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Em: 07-MAI-1999 População está a fugir de Bissau Tiroteio voltou ao centro da capital da Guiné. Teme-se o reacender da guerra entre Mané e Nino Direitos reservadosCONFRONTO. Mané acusa Nino de provocar novos conflitos Centenas de pessoas estavam ontem à noite em fuga para o porto de Bissau, na sequência do reacender de confrontos entre tropas fiéis ao Presidente Nino Vieira e forças da Junta Militar afectas ao brigadeiro Ansumane Mané. Os combates não envolveram artilharia, mas registou-se tiroteio de armas ligeiras e disparos de morteiro junto ao Hotel Hotti, na zona devastada da capital guineense, onde, durante vários meses do ano passado, lutaram os dois grupos. Para piorar a situação, Bissau está sem energia. A tensão entre as forças presidenciais e da Junta nunca desapareceu durante o período do cessar-fogo. Segundo acusa a Junta, o contingente de interposição oeste-africano da Ecomog, que assegura a separação e o desarmamento das partes, não retirou as armas a um batalhão presidencial de 600 homens. Os beligerantes chegaram a um acordo segundo o qual ficariam armados apenas 30 homens da cada lado. Por isso, o brigadeiro Ansumane Mané, líder da Junta Militar, exigiu recentemente o desarmamento dos soldados de Nino, sob pena de armar um número equivalente dos seus. A exigência não foi satisfeita, isto segundo a versão dos rebeldes. Daí que ontem, perante oficiais togoleses da Ecomog, tenha sido aberto um contentor de armas no aeroporto de Bissalanca. Isso deu origem a uma resposta imediata das tropas de Nino. Ontem à tarde, os soldados presidenciais apoderaram-se das armas que a força de interposição guardara em contentores após o desarmamento das partes, na área controlada por Nino Vieira. Logo de seguida, foram fechadas ruas junto ao palácio presidencial. Não se sabe como começou o tiroteio. As forças togolesas tentavam, ontem à noite, evitar o combate. A população, em pânico, não podia fugir, pois as estradas para o exterior foram flageladas. Através da rádio Voz da Junta Militar, o porta-voz dos rebeldes, comandante Zamora Induta, apelou à calma, dizendo que "a situação ainda não é muito grave". Jornal Diário de Notícias: E-mail: dnot@mail.telepac.pt
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