|
|
|
Finalização de Edição com: Allaire HomeSite |
ACEP ASSOCIAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO ENTRE OS POVOS Notícias INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O SENHOR MINISTRO DO EQUIPAMENTO SOCIAL DA GUINÉ-BISSAU Senhor Primeiro Ministro do GUN da Guiné-Bissau, As minhas primeiras palavras neste significativo acto, que coincide com a reabertura do Aeroporto Internacional de Bissau, são de saudação a todos os presentes e, em particular, aos membros o Governo Português que, para além do inestimável apoio que nos concedeu para que essa reabertura se tornasse uma realidade, quis ainda honrar-nos com sua presença. Essa contribuição, decisiva, rápida e eficaz permitiu o desbloqueamento dos fundos, a aquisição do equipamento e o envio de uma equipa técnica que, em colaboração com os quadros guineenses, concluiu os trabalhos em menos de 1 mês. Assim, partir de hoje, a Guiné-Bissau vai poder voltar a estabelecer ligações seguras com a Europa e o resto do mundo e, desse modo iremos quebrar o isolamento que tanto tem dificultado o regresso do País a uma vida sócio-económica de plena normalidade. Desse modo poderemos abrir mais uma importante e decisiva frente para a recuperação e o relançamento do nosso País, permitindo assim o rápido regresso dos nossos quadros e suas famílias que se encontram há mais de 11 meses no estrangeiro, o retorno das missões diplomáticas que haviam abandonado o país no inicio da crise politico-militar e, finalmente, uma colaboração mais frequente com os nossos parceiros de desenvolvimento. Os nossos agradecimentos especiais vão também para as famílias desses técnicos portugueses que aceitaram que muitos deles interrompessem ou abdicassem do inicio das suas férias para virem até ao nosso país darem uma contribuição decisiva para a reabertura do aeroporto, uma das grandes prioridades do GUN. Estamos profundamente gratos por isso. O Protocolo de Cooperação no domínio da Aeronáutica Civil que acabámos de assinar, que abrange a formação profissional e reciclagem de quadros, o apoio técnico para a elaboração de projectos de investimento e o apoio jurídico para a preparação de legislação adequada, vai permitir à Guiné-Bissau reforçar a sua capacidade institucional e melhorar a qualidade de prestação de serviços das empresas e organismos que intervêm nas áreas dos transportes aéreos, terrestres e marítimos. Estes aspectos enquadram-se e vêm responder a três grandes desafios que se apresentam à Guiné-Bissau no domínio da modernização das suas infraestruturas nacionais. O primeiro é o da criação e construção de uma rede de infraestruturas rodoviárias que nos liguem, rápida e seguramente, às capitais dos quatro países vizinhos - Banjul, Dakar, Bamako e Conakry - enquanto importantes centros comerciais, o que contribuirá para promover e acelerar a nossa integração económica na subregião. A dinamização das trocas comerciais e um melhor acesso a esses mercados irá permitir-nos colocar os nossos produtos agrícolas e haliêuticos (fruta, óleo de palma, frutos selvagens, noz de cola, pescado, etc.) em mercados dinâmicos, competitivos e estáveis, contribuindo para a redinamização e modernização do sector primário da economia guineense. Neste quadro, a Guiné-Bissau poderá representar uma excelente ocasião e porta de entrada para os operadores económicos portugueses que queiram aceder a estes mercados e que queiram participar com os nossos operadores económicos nos esforços locais para transformar e valorizar os produtos nacionais antes da sua exportação. O segundo desafio é o da necessidade da Guiné-Bissau acelerar o passo na modernização do seu sistema de telecomunicações internos e internacionais. Uma rede telefónica que cubra todo o país e contribua para o desenvolvimento do tecido empresarial que começa agora a dar os seus primeiros passos e que precisa de mecanismos de comunicação eficientes, é essencial não só nos contactos como exterior, mas também ajudar a ultrapassar os constrangimentos próprios da actual situação de isolamento e encravamento rural a nível interno. Uma boa solução será a instalação de uma rede de telemóveis, em todas as zonas do interior do País, que poderá vir a representar um contributo decisivo para a dinamização de uma economia de mercado baseada na comercialização de excedentes agrícolas e de produtos florestais de elevado valor comercial como o são a castanha de cajú, o óleo de palma e a madeira. Também neste caso, só com um maior envolvimento do nosso parceiro estratégico na Guiné-Telecom, a Portugal-Telecom, poderemos dinamizar e acelerar este processo de modernização, o qual passa, necessariamente, por um maior e significativo aumento de investimento, em particular no sector dos telemóveis e da internet. Finalmente, o nosso terceiro desafio é o da viabilização do nosso aeroporto e portos marítimos, enquanto instrumentos estratégicos do desenvolvimento económico e social do País, e da sua afirmação, a nível regional, como alternativas credíveis e financeiramente mais aliciantes. Para isso, importantes investimentos e a consolidação ou criação de novas parcerias são necessários, em particular na gestão da nova aerogare, e essas serão certamente outras áreas de interesse para uma colaboração empresarial com operadores portugueses especializados. Sr. Primeiro Ministro, Para finalizar, queremos salientar que estamos convencidos que a assinatura deste Protocolo de Cooperação vai representar uma nova etapa e um modelo de cooperação mais dinâmico e eficaz entre os nossos dois países. Muito Obrigado Guiné-Bissau, o Conflito no «site» Geocities Guiné-Bissau, o Conflito no «site» Terràvista |