chute de fora da área, desferido por Valdenir, o goleiro Sadi rebeteu para a pequena área e o atacante Moreno acabou batendo de joelho para fora.

No segundo tempo, os bicolores mostraram uma ligeira reação. Mas foi o Braga que saiu na frente. No cruzamento de Alberto para a grande área, o atacante Sandro Gaúcho recebeu livre de marcação e bateu por cobertura. Sadi defendeu parcialmente. O próprio Sandro Gaúcho apanhou o rebote e cabeceou por cobertura. O lateral-esquerdo Paulo César ainda se esforçou para evitar o gol, mas entrou com a bola e tudo para dentro do barbante: Bragantino 1 a 0, aos seis minutos.

Nad partiu para o tudo ou nada e lançou dois atacantes: Silva e Maracanã nos lugares de Alexandre e Abimael, que não esteve bem. O atacante Maracanã sofreu pênalti aos 24 minutos. O atacante Auecione cobrou no meio do gol, fácil para a defesa do goleiro Neneca, do Bragantino. A situação complicou quando o volante Manoel foi expulso de campo, aos 30 minutos. A fiel jogou a toalha antes do final e deixou o estádio decepcionada.

Festa inicial - No intervalo da partida, a torcida presente no estádio ainda pode se deleitar com um futebol de mulheres envolvendo modelos da terra e convidadas.

Uma jovem desfilou pelo gramado do Mangueirão completamente nua, fazendo a alegria dos mais exaltados. Alguns, inclusive, ameaçaram pular o fosso que separa o gramado da geral para participar da festa em campo.

Time fica acuado no vestiário

O técnico Nad, ex-zagueiro do Paissandu na década de 80, era o mais chateado com o descenso do Papão para a Série C de 2000. Nad assumiu o time nos últimos três jogos, com a missão de não deixar o clube cair para a Terceirona. No primeiro jogo, o Papão perdeu para o Vila Nova, em Goiânia (GO). No segundo, conseguiu um empate importante contra o Avaí, em Florianópolis (SC). A decisão ficou para sábado, quando o time precisava vencer o Bragantino.

Tranqüilo, o treinador atendeu à imprensa e recebeu o apoio de todo, pois não teve culpa pela fraca campanha bicolor. “Já joguei e vesti essa camisa. Sei o que é perder e ser rebaixado. Nós fizemos de tudo para evitar o rebaixamento. Infelizmente, não conseguimos”, lamentou Nad.

No momento do gol, Nad lembrou que houve falha de marcação no momento em que a jogada nasceu nos pés do meio-campista Alberto. “Houve falta de atenção. Se a marcação fosse eficiente, o jogador não viraria e nem colocaria a bola na nossa área. O Alberto é um jogador inteligente e não poderia receber a bola livre”, reclamou. Nad lembrou que não pode contar com o lateral-esquerdo e meio-campista Ricardo, que seria importante no esquema de sábado. “O Ricardo vinha sendo um jogador importante no esquema. Estava fazendo gols importante e seria útil ao time. O Abimael não fez uma grande partida. Nos jogos fora de Belém, foi o jogador mais importante. Hoje (sábado), não correspondeu”, ressaltou Nad.

Abandono e tumulto - A dez minutos do final, a diretoria do Paissandu acompanhou o movimento dos torcedores e deixou o estádio Mangueirão, abandonando o time à própria sorte.

No final da partida, centenas de torcedores, exaltados, hostilizaram bastante o elenco na porta dos vestiários. Houve tumulto e agressões. A polícia fez um cordão de proteção, mas alguns torcedores saíram feridos e foram detidos pelos PMs.

Os jogadores só conseguiram deixar o estádio por volta das 19h30. O ônibus que transportou a delegação saiu do Mangueirão escoltado por três viaturas da Polícia Militar até o estádio Leônidas Castro, onde os jogadores foram dispensados..

       Dia 24/10/99

Tuna vence e volta a sonhar

A vitória da Tuna sobre o União São João de Araras (SP), por 2 a 0, ajudou os demais representantes paraenses (Remo e Paissndu) como deixou a Águia com chances de permanência na Série B do Campeonato Brasileiro. Não foi uma exibição de gala, mas a Tuna jogou o suficiente para superar a equipe do União São João. Os cruzmaltinos chegaram aos 21 pontos ganhos, melhorando a posição na tabela de classificação.

Bem diferente de jogos anteriores, quando faltou sorte, a Tuna estava de bem com a vida. O gol de abertura saiu quando os dois clubes ainda se estudavam dentro de campo. Aos 15 minutos, o atacante Mael cobrou falta da ponta direita para a grande área adversária. O atacante Edil subiu e raspou de cabeça. A bola sobrou livre para o atacante Nem pelo lado esquerdo da área. Ele matou no peito, colocou a bola no chão e, com categoria, finalizou por cobertura. O goleiro Júlio César, do União São João, ainda bateu na bola: Tuna 1 a 0.Após o gol, a Tuna ficou mais retraída e optou pelos contra-ataques rápidos. Em conseqüência de vários passes errados o jogo teve uma ligeira queda. Os contra-ataques não saíram perfeitos. Atrás no marcador, o União se manteve na ofensiva. Como os atacantes paulistas não estavam num grande dia, as finalizações deixaram a desejar. O goleiro Nilton realizou pelo menos três intervenções.

No segundo tempo, o União continuou em busca do gol de empate e a Tuna continuou apostando nos contra-ataques. O volume de jogo foi do União. Aos 19 minutos, quase o União empatou o jogo. Numa cabeçada do centroavante Helbert a bola bateu no travessão. Aos 21 minutos, o técnico Pinho colocou o baiano Fábio Costa no lugar de Mael na tentativa de melhorar a qualidade no meio-campo.

Atraindo o União para o seu campo, a Tuna encontrava espaços para os contrgolpes. Depois de 34 minutos, a Tuna ameaçou o goleiro Júlio César, num arremate do volante Almir Conceição. Quatro minutos depois, a Tuna marcou o segundo gol. Dema puxou o contra-ataque pela meia-esquerda e lançou o ala-esquerda Souza. O lateral penetrou pelo meio e cruzou para a entrada da pequena área. O baiano Fábio Costa surgiu livre de marcação e bateu rasteiro, no canto direito do goleiro Júlio César: Tuna 2 a 0, para alívios dos torcedores que prestigiaram a Lusa paraense.

       Dia 18/10/99

Leão vence na raça

O atacante Marcelo Passos desequilibrou o jogo e marcou os dois gols da vitória do Remo sobre o Paissandu, por 2 a 1, ontem à tarde, no Mangueirão. Foi uma vitória da raça. Os remistas deram uma respirada, mas ainda se encontram na zona de rebaixamento para o Campeonato Brasileiro da Série C (Terceira Divisão) do ano que vem. O Paissandu se manteve com os 23 pontos na 15ª posição. O Remo está na 17ª colocação, com 21 pontos.

O jogo começou agradável. Aos oito minutos, o atacante Neto Paulista
quase abriu o placar a favor do Remo. O zagueiro Cristiano, do Paissandu,
conseguiu salvar em cima da linha. O Paissandu reagiu com uma
cabeçada do atacante Silva, que o goleiro Claudinei defendeu.

Ganhando a disputa no setor de meio-campo, o Remo ficou à vontade. Os
rebotes sempre terminavam nos pés dos jogadores do Remo. Guga e Júlio
César estavam muitos marcados e desapareceram da partida. O atacante
Neto atuou mais recuado e se destacou no primeiro tempo. Era o jogador
mais ofensivo do Remo. 

Depois dos 15 minutos, a partida caiu de qualidade. Esporadicamente
surgiram algumas jogadas ofensivas, com o atacante Neto e com o lateral-esquerdo Ânderson, que substituiu Júnior, aos 30 minutos, por contusão. O goleiro Claudinei, do Remo, fez uma bela defesa após uma cabeçada do zagueiro Cristiano.

Mas as emoções do clássico estavam reservadas para o segundo tempo. Sempre com mais presença no campo adversário, o Remo esteve mais próximo de marcar. Num arremate de fora da área, o lateral Ânderson arriscou e Sadi desviou para córner. Em outro arremate de fora da área desferido por Ânderson, o goleiro Sadi largou e Marcelo Passos abriu o placar, aos 16 minutos.

No final do jogo, o goleiro Sadi falhou e Marcelo Passos marcou o segundo gol, aos 44 minutos. Depois de um grande tumulto, cinco jogadores foram expulsos de campo. No recomeço de jogo, o meia Ricardo descontou, aos 45 minutos.

       Dia 13/10/99

Remo empata e se aproxima da Terceira

O Remo deu mais um passo rumo à Terceira Divisão ao empatar em 1 a 1 com o Bragantino, ontem à noite, no Baenão. O resultado teve sabor de derrota para o time azulino, que está em situação delicada na luta pela classificação da Série B do Brasileiro. O Leão, ao deixar escapar dois pontos preciosos diante do representante paulista, manteve-se na chamada zona de rebaixamento. A equipe dirigida pelo treinador Dutra terá ainda mais três compromissos: contra Paissandu, Joinville (SC) e CRB e não poderá sequer sonhar com o empate sob pena de cair para a Série C do Brasileiro.

A partida começou equilibrada. As duas equipes atacavam bastante, mas não conseguiam chegar à meta adversária, transformando os goleiros em figuras meramente decorativas em campo. O Remo, muito nervoso, abusava nos erros de passes. Aos poucos o Braga foi subindo de produção e em alguns momentos chegou a mandar no jogo. Os remistas perdiam o duelo do setor de meio-de-campo, onde Leandro e Luis Carlos não se apresentavam bem.

Após sofrer uma sacudida, supreendentemente o Leão partiu com mais vontade para cima do Braga. O resultado não poderia ser outro. O lateral Júnior cruzou da direita, Guga, figura apagada em campo, escorou para o meia Júlio César, que foi derrubado dentro da pequena área pelo zagueiro Emerson. Pênalti que o juiz Marco Antônio Colares não titubeou em marcar. O próprio Júlio César cobrou e fez Remo 1 a 0, levando os torcedores a loucura.

Com a vantagem no placar, o Remo passou a ser uma equipe mais tranqüila, enquanto o Braga passou a correr desesperadamente em busca do empate. Mas a noite não era mesmo dos atacantes azulinos. Guga por duas vezes teve a chance de ampliar o placar. Neto também desperdiçou boa oportunidade. Ednílson chutou a bola na trave pouco antes do final do primeiro tempo.

No segundo tempo, o Remo continuou em cima. Todavia, o ataque continuava pecando nas finalizações. O Braga pouco fazia para chegar ao empate até que aos onze minutos, num cruzamento da direita, o zagueiro Ney afastou de cabeça. No rebote, Fabinho chutou de frente para o gol. A bola desviou em Ednílson e tirou o goleiro Claudinei da jogada. Era o empate do Braga.

Como o resultado não interessava ao Leão, os comandados do técnico Dutra trataram de partir para cima do adversário. Contudo, os azulinos atacavam de maneira atabalhoada, cometendo o grave erro nas trocas de passe. Nem mesmo a expulsão do atacante Jackson, por jogo violento, foi capaz de deixar o Remo mais perto da vitória. Os últimos minutos foram de desespero para o Remo.

       Dia 07/10/99

Papão decepciona a fiel

O Paissandu voltou a jogar mal e desperdiçou mais dois pontos importantes dentro de casa. Em jogo que o Paissandu aparecia como favorito, o time empatou com o América (RN), em 1 a 1, ontem à noite, na Curuzu, pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Com os resultados de ontem, o Paissandu caiu para a nona posição na classificação geral, com 23 pontos.

Os bicolores encontraram um adversário bem postado no setor defensivo. Mesmo assim, o time paraense exerceu mais presença na área do adversário durante os 20 primeiros minutos. Utilizando cinco jogadores no meio-campo, todos marcando e apenas o atacante Marcão na frente, o América suportou a pressão. A única vez em que o América chegou com perigo ao gol do Paissandu foi com o lateral-esquerdo Róbson, que bateu cruzado e Sadi defendeu.

Jogando em casa e com o apoio da torcida, o Paissandu continuou atacando em busca do gol. As jogadas trabalhadas pelo meio não chegavam aos atacantes. Pela ala direita, Fernando serviu de opção, mas acabou neutralizado. A jogada variou para o lado esquerdo e Ricardo surgiu em duas oportunidades, com perigo contra o gol do América.

O time paraense voltou mal para o segundo tempo. Num contra-ataque, o América abriu o placar. Moura escapou pelo meio-campo e tocou para o atacante Marcinho, que foi à linha de fundo e cruzou rasteiro no segundo pau. Oportunista, Marcão chegou batendo no canto direito do goleiro Sadi, do Paissandu: América 1 a 0, aos 12 minutos.

A torcida pediu e o técnico João Francisco colocou Abimael e mais o atacante Silva. Mesmo sentindo o gol do adversário, o Paissandu encontrou força para empatar. Numa troca de passes entre Auecione e Silva, Abimael apareceu livre para empatar, como um trator, levando bola e goleiro Marcos, do América, para dentro do gol, aos 29 minutos.

Os torcedores correspoderam e empurraram o time para frente. O América suportou a pressão e o goleiro Sadi acabou sendo o destaque do jogo, nas poucas investidas do time potiguar. O empate caiu como vitória para o Papão.

       Dia 05/10/99

O vexame remista

Jogando um futebol medíocre, o Remo tomou umagoleada humilhante do América Mineiro, por 5 a 1, ontem à noite, no Mineirão, complicando-se ainda mais na Série B do Brasileiro. A equipe azulina não conseguiu encontrar-se em campo durante todos os 90 minutos, mostrando uma grande falta de organização tática. O Leão não foi nem a sombra do time guerreiro que mesmo perdendo lutou o tempo todo contra o XV de Novembro (SP). O resultado colocou o América na quarta colocação da competição. O Remo manteve-se na 18ª posição, com 17 pontos, tendo um jogo a mais que Criciúma (SC) e Joinville (SC), que também estão com 17 pontos.

Jogando em casa e diante de um adversário fraco, o time americano atacava à vontade pela esquerda, onde Márcio não dava combate ao ataque adversário. As ações do América eram facilitadas pelo desorganização do meio de campo do Leão. O zagueiro Ney, que atuava como volante, não cumpria bem sua missão de evitar as investidas dos meias americanos. Marcelo Passos era peça decorativa em campo.

Com tamanha facilidade, o América não encontrou a menor dificuldade em abrir o placar aos sete minutos. Geraldo recebeu lançamento do meio-campo, invadiu a área e, na saída do goleiro, mandou para o fundo da rede.

O gol atordoou o time azulino. O America aproveitou o momento para continuar fazendo pressão. Mas o time da casa só conseguiu acertar o caminho do gol aos 44 minutos, com Wellington aproveitando bem o lançamento feito em profundidade.

No segundo tempo, o improvisado treinador Ailton tentou dar mais ofensividade à sua equipe. Ele sacou o zagueiro Lica para a entrada de Balão, voltando Ney para o miolo-de-zaga. A mudança, porém, não surtiu o menor efeito. Tanto que, com sete minutos, o América aumentava o placar para 3 a 0 num contra-ataque que terminou nos pés de Geraldo Silva. A porteira estava definitivamente aberta. O Remo defendia-se mal e atacava pior ainda.

Tranqüilo com o placar a seu favor, o America perdia gols aos montes até que, aos 14 minutos, Dênis, aproveitando cobrança de escanteio da direita, subiu mais que a zaga e testou sem chances para o goleiro remista. O quinto e último gol da equipe americana aconteceu dois minutos depois por intermédio do atacante Wellington. Os azulinos tentavam pelo menos marcar o gol de honra, mas com o time todo atrapalhado não conseguiu chegar à meta adversária.

Desesperado, Ailton voltou a mexer no time, sacando Leonardo para a entrada de Júlio César, que apesar de render pouco conseguiu marcar o único gol remista. Numa falta próxima à grande área, Luís Carlos tocou para Júlio, que mandou um petardo, surpreendendo o goleiro Fábio Noronha, que havia entrado no lugar de Milagres. Para o América, tudo era festa até o final da partida.

       Dia 04/10/99

Tuna vence e ganha confiança

A Tuna Luso abusou de perder gols, ontem pela manhã, diante do Santa
Cruz, de Recife (PE), em jogo da Série B do Campeonato Brasileiro. Ainda
assim, o time cruzmaltino conseguiu derrotar o adversário pernambucano,
por 3 a 0, placar que poderia ter sido muito mais dilatado, caso o ataque
tunante tivesse tirado proveito de todas as chances que surgiram no jogo.
A vitória deu mais tranqüilidade ao treinador Pinho e aos jogadores da
Lusa, que andavam abatidos depois da derrota no clássico contra o
Paissandu. O resultado foi importante, ainda, para colocar a equipe numa
melhor posição na competição.

A Lusa entrou em campo com um futebol ofensivo. Cobrados pela diretoria, os comandados do técnico Pinho trataram de mostrar serviço desde os primeiros minutos. Mas, apesar do maior volume de jogo da Lusa, foi o Santa Cruz quem esteve perto de abrir o marcador. Felipe Alvim lançou para Waldomiro, que, na hora de concluir, perdeu o ângulo e chutou para fora.

A ameaça do Santa despertou a Lusa, que chegou ao primeiro gol logo depois. Mael recebeu lançamento na área, avançou e, na saída de Marcelo, tocou por cima, num bonito gol. Os jogadores e o banco do Santa reclamaram impedimento. A resposta do time visitante aconteceu de forma perigosa. Marco Aurélio arriscou de longe. O goleiro Nilton, bem colocado, jogou pela linha de fundo. Na seqüência, Fábio Costa chutou forte e Amondoz, na tentativa de afastar o perigo, meteu a mão na bola. Pênalti, que Mael cobrou pela linha de fundo.

A Lusa era suprior e chegou ao segundo gol de maneira fácil, contando com a ajuda da fraca zaga do Santa Cruz. Mael livrou-se da marcação adversária e cruzou na área. Almondoz, sempre ele, afastou a bola, que caiu nos pés de Fábio Costa. O atacante tunante mandou um petardo para o fundo da rede: Tuna 2 a 0. O último tento da partida aconteceu aos 42 minutos, com Mael fazendo as pazes com a torcida. O atacante, que jogava machucado, recebeu lançamento na esquerda e, de pé direito, chutou sem defesa para Marcelo.

Na segunda etapa, com as duas equipes cansadas, o torcedor quase não viu futebol, embora alguns lances de perigo tenham sido criados, principalmente pelos tunantes, que poderiam ter aumentado oplacar para no mínimo 6 a 0. O técnico Nereu Pinheiro, do Santa, ainda tentou injetar mais sangue em seu time processando três mudanças no intervalo. Nada disso adiantou, já que o tricolor pernambucano finalizava muito mal as jogadas criadas pelo meio-campo.

 Dia 01/10/99

Chulapa abandona o Remo após a derrota

O treinador Serginho Chulapa não dirigirá mais o Remo na Série B do
Campeonato Brasileiro. Ele deixou o comando do time, ontem, após o jogo
contra o XV de Novembro, de Piracicaba (SP), partida em que o Leão caiu
por 1 a 0, no Barão da Serra Negra. A decisão de deixar o cargo, segundo
Antônio Carlos Teixeira, coordenador da Junta Governativa, já havia sido
manifestada por Chulapa antes do embarque da delegação para o interior
de São Paulo. Para o lugar do ex-treinador, a diretoria efetivou, ontem, o
meio-campista Ailton, que dirigirá a equipe nesta segunda-feira contra o
América Mineiro, no Mineirão.

A saída de Chulapa do comando técnico do Leão, para não fugir à regra, foi
bastante conturbada. Depois da partida com o XV, o técnico informou aos
atletas, no vestiário, que estava abandonando o clube. A decisão também
foi comunicada ao professor Wilton Moreira, chefe da delegação, que
imediantamente entrou em contato pelo telefone com Antônio Carlos
Teixeira, em Belém.

Enquanto comunicava a saída de Chulapa, Wilton Moreira era contestado
pelo ex-treinador, que reclamava da forma como estava sendo divulgado o
seu afastamento do clube - através de uma emissora de rádio. O ex-técnico chegou a partir para cima de Wilton Moreira, ofendendo verbalmente o conselheiro azulino. “Não é hora de se falar isso”, dizia Chulapa. Transtornado, o treinador chegou a ameaçar de agressão o meia Júlio César. 

Em Belém, Antônio Carlos Teixeira rebateu as críticas de alguns torcedores, que afirmavam, sem o menor conhecimento, que Chulapa estava insatisfeito com o atraso no pagamento de seus salários. “Quem está falando isso está faltando com a verdade”, afirmou Teixeira. “O Serginho recebeu um
mês adiantado e seu próximo salário só seria pago no dia 27 deste mês. Portanto, não existe atraso algum, muito ao contrário, já que ele recebeu R$ 2 mil antecipadamente, já do mês de outubro”, informou o dirigente. 

No caminho do estádio Barão da Serra Negra para o Hotel Nacional, onde a delegação estava hospedada, Chulapa despediu-se dos jogadores e do restante da comissão técnica. No hotel, ele apanhou a bagagem que havia levado de Belém e seguiu para Santos (SP), sem prestar qualquer entrevista, mesmo pelo celular, que foi tirado da área de serviço. 

O volante Ailton, já no hotel, teve uma conversa pelo telefone com Teixeira, quando foi convidado a assumir o cargo de treinador. “O Antônio Carlos me deu carta branca para dirigir o time”, afirmou Ailton, que ficou surpreso com o convite. “Nunca esperava virar treinador tão cedo”, brincou.

XV de Piracicaba bate Leão com gol de pênalti

O Remo voltou a amargar mais uma derrota na Série B do Brasileiro. A equipe azulina, que chegou até a mostrar um bom futebol, caiu por 1 a 0 diante do XV de Novembro de Piracicaba, ontem à noite, resultado que não chegou a alterar a colocação - 17ª - do time na classificação da competição.
Após o jogo, o chefe da delegação remista, Wilton Moreira, chegou a anunciar a saída do técnico Serginho Chulapa, que logo em seguida desmentiu que estivesse entregando o cargo. “Isso não existe”, afirmou o treinador, irritado com as declarações de Moreira.

A partida começou com a equipe da casa partindo para o ataque. O Remo procurava se defender e ao mesmo tempo organizar-se em campo. Contudo, a pressão feita pelo XV acabou surtindo efeito. Aos nove minutos, a defesa remista foi surpreendida com a marcação de um pênalti cometido por
Lica, que na visão do árbitro meteu a mão na bola. Táxi cobrou no canto direito, sem defesa para o goleiro Claudinei.

O gol não chegou a abalar o time remista, que logo em seguida teve um gol legítimo de Guga anulado pelo árbitro Etevaldo Araújo, que marcou impedimento equivocadamente. O Remo continuou em cima, mas sem sorte para concretizar bem as jogadas de gol. O XV sentiu a pressão remista e
respondeu aos 33 minutos, com o lateral Jorge Antônio, obrigando Claudinei a operar milagre num lance em que a bola tinha endereço certo no gol.

Antes do final do primeiro tempo, Marcelo Passos arriscou um chute de longe e por muito pouco não iguala o placar. O goleiro Alencar mandou para escanteio. Os remistas deixaram o gramado no intervalo do jogo reclamando bastante da arbitragem. “O juiz está de brincadeira com a gente”,
desabafou o meia Júlio César. Para o zagueiro Lica, o pênalti jamais deveria ter sido marcado. “O bandeira viu que não foi pênalti e disse que não poderia fazer nada”.

No intervalo, o técnico Serginho Chulapa tratou de reforçar o seu ataque. Tirou Júlio César para a entrada de Balão. No XV, o treinador Luis Carlos Ferreira processou duas mudanças: Giuliano e Isaías entraram no lugar de Jorge Antônio e Wallace. Logo na primeira oportunidade, Balão apresentou o seu cartão de visita numa jogada de perigo. A primeira de uma série criada pelo ataque remista, que não contou com o fator sorte.

O XV também teve seus momentos de infelicidade no segundo tempo, com Foguinho e Marlon chutando bolas na trave. O centroavante Guga, do Remo, por muito pouco não marca o gol de empate. Ele recebeu a bola na entrada da área, girou e chutou na trave, aos 22 minutos. A expulsão de Leandro e, pouco depois a de Esquedinha, dificultaram as coisas para o time azulino nos minutos finais, quando o Leão fazia forte pressão sobre a defesa adversária.

     


Papão liquida Águia

 

 

O Paissandu voltou a subir na tabela de
classificação do Campeonato Brasileiro da Série
B com a vitória sobre a Tuna, por 2 a 0, ontem,
no Mangueirão. Os bicolores pularam da 14ª
para 9ª posição na classificação, com 21 pontos
ganhos. No próximo domingo, o Papão jogará
contra o ABC (RN), em Natal. Com a derrota, a
Tuna se manteve na 19ª colocação, com 15
pontos.

Para derrotar a Tuna, o Paissandu utilizou a aplicação como sua maior
tática. Ao adotar um esquema defensivo, o técnico Pinho, da Tuna, provou
do próprio veneno. A zaga lusa falhou duas vezes e sofreu dois gols. E
pior: não soube penetrar na área adversária, em condições de reverter o
placar.

A partida começou com forte marcação de ambos os lados.
Congestionado o meio-campo, poucas foram as jogadas capazes de
permitir finalização. Com o apoio da torcida, o Paissandu se manteve mais
no ataque. A Tuna arriscou com um arremate de fora da área com Mael,
sem problemas para o goleiro Sadi. Os bicolores assustaram com um
toque de Canela para a entrada da área, mas Maracanã não chegou a
tempo.

Aos 19 minutos, o Paissandu abriu o placar. Numa arrancada pela direita, o
atacante Auecione foi derrubado pelo zagueiro Almir Conceição. O
lateral-direito Jura cobrou a infração para a grande área. O zagueiro Sérgio
apareceu de surpresa e golpeou de cabeça no canto esquerdo: Paissandu 1
a 0.

Atrás no marcador, os lusos ficaram perdidos em campo. Na raça, criaram
apenas uma chance de empatar o jogo. 

Embalado com o gol de abertura, o Paissandu liquidou a partida ainda no primeiro tempo, num lance semelhante ao do primeiro gol. Alexandre lançou Canela na ponta direita, livre de marcação. Canela cruzou sob medida na cabeça do atacante Auecione, que completou para o barbante: Paissandu 2 a
0, aos 30 minutos. No segundo tempo, a Tuna teve mais volume de jogo. No entanto, não criou nenhuma oportunidade real de marcar. 

A baixa da partida foi a arbitragem de Pedro Gilmar Dantas da Cunha, que conseguiu desagradar às duas equipes. No primeiro tempo deixou de marcar um pênalti de Ânderson, do Paissandu, sobre o atacante Mael. No segundo, não marcou outra penalidade de Edicléber sobre o atacante Canela, do
Papão. Não expulsou Almir Conceição, da Tuna, que agrediu o atacante bicolor Abimael e nem Souza, da Tuna, por jogo violento..

Time recupera a tranquilidade

A vitória sobre a Tuna, por 2 a 0, levou de volta para a Curuzu a
tranqüilidade que os jogadores do Paissandu tanto queriam. Mas a diretoria
continua acordada. O diretor de futebol Miguel Pinho informou ontem, após
o jogo, que o clube partirá para mais três contratações: um zagueiro, um
lateral-esquerdo e um atacante. 

A preocupação é que o zagueiro Ânderson deixou o campo com uma
luxação no ombro direito e já se transforma em dúvida para os próximos
jogos. O lateral-direito Jura também se machucou na virilha e preocupa o Departamento Médico.
Alexandre recebeu o quinto cartão amarelo e não jogará diante do ABC.

O resultado também afastou o fantasma que rondava a Curuzu sobre a queda do técnico João Francisco. Já eram sonoros os boatos sobre a saída do treinador em caso de resultado negativo no clássico de ontem. 

O técnico João Francisco elogiou o desempenho dos jogadores e lembrou que o time sempre joga bem em campo de grandes dimensões. “Os jogadores têm qualidades. O Mangueirão oferece esse espaço e é um campo neutro. Se dependesse de mim, jogaria os jogos restantes no Mangueirão”,
sugeriu o treinador.

A derrota não abalou os arraiais cruzmaltinos. O técnico Pinho lamentou o fato do time da Tuna não ter se encontrado em campo. Na etapa final, o treinador fez duas substituições para tentar corrigir as falhas. Quando colocaria um atacante (Amaury), teve de mudar de intenção porque o zagueiro
Belterra se contundiu e colocou Alexandre. “Não podemos baixar a cabeça. Temos que continuar com o trabalho. No domingo, temos de enfrentar o Santa Cruz (PE) e tentar vencê-lo. O trabalho continua com a mesma seriedade”, informou Pinho.A

       Dia 28/09/99

Tuna deixar escapar a vitória

A Tuna conquistou um ponto importante no Campeonato Brasileiro da Série B com o empate de 1 a 1 diante do América (MG), ontem à noite, no Mineirão. Mesmo o resultado sendo bom, os cruzmaltinos lamentaram a falta de sorte, pois deixaram escapar a chance de vencer a partida por causa do gol contra do zagueiro Edicléber, no final do primeiro tempo. A Tuna chegou aos 15 pontos na classificação.

Como já é característico do técnico Pinho, a Tuna formou uma forte retranca, dificultando ao máximo as manobras do meio-campo americano. Explorando os contra-ataques e os erros do adversário, a Tuna abriu o placar. Numa saída de bola errada da defesa do América, o atacante maranhense Mael bateu por cobertura e marcou aos 16 minutos.

O gol deu tranqüilidade ao time paraense, que passou a administrar a partida. O América sentiu o gol, pois não esperava ser surpreendido pelo representante paraense. Saindo com facilidade para o ataque, principalmente pelo setor esquerdo através de Souza, a Tuna atormentou a retaguarda mineira.

Passado o susto do gol, o América reequilibrou a partida e começou a criar algumas jogadas. Aos 41 minutos, o time mineiro chegou ao empate numa falha da defesa paraense. O goleiro Nilton rebateu parcialmente uma cobrança de escanteio. O atacante Henrique apanhou o rebote e chutou rasteiro para dentro da área. O zagueiro Edicléber tentou cortar e mandou a bola contra o próprio gol, sem defesa para o bom goleiro Nilton: 1 a 1.

Como se esperava, o América voltou para a segunda etapa pressionando desde o início. O domínio foi todo do representante mineiro. A única jogada ofensiva da Tuna aconteceu aos 18 minutos, quando o volante Joel cobrou uma falta violenta e o goleiro Milagres rebateu com defeito. O meia Dema apanhou o rebote, mas foi travado pelo zagueiro Dênis. Em seguida, o goleiro Nilton fez três defesas difíceis, evitando o gol da vitória mineira. A Tuna jogará quinta-feira contra o Paissandu.

       Dia 27/09/99

Balão salva o Remo

O time do Remo encerrou bem a série de quatro jogos em casa ao derrotar o América, de Natal (RN), por 1 a 0, ontem, no Baenão. A vitória assegurou ao Leão mais três pontos na Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe remista conta, agora, com 17 pontos. 

O gol da partida saiu dos pés de Balão, que havia entrado no segundo tempo. Apesar do bom resultado, a apresentação azulina não chegou a agradar, principalmente no primeiro tempo, que terminou sem a abertura do placar. De qualquer maneira, a galera, que compareceu em bom número ao jogo, deixou o estádio satisfeita com o triunfo.

O primeiro tempo começou morno. As equipes pouco produziam com seus atacantes. O Remo encontrava dificuldades para furar a defesa adversária, sempre bem postada, com Gito e Mota perfeitos na antecipação das jogadas. Os americanos procuravam atacar pela direita, explorando a fragilidade do lateral Esquerdinha. Apesar de alguns avanços do time visitante, o goleiro Claudinei praticamente assistia ao jogo, que começou a melhorar a partir do 18 minutos.

Um pouco superior em campo, o Remo teve a oportunidade de abrir o placar por intermédio de Leonardo. O atacante recebeu passe de Marcelo Passos e, por duas vezes, chutou para a defesa do goleiro. O mesmo Leonardo chegou a testar uma bola na trave num cruzamento do lateral Júnior. O América sentiu a pressão do ataque remista e tratou de tentar equilibrar as ações até o final do primeiro tempo. 

O Remo voltou melhor para o segundo tempo. Mais organizado, o Leão dava as cartas do jogo, enquanto o América apenas se defendia. Mas a saída do volante Ailton para a entrada de Balão fragilizou o setor de meio-campo remista, que só voltou a melhorar com a entrada de Leandro, no lugar de Leonardo. Mesmo a superioridade evidente não evitou que o Leão levasse um susto, com Helinho chutando na trave.

A resposta do Remo aconteceu de forma venenosa. Guga recebeu na intermediária e tocou para Balão na ponta direita. O atacante invadiu a área e mandou um petardo, sem defesa para o goleiro Marcos. Remo 1 a 0. 

Atacando na base da velociadade, o Remo criava perigo na área adversária. Numa dessas jogadas, Guga foi empurrado dentro da pequena área. O árbitro baiano Saul Brito marcou pênalti, deu cartão amarelo ao goleiro Marcos e, depois de conversar com um dos bandeiras, voltou atrás na marcação, causando revolta dos jogadores e torcedores remista, que tiveram de se conformar com a vitória pelo escore mínimo.

Papão deixa escapar vitória

O Paissandu voltou a jogar mal e frustrou a sua torcida ontem à tarde, na Curuzu, quando conseguiu apenas empatar com o CRB (AL), em 1 a 1, deixando escapar mais dois pontos dentro de casa, no Campeonato Brasileiro da Série B. Em jogos anteriores, o time jogou mal, mas venceu na raça e mostrou muita determinação. Na partida de ontem, os jogadores entraram sonolentos e escaparam de perder a partida.

Antes da partida, o time paraense era favorito absoluto, levando-se em consideração que o Papão jogaria em casa e enfrentaria um adversário com jogadores desmotivados, sem receber os salários há três meses. Esses detalhes acabaram prejudicando os jogadores do Paissandu, que pensaram na possibilidade de vencer o jogo quando bem entendessem.

Jogando um futebol solidário e objetivo, o CRB deu as cartas e dominou o meio-campo. Logo aos onze minutos, o meio-campista Ânderson obrigou o goleiro Sadi a realizar uma grande defesa, num petardo de pé esquerdo, na diagonal. O meio-campo do time paraense atuava longe dos atacantes. Auecione atuou aberto pela direita e Silva serviu de presa fácil para os três zagueiros do CRB. 

Dominando o meio-campo, o CRB mandava na partida. Aos 31 minutos, o time alagoano abriu o placar. Ânderson lançou da intermediária o atacante Shuenk, nas costas de Jura. O zagueiro Sérgio saiu da esquerda para fazer a cobertura e levou um chapéu do atacante do CRB. De frente para o gol, Shuenk mostrou calma e categoria para bater rasteiro, no canto esquerdo: CRB 1 a 0.

O gol sofrido mexeu com o brio dos bicolores, que sem jogar bem partiram em busca do empate. O técnico João Francisco fez duas alterações, colocando Manoel e Abimael nos lugares de Jóbson e Baiano. Num cruzamento da ponta direita, o lateral Jura colocou a bola na cabeça do atacante Silva. A cabeçada acertou o poste direito. Auecione apanhou o rebote e bateu de pé direito para o barbante: Paissandu 1 a 1, aos 41 minutos.

Embora o time paraense retornasse com determinação para o segundo tempo, o ímpeto durou apenas 15 minutos. Em seguida, o Paissandu caiu de produção, com um futebol sonolento e cheio de passes errados. O CRB equilibrou novamente o jogo e passou a ameaçar o gol de Sadi. A melhor oportunidade de marcar acabou sendo de Abimael, que driblou o goleiro do adversário e bateu rasteiro. O meio-campista Marquinhos, do CRB, chegou a tempo e desviou a bola para escanteio. Shuenk e Ronald, com chutes de fora da área e de cabeça, obrigaram o goleiro Sadi, do Paissandu, a fazer outras intervenções difícieis. Pelo resultado e pela atuação, os jogadores deixaram o campo sob vaias. Manoel e Abimael foram a exceção.

CRB - O resultado não agradou ao técnico Ernesto Paulo, que elogiou o desempenho de sua equipe. “O resultado foi ruim pelo que apresentou o CRB. A maior figura do jogo foi o goleiro do Paissandu (Sadi). O CRB veio enfrentar o Paissandu na Curuzu e não teve medo. Arrebentamos com o Paissandu. Por isso, o resultado foi muito injusto”, declarou Ernesto Paulo.

       Dia 23/09/99

O carrasco Canela

O Paissandu não jogou bem, mas fez o
suficiente para derrotar a equipe do Ceará, por 2
a 1, ontem à noite, na Curuzu. O Papão chegou
aos 17 pontos e continua na luta por uma das
oito vagas para a segunda fase do Campeonato
Brasileiro da Série B.

Necessitando da vitória, os jogadores começaram sufocando os cearenses
desde os primeiros instantes de jogo. Durante dez minutos, o Ceará ficou
acuado em seu campo de defesa. A vontade de acertar acabou
atrapalhando os jogadores bicolores. O time insistia em trocar passes pelo
meio, facilitando a tarefa do Ceará, que atuou com três volantes de
marcação: Paulo Sales, Januário e Robertinho.

No momento em que o Paissandu alternou as jogadas e passou a utilizar
as laterais do campo, abriu o placar. Num lançamento do volante Baiano,
Jura recebeu pela direita, foi à linha de fundo e cruzou rasteiro para a
pequena área cearense. O meio-campista Canela surgiu com estilo e
bateu de pé esquerdo, no canto esquerdo: Paissandu 1 a 0, aos 18
minutos.

Com a tranqüilidade da abertura do placar, os jogadores ficaram com a
partida na mão. O time jogava bem. No entanto, acabou surpreendido com
o gol de empate, aos 29 minutos. Para variar, um gol de cabeça. O meio-campista Maradona recebeu na ponta direita e cruzou para a grande área. O zagueiro cearense Ronaldo surgiu livre de marcação e golpeou de cabeça, acertando o canto esquerdo do goleiro Sadi: 1 a 1. A bola ainda
tocou no poste esquerdo, antes de entrar.

A torcida bicolor ficou impaciente, mas apoiou o time no momento crítico da partida. Numaarrancada pela meia-esquerda, o atacante Auecione foi derrubado na entrada da área. O meio-campista Canela pediu a preferência e cobrou a falta com maestria, acertando o ângulo direito do goleiro Jéferson: Paissandu 2 a 1, aos 39 minutos.

Sem poder mexer taticamente na equipe, João Francisco manteve os jogadores que entraram para substituir os demais companheiros que apresentaram problemas estomacais. A torcida chegou a gritar o nome de Abimael, mas o técnico já havia queimado as três alterações.

O Ceará apresentou mais volume, dominando o segundo tempo. Os bicolores suportaram a pressão. No final do jogo, o zagueiro Valson foi expulso de campo. No próximo domingo, o Papão receberá o
CRB, na Curuzu.

       Dia 20/09/99

Leão mostra força

Com uma vitória de 3 a 1 sobre o Goiás (GO), ontem à tarde, o Remo deu a volta por cima no Campeonato Brasileiro da Série B. O resultado deixou a equipe remista com 14 pontos e, com isso, reconquistou a
tranqüilidade, que andava desaparecida do Baenão desde a derrota no clássico com a Tuna. Os gols do Leão foram marcados por Júlio César, duas vezes, e Leonardo, com Araújo descontando para o time goianao. O próximo jogo do time do técnico Serginho Chulapa, ainda em casa, será contra o América (RN).
O Remo começou bem o jogo. Os azulinos marcavam bem, dando pouco
espaço aos adversários, que tinham dificuldades para trabalhar as jogadas.
A superioridade do Leão foi traduzida em gol logo aos seis minutos por
intermédio de Júlio César. O meio-campista soube tirar proveito de um
toque de cabeça, feito por Leonardo, para abrir o placar.
Depois do gol, o Remo, inexplicavelmente, desarrumou-se, passando a
ceder mais espaço ao Goiás, que só não conseguiu o empate mais cedo
por falta de sorte de seus atacantes. Fernandão chegou a ficar de cara
com o goleiro Hiran e bateu alto. O time goiano mandava em campo. E foi
assim que o Goiás chegou ao empate com o lateral Marquinhos cobrando
falta para Araújo. O atacante penetrou na área e, na saída, de Hiran tocou para o fundo do gol.

O gol de desempate em favor dos remistas ocorreu num erro do miolo-de-zaga goiano. Os zagueiros Álvaro e Sílvio Criciúma bateram cabeça numa jogada fácil e Leonardo pegou a sobra. O atacante invadiu a área e mandou para o fundo da rede. O gol não chegou a abalar o Goiás, que mesmo em
desvantagem continuou melhor até o final do primeiro tempo. A entrada do volante Leandro, no lugar de Marcelo Passos, foi fundamental para o time remista garantir sua vitória. O terceiro tento azulino nasceu numa jogada individual de Luís Carlos, que invadiu a área e foi derrubado pelo lateral-direito
Borges Neto. Pênalti claro, que o juiz em cima do lance marcou. Júlio César, com muita categoria, cobrou sem defesa para o goleiro.

Tuna vence XV com facilidade

A Tuna tirou proveito do horário da partida e subiu mais três pontos na
tabela do Campeonato Brasileiro da Série B, ao derrotar o XV de
Novembro de Piracicaba (SP), por 2 a 0, ontem de manhã, no
Mangueirão. E o placar acabou sendo magro, em função da série de gols
desperdiçados pelos atacantes cruzmaltinos. Os lusos estão com 14
pontos e continuam com possibilidades de terminar a primeira fase entre
os oito primeiros colocados.

O jogo começou ruim. A temperatura elevada para as duas equipes
acabou influenciando no péssimo rendimento e a queda da qualidade técnica do jogo. Com jogo ruim, as chances de gols se tornam escassas durante a primeira etapa.
A melhor oportunidade do primeiro tempo acabou sendo desperdiçada pelo time paulista. O atacante Isaías, que havia substituído Zé Aílton, passou pelo zagueiro luso Almir Conceição e atirou à esquerda do goleiro Nilton, levando muito perigo, aos 31 minutos. Os lusos responderam com perigo
aos 43 minutos, quando o lateral-direito Cafezinho cruzou no peito do meio-campista Dema, que fuzilou à direita do gol adversário. E foi só no primeiro tempo.
O segundo tempo acabou sendo mais movimentado, apesar do desgaste físico provocado pelo sol forte de ontem de manhã. Com a entrada do ponta-direita Amaury no lugar do zagueiro Belterra, a Tuna se tornou mais ofensiva. Logo aos cinco minutos, o atacante Mael serviu o atacante Nem, que entrou livre e atirou rasteiro, para o fundo das redes: Águia 1 a 0. Em vantagem no placar, a Tuna ficou com os contragolpes na mão. Em seguida à marcação do gol de abertura a Águia ainda teve a oportunidade de ampliar com o atacante Nem.
O adversário sentiu a temperatura. Aos 20 minutos, o meio-campista Marcelo Lopes atirou de fora da área. A bola entraria no ângulo, se o goleiro Nilton não realizasse uma grande intervenção. Numa estocada pela meia-direita, Mael entrou e bateu rasteiro, perdendo outra chance de liquidar. O XV ameaçou com um toque sutil do atacante Isaías, que Nilton fez milagre para evitar o gol de

 empate
do adversário.

Quando a torcida tunante estava angustiada com as ameaças dos paulistas, o maranhense Mael“matou” o jogo, aos 33 minutos. Em jogada individual, o atacante luso atirou forte e acertou o canto esquerdo do goleiro Ádson: Águia 2 a 0.  Com a marcação do segundo gol, o treinador Pinho reforçou o setor defensivo e administrou o placar até o final. Sem pernas para correr atrás do resultado adverso, o XV se rendeu à superioridade cruzmaltina na etapa final.


Desportiva liquida o Papão com bolas altas

Cariacica - (Flávio Sarlo, da Tribuna de Vitória)

Com dois gols de cabeça do garoto Bruno, o único jogador capixaba do
time, a Desportiva conseguiu finalmente a sua primeira vitória no
Campeonato Brasileiro da Série B (Segundona) ao derrotar o Paissandu,
de Belém do Pará, por 2 a 0, ontem, no Engenheiro Araripe. O próximo
adversário da Desportiva é o XV de Novembro, de Piracicaba, na
quarta-feira, no mesmo estádio. O triunfo acabou com a “urucubaca” de
mais de dois meses sem a equipe conseguir vencer, mas não livrou o
time grená da lanterna isolada da competição, com cinco pontos ganhos.

Para se livrar do fantasma do rebaixamento para a Terceirona (Série C), a
Desportiva terá que vencer pelo menos cinco dos seus nove jogos restantes. “Agradeço a Deus e aos companheiros por ter jogado essa partida. Só tinha feito um único gol como profissional, e marcar dois numa só partida é uma emoção indescritível”, comemorou Bruno, de 20 anos, o único da
equipe que vem jogando desde o início do campeonato.
Atuando como um leão em campo, Bruno marcou, organizou o meio-campo – já que o capitão Adil só deu o passe para o primeiro gol e nada mais – e ainda foi conferir, com duas cabeçadas certeiras, as jogadas que resultaram nos gols da Desportiva. No primeiro deles, Adil cobrou uma falta da direita e Bruno desviou sem chances para o goleiro Sadi, tendo a bola batido na trave antes de entrar. Quando a torcida ainda gritava o nome de Bruno, o lateral Aniceto ligou um contra-ataque pela esquerda e cruzou para o cabeça-de-área grená testar, mais uma vez com a bola batendo na trave e indo parar no fundo das redes de Sadi, fazendo o segundo gol.
Desportiva poderia ter dado uma goleada no time paraense ontem. Feijão desperdiçou pelo menos duas chances sozinho diante do goleiro, uma delas de bandeja, após um passe de Mauricinho, que só pôde lamentar a falta de pontaria do atacante. Quando o juiz carioca Wagner Tardeli apitou o final
da partida, a torcida grená comemorou a vitória como se fosse uma conquista de título, aplaudindo os jogadores e gritando o nome de Mauricinho, novo ídolo do clube. “O bonito é isso aí. Os jogadores já estavam sentindo falta do carinho da torcida e não ganhamos por acaso. Entramos com garra desde o início e o importante foi a vitória, que dedicamos aos torcedores”, disse Mauricinho, que foi duramente marcado por Manuel durante todo o jogo e mesmo assim ainda criou algumas boas jogadas.

Duas ironias marcaram a primeira vitória da Desportiva no Brasileiro da Série B: os gols foram marcados pelo único jogador capixaba do time, Bruno, e a equipe foi orientada pelo auxiliar-técnico Arnaldo Traspadini, já que o técnico Luciano Pascoal só pôde descer para dar instruções no
intervalo, pois está suspenso. “Fiquei transmitindo orientações das cadeiras, pelo celular. E, no segundo tempo, desci para passar instruções aos jogadores. A vitória é de todos, inclusive do auxiliar Arnaldo Traspadini, que é integrante da comissão técnica e nos ajudou a cumprir o que foi
traçado”, explicou o técnico grená.

Considerando que a equipe ainda se encontra em situação delicada no campeoanto, Pascoal recomendou no vestiário que os jogadores não se excedessem nas comemorações pela vitória. “Não temos que comemorar nada. Ainda estamos na lanterna”, disse ele, que ainda vai ser julgado pela
expulsão no jogo contra o Bahia. Dos nove jogos restantes, a Desportiva vai fazer quatro em casa.

O vice-de-futebol grená, Edvaldo Rocha Leite, fez as contas e acha que com 20 pontos dá para a equipe escapar do rebaixamento: “É preciso mais confiança, raça e dedicação dos jogadores. O time tinha medo de ganhar.”

 

Guga comanda goleada azulina: 7 a 1

Quem tem Guga tem gol e muito mais. O novo matador do Leão, que fez
a sua estréia com a camisa do time remista, teve papel fundamental na
goleada de 7 a 1 sobre o Avaí de Santa Catarina, ontem à noite, a maior
já registrada na Série B do Brasileiro.
Com esta vitória, a equipe do técnico Serginho Chulapa, finalmente, saiu
da zona de rebaixamento e agora poderá enfrentar seus próximos
adversários em casa de cabeça mais fria.
O Remo começou o jogo mandando em campo. O Avaí tinha dificuldades para sair ao ataque, esbarrando sempre na forte marcação do time da casa. Apesar da superioridade, o Leão não conseguia traduzir a vantagem em gol, o que só aconteceu aos dez minutos. Luís Carlos colocou a bola na grande área e Guga, livre de marcação, tocou na saída do goleiro Miguel. Após o gol, o Avaí
acordou e passou a criar lances de perigo, como numa jogada em que Augusto e Ânderson bateram cabeça e Alex Rossi quase faz o gol de empate.
A resposta azulina veio venenosa. Júlio César recebeu de frente para o gol e chutou raspando a trave. O jogo agradava pela movimentação. A expulsão de Marquinhos Gaúcho beneficiou o Remo, que com um atleta a mais passou a ter maior liberdade. Tanto que Neto Paulista, aos 34, por muito pouco não fez o segundo gol. A entrada de Vander no lugar de Roberto Ramos, lesionado, deu mais ânimo ao Leão, que passou a atacar o Avaí com muito mais perigo até o final do primeiro tempo.
No segundo, o que se viu foi um festival de gols a favor do Leão, deixando a galera na maior festa. Ney, o zagueiro goleador, marcou dois, com Neto Paulista, Balão, Ânderson e Júlio César completando a goleada. O gol do time catarinense aconteceu numa desatenção da zaga remista, bem aproveitada por Marcelo.
 

 

 

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