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Apelo à comunidade europeia

From: "Umaro Djau"
To: guineabissau@list.forward.net
Subject: Apelo de Padre Fumagalli à comunidade internacional
Date: Tue, 11 May 1999 18:20:30 PDT

Pe. Giuseppe Fumagalli
Missionário em Suzana, Guiné - Bissau

Apelo à Comunidade Europeia

Assistimos ao epílogo da guerra que, em fases alternadas, imperou na Guiné – Bissau, sobretudo na capital, durante onze meses, trazendo consigo um enorme acumular de sofrimentos.

Deploramos o uso da violência, de onde quer que ela provenha: outras vítimas se juntaram ainda às já demasiado numerosas desta guerra, tornada ainda mais mortífera pelas diversas intervenções vindas do exterior.

De uma coisa nos felicitamos: foi garantida a incolumidade tanto do Presidente Nino, como do pessoal das Embaixadas Francesa e Senegalesa, como também dos vários “fidelíssimos” do Presidente e os seus familiares; obra não fácil que os militares souberam assumir apesar de se encontrarem no meio das reacções de uma população exacerbada pelos sofrimentos que lhe foram impostos.

A situação ainda não voltou totalmente à normalidade: ainda existem grupos de militares escondidos com as suas armas, não se sabe bem com que intenções. Tratam-se de militares que tinham sido armados à pressa pelo Presidente Nino; note-se que é o mesmo Presidente a quem, no final de Outubro de 98, o seu próprio Partido retirou o apoio e o Parlamento convidou a demitir-se.

Num comunicado com oito pontos, difundido às 2.00 horas locais de hoje, a Junta Militar, entre outras coisas, solicitou que a Assembleia Nacional reuna e designe o seu Presidente como Presidente interino por forma a garantir a manutenção dos Acordos de Abuja e que o Ministério do Interior do Governo de Unidade Nacional assuma o dever de manutenção da ordem pública, porque os militares devem agora retirar-se para os quartéis.

A leitura dos acontecimentos pode ser discordante e igualmente legítima. Parece-me, no entanto, que posso afirmar uma coisa: não reconheço , nos acontecimentos de que fui testemunha, os extremos de um clássico “golpe de Estado” no qual uma facção toma o poder em prejuízo da outra, a totalidade do poder, custe o que custar, geralmente com a eliminação física do adversário. De facto, o Parlamento continua, o Governo de Unidade Nacional continua, as Eleições continuam programadas para Novembro, a Constituição continua em vigor, mesmo se anteriormente retocada, e os militares expressaram diversas vezes a vontade de continuarem estranhos ao próprio poder e de se retirarem para os Quartéis.

Pelo que solicito aos Responsáveis da Comunidade Europeia que não permitam que um eventual recurso ao Artigo nº 366, nº 2 dos Acordos de Lomé, atrase a concessão de ajudas que permitam ao Povo da Guiné – Bissau aliviar os seus sofrimentos e reconstruir a sua Nação em paz, dentro e fora das suas fronteiras.

Agradeço a Vossa cordial atenção e apresento, também, em nome dos meus colegas, os meus melhores cumprimentos,

P. Guiseppe Fumagalli
Milão, 10.05.99

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Outros endereços referentes a este tema:

Guiné-Bissau, o Conflito no «site» Geocities

Guiné-Bissau, o Conflito no «site» Terràvista




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