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![]() Em: 29-MAI-1999 Fadul resiste FRANCISCO Fadul, primeiro-ministro guineense, cuja demissão chegou a ser dada como inevitável, presidiu na quarta-feira ao primeiro Conselho de Ministros desde o fim do conflito no país, sustendo assim - por enquanto - os rumores sobre a sua demissão. Durante a reunião, o Governo chegou a consenso sobre a necessidade de levar a julgamento o ex-Presidente Nino Vieira, deposto no passado dia 7 e refugiado desde então na Embaixada de Portugal em Bissau. A polémica sobre o destino a dar ao ex-chefe de Estado acentuou o visível mal-estar entre Francisco Fadul - favorável à concessão de asilo a Nino Vieira - e alguns membros do seu gabinete, particularmente os ministros do Equipamento Social, Silvestre Alves, e da Defesa, Francisco Benante, encarados como potenciais substitutos de Fadul. Contudo, o factor que mais terá contribuído para desanuviar a atmosfera política foi a pressão internacional e a intervenção do novo Presidente, Malam Bacai Sanhá, que serviu de medianeiro entre Fadul e o líder da Junta Militar, de candeias às avessas desde o regresso do primeiro de um périplo pela Europa, em fins de Abril. O brigadeiro Ansumane Mané não apreciou as mexidas feitas pelo Executivo nos Governos regionais, domínio que os militares querem reservar para si, invocando razões de segurança. Conhecido pela sua impulsividade e intransigência, Fadul manteve o braço-de-ferro com Mané, isolando-se do Comando Supremo da Junta Militar, onde um adversário o terá acusado de utilização indevida das ajudas de custo durante a sua deslocação ao estrangeiro. NANDO COIATÉ, correspondente em Bissau Copyright 1998 Sojornal. Todos os direitos reservados.
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