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![]() Em: 22-MAI-1999 Novo passo em Casamança COM um olho em Bissau e o outro nas eleições presidenciais do ano 2000, o presidente senegalês, Abdou Diouf, procura pôr termo à luta armada iniciada há 17 anos pelos separatistas do Movimento das Forças Democráticas de Casamança (MFDC), a província fronteiriça com a Guiné-Bissau. Dacar vê com preocupação o reforço, em Bissau, do poder político da Junta de Ansumane Mané, que suspeita de manter relações estreitas com a ala militar do MFDC. Após cerca de um ano de tréguas, no princípio deste mês verificaram-se em Casamança vários confrontos que causaram a morte a várias dezenas de soldados senegaleses. O líder histórico do MFDC, o padre Augustin Diamacoune Senghor, condenou o regresso à violência, que atribuiu a «elementos incontrolados», mas os militares senegaleses estabeleceram um paralelismo entre o reacender da luta armada em Casamança e a tomada de Bissau pelos homens de Ansumane Mané. Dacar parece, no entanto, disposto a trocar o «pau» pela «cenoura» e a dar um crédito de confiança ao primeiro-ministro e ao Presidente interino da Guiné. No passado fim-de-semana, o primeiro-ministro senegalês, Mamadou Lamine Dou, foi a Ziguinchor, capital de Casamança, oferecer um «mini-plano Marshall» para desenvolver a região e relançar a «dinâmica de paz» criada pelo «histórico encontro» de 22 de Fevereiro entre Diouf e Diamacoune. O «pacote» inclui o investimento de 3,4 milhões de contos nos próximos cinco anos e o relançamento de vários projectos financiados pelos EUA que tinham sido suspensos devido à insegurança na região. N.G. Copyright 1998 Sojornal. Todos os direitos reservados.
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