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From: "FilomenoMonteiro" My apology for this news in Portuguese, but I had no time to translate it. Filomeno T. Monteiro (Cuca) 22 de Junho de 1999 Guine-Bissau - Franca Presenca de Huco Monteiro em Franca favorece retomada de dialogo entre os dois governos. Conselheiro do Primeiro Ministro para assuntos politicos e diplomaticos, Joao Jose (Huco) Silva Monteiro encontra-se em Franca numa missao especial junto ao governo frances. Depois de fracassadas as tentativas de encontro com o governo frances, levadas a cabo pela Ministra dos Negocios Estrangeiros da Guine-Bissau, Sra. Ilia Barber e Ansumane Mane, conselheiro do actual Presidente da Republica da Guine-Bissau, no principio deste mes, para reatar as relacoes entre os dois paises, Huco Monteiro, enviado especial do Primeiro Ministro Francisco Fadul, realiza, numa ofensiva diplomatica, encontros frutiferos com varias entidades daquele pais. E de salientar que o governo frances recusara qualquer tipo de dialogo com anteriores delegacoes guineenses. Esta manha, Huco Monteiro foi recebido pelo Vice-Presidente da Jeune Afrique, Sr. Andre Lewin (antigo embaixador da Franca no Senegal) o qual garantiu por a disposicao todos os meios daquele orgao informativo para recuperar a imagem da Guine-Bissau, pais para o qual ele nutre uma especial simpatia. No inicio da tarde, Huco Monteiro, acompanhado pelo embaixador guineense, acreditado em Franca, foi recebido pelo Sr. Guy Serieys, Director para os Assusntos Africanos, da Direccao Geral do Ministerio dos Negocios Estrangeiros frances. Entre outros assuntos, discutiram a retomada da cooperacao com a Guine-Bissau. Numa discussao franca, as entidades francesas deram a conhecer, ao enviado especial, as exigencias da Franca que condicionam a retomada da cooperacao, entre as quais; o progresso do novo governo no que concerne ao respeito pelos direitos do Homem, a reposicao da legalidade democratica e a realizacao de eleicoes em 28 de Novembro deste ano. Ao fim da tarde, Huco Monteiro teve um encontro oficial com o seu homologo frances, Sr. Serge Tele, Conselheiro Diplomatico do Primeiro Ministro, no Palacio Matignon (residencia oficial e gabinete do Primeiro Ministro), que se fazia acompanhar pelo Sr. George Serre, Conselheiro para os assuntos Africanos junto o Ministerio dos Negocios Estrangeiros. Foi afirmado pelo Sr. Tele, que Franca nao tem nenhum problema em particular em relacao a Guine-Bissau, apesar de lastimar a percepcao que o povo guineense teve do seu papel durante o conflito armado. Essa percepcao negativa, a seu ver, foi a responsavel pelos incidentes que tiveram lugar no Centro Cultural Franco-Guineense, nos dias 6 e 7 de Maio. Que lastimam pois, os danos provocados e que, em certa medida, chegaram a pensar que eram ataques orientados contra os interesses franceses. Afirmou ainda o diplomata frances que a Franca nunca esteve contra a busca duma solucao pacifica para o conflito guineenses, pois foram eles que financiaram os custos da ida da ECOMOG para a Guine-Bissau e que estavam dispostos a financiar a extensao da missao da mesma, de forma a atender a necessidade da realizacao das eleicoes. Ajudaram ainda as forcas de mediacao apoiando as delegacoes nas suas deslocacoes para os varios encontros. Nao so as da CPLP, mas tambem durante as mediacoes levadas a cabo pela CEDEAO. "Nos explicamos - segundo Huco Monteiro - que o que se passou nao se tratou de actos de vandalismo orientado, ou seja, nao foram ataques premeditados a embaixada, mas sim, actos das forcas da Junta Militar muito descentralizadas que, informadas e aticadas pela populacao, em busca de Nino Vieira, investiram em locais onde pensavam que o mesmo estivesse refugiado. Isso aconteceu tambem com as embaixadas da Franca, Cuba e Senegal." "Mas, - continuava o mesmo - pedimos desculpas pois sabemos que isso nao coaduna com as regras e normas internacionais que exigem o respeito pela integridade territorial das embaixadas." Franca que categoricamente recusara qualquer contacto e dialogo com anteriores delegacoes das autoridades guineenses, testemunhou ao enviado especial de Fadul, a sua confianca no novo governo da Guine-Bissau e no Primeiro Ministro. Entretanto, que as relacoes entre os dois paises ficariam em "stand-by" ate que se concretizem as exigencias por eles impostas. A Franca pensa que a G.B. deve dar alguns passos essenciais, nomeadamente a realizacao de eleicoes, provas suficientes em materia de boa governacao e de respeito pelos direitos do Homem. "Nos ripostamos - dizia Huco Monteiro - que a Franca, como principal parceiro economico e talvez o mais importante, deve ocupar o seu papel no processo de transicao guineense e nao esperar pela realizacao das eleicoes para retomar a sua cooperacao com a Guine-Bissau, pois que, o pais necessita que os amigos lhe deitem as maos para a realizacao das grandes obras nomeadamente sociais e de transicao do governo. Por outro lado, tentamos sensibilizar a Franca para abandonar a ideia da aplicacao, e de convencer a Uniao Europeia a nao emplementar, o artigo 366,000 da convencao de Lome, a qual engendara sancoes a paises onde consideram ter havido golpe de estado. Tentamos mostratar, que no caso concreto da Guine-Bissau nao foi um golpe de estado porque a solucao aos problemas politicos levantados pela derrota militar e saida de Nino Vieira foram baseados no estreito respeito ao acordo de Abuja. Ate porque, a Junta Militar deu provas de muito humanismo ao deixar que Nino Vieira se deslocasse ao estrangeiro para tratamento. Tudo isso pode contar como um gesto de boa vontade, para que os nossos amigos vejam que estamos empenhados, nao em vingar o que aconteceu no passado, mas sim, em consrtruir uma sociedade de justica e progresso, onde as pessosas possam acreditar que terao um amanha feliz. Eles estiveram muito atentos a toda a nossa conversa e ficamos de reentabular contactos a outros niveis para ver se as duas partes poderao ultrapassar esta fase de incompreensao e mau entendimento que marca as nossas relacoes." Amanha, Huco Monteiro sera recebido no Champs Elysees (Palacio Presidencial) para mais alguns encontros com os governantes francesces. Filomeno T. Monteiro (Cuca) Guiné-Bissau, o Conflito no «site» Geocities Guiné-Bissau, o Conflito no «site» Terràvista |