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Em: 15-JAN-1999 Bispo proposto para o Nobel Comitiva do maior partido da oposição na Guiné-Bissau está em Portugal e vai propor o bispo de Bissau, Septtimio Ferrazeta, para Nobel da Paz Tiago Craveiro ![]() Foto: Arquivo DN-Eduardo Tomé PROPOSTA. Esforços do bispo de Bissau reconhecidos na Guiné "Há um estado de corrupção insustentável", disse ontem, em Braga, Domingos Fernandes Gomes, presidente do movimento Bafatá a propósito da situação política na Guiné-Bissau. Numa acção de sensibilização junto da comunidade portugesa, os dirigentes da resistência guineense consideram que o seu país está agora pronto a crescer e a desenvolver-se. Domingos Gomes reflectiu sobre a crise da Guiné-Bissau e chegou à conclusão de que "a Junta Militar teve razão em se revoltar e em levar a cabo o seu movimento armado". Para o líder do principal partido opositor ao PAIGC, "a humilhação era demasiada". Estas são apenas duas de algumas "verdades" que quis tornar públicas e onde incluiu uma mais acalorada: "Nino Vieira nunca quis dialogar. Julgava que as tropas senegalesas iam destruir a Junta Militar em 48 horas." Para a resolução do conflito armado, a comitiva do Bafatá acredita no papel preponderante que teve o bispo de Bissau, Septtimio Arturo Ferrazeta. Por isso mesmo, afirmou o dirigente daquele movimento, "o seu nome será proposto para Prémio Nobel da Paz 1999". Quanto ao futuro próximo do seu país, Domingos Gomes espera, para já, que o processo eleitoral, entretanto prometido, decorra com "calma satisfatória". Para isso, apela à comunidade internacional, a quem recomenda uma "vigilância atenta". Mas os membros deste movimento guineense pretendem que também a sociedade civil esteja atenta: "Os guineenses não vão deixar que os manipulem mais." Jornal Diário de Notícias: E-mail: dnot@mail.telepac.pt
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