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SITUAÇÃO HUMANITÁRIA

1. Deslocados.

A maioria da população que se tinha deslocado durante a guerra voltou para Bissau. Centros como Safim, Cumura e Prabis deixaram de ser pontos de concentração e aos poucos a distribuição da população volta a ter as características de antes da guerra. Contudo há ainda bastante deslocados que ficaram nas zonas onde se tinham refugiado, por diferentes razões: ou porque terem feito a lavoura e a colheita, ou porque se sentem mais seguros, pelo menos até a realização das próximas eleições, ou por terem perdido tudo (casa e bens materiais) e tencionarem começar novamente no interior do País.

Em Thiés continua o campo de refugiados guineenses (cerca de 550) que exigem assistência até tempos melhores. Sem estatuto de refugiados encontram-se em Dakar cerca de 1.500 bissau-guineenses.

2. Funcionamento da sociedade civil.

Embora o Banco Central tenha aberto no início da semana passada, os outros bancos não estão ainda em operação. A população sente falta da circulação de moeda e os produtos de primeira necessidade são mais caros.

Os funcionários públicos estão sendo pagos por dois meses de salário atrasado. O Governo conta com 14.000 funcionários que recebem um salário médio 15.000 CFA (equivalentes a 30 USD).

As casas totalmente ou parcialmente destruídas encontram-se nos bairros mais atingidos pelos eventos bélicos (cerca de 1.350 no bairro de Brá), mas ainda em outros bairros da cidade. Neste tempo é lamentada também a falta de energia e água.

A circulação é limitada em certos bairros por causa da presença de minas, calculadas em número de 11.000-20.000 unidades.

Desde o início do ano começaram a funcionar quase em todo o Pais as escolas de autogestão. As dificuldades maiores estão na falta de material escolar e no pagamento dos professores, não tendo os pais dos alunos disponibilidade financeira para pagar as taxas de adesão mensal.

3. Corredores Humanitários.

O aeroporto de Bissalanca está ainda fechado aos voos comerciais. Continuam os voos semanais das Nações Unidas, os quinzenais da ECHO e alguns privados transportando pessoal missionário. Se de um lado estes voos conseguiram levar vacinas e CAF oleoso durante a epidemia de meningite, por outro lado não são suficientes para satisfazer as necessidades de ajuda humanitária.

As fronteiras terrestres estão ainda parcialmente fechadas. Os postos de Pirada e Cambadjû mantém-se abertos e o último combóio da Cáritas passou a fronteira sem dificuldades. Desde quinta-feira da semana passada o governo senegalês anunciou que não há mais restrições na circulação de pessoas e mercadorias entre os dois países.

Contudo os controles no interior do País são ainda bastante restritos e não facilitam a passagem das ajudas.

Na fase actual poderia ser explorado melhor o porto de Bissau e os portos marítimos do interior.

4. Situação da Saúde.

O País está a sair da crise epidémica da meningite. Até o dia 4 de Abril, a OMS e o Ministério de Saúde Pública tinham indicado 2.123 casos de meningite, dos quais 267 morreram desde o início da epidemia no mês de Janeiro. Foram afectadas quase todas as regiões do País, e com mais intensidade Oio (498 casos e 70 óbitos), Bafatá (315 casos e 45 óbitos), Gabú (284 casos e 47 óbitos). Graças à intervenção de diferentes organismos conseguiu-se dar uma boa cobertura de vacinação. Até houve vacinas a mais.

Continuam fragilizadas as infra-estruturas de Saúde a todos os níveis da pirâmide sanitária. Os medicamentos essenciais não conseguem chegar a todas as estruturas de primeiro nível, há falta de materiais nos hospitais regionais que dificultam os cuidados de segundo nível e são bastante reduzidos os de terceiro nível. O hospital, "3 de Agosto" não está operacional. Os doentes de tuberculose estão ainda internados no hospital de hanseníase em Cumura.

5. Situação Nutricional das crianças menores de 5 anos.

Os dados disponíveis mostram em quase todas as regiões do País um aumento significativo da malnutrição severa (P.E.M.) nas crianças menores de 5 anos e uma importante mortalidade infantil associada.

Os valores antes da guerra rondavam à volta de 2%, nos primeiros meses do conflito a taxa de malnutrição severa neste grupo alvo subiu ao dobro até atingir níveis de 5-6% nalgumas áreas.

6. Situação alimentar e Actividades produtivas.

O trabalho da agricultura na época passada foi bastante intenso mas a colheita não correspondeu às expectativas.

Actualmente estamos em plena campanha de cajú e os comerciantes estão comprando as nozes tanto em dinheiro como em troca de arroz (troca imposto pelo comerciante). A diminuição de volume de trabalho e a paralisação das pequenas actividades produtivas e comerciais diminuiu bastante a circulação de dinheiro e o poder de compra da população.

O PAM tem actualmente disponível 5 000 toneladas de produtos. Estes produtos para além de serem adequados aos hábitos alimentares dos guineenses deveriam estar disponíveis para grupos vulneráveis bem identificados.

As intervenções das diferentes agências deveriam intervir, sobretudo, no sentido de estimular as actividades produtivas e comerciais locais


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Outros endereços referentes a este tema:

Guiné-Bissau, o Conflito no «site» Geocities

Guiné-Bissau, o Conflito no «site» Terràvista




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