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Em: 30-NOV-1999 Francisco Fadul sublinha papel da Junta Militar Primeiro-ministro cessante considera, em entrevista ao DN, que "foram criados hábitos de democracia que são irreversíveis" Luís Naves em Bissau![]() Lusa-Manuel Moura PENÚRIA. Fadul viu o trabalho do Governo dificultado pela falta de dinheiro O primeiro-ministro da Guiné Bissau, Francisco Fadul, que termina funções após a nomeação de um Governo saído das eleições de domingo, defendeu ontem o processo democrático, elogiou a Junta Militar e explicou a acção do seu Executivo. "Em seis meses, dificilmente podia ter feito mais", disse Fadul, numa entrevistas aos enviados do DN, TSF e da RDP. "Foram criados hábitos de democracia que são irreversíveis", acrescentou o chefe do Governo cessante, este homem de 46 anos que pretende por agora regressar à sua actividade de comerciante em Bissorá. Na mesma entrevista, que o DN tenciona públicar amanhã, Francisco Fadul afirma desconhecer o terceiro documento alegadamento preparado pela Junta Militar para regular a transição do Poder. O primeiro-ministro guineense defendeu o pacto de regime, segundo o documento, por este não prever a intervenção directa dos militares na governação corrente do país. Na sua opinião, nas origens do documento da Junta, está o facto de as Forças Armadas terem sido "atraiçoadas pelas sucessivas lideranças políticas que este país teve". Para Francisco Fadul não há qualquer dúvida de que "os nossos militares vão abraçar a democracia". Na véspera das eleições, lembra o primeiro-ministro, os dirigentes da Junta "disseram que iam honrar o seu compromisso e de nenhuma forma interferir" no poder civil saído das eleições. "O trabalho do Governo foi dificultado pela ausência de dinheiro se não fosse para as eleições, mas foi muito melhor assim", acrescentou Francisco Fadul. Na sua opinião, a falta de verbas da comunidade internacional "obrigou-nos a ser inteligentes e a ter uma cultura da boa governação". A acção do Governo é assumida da seguinte forma: "A construção do Estado da Guiné Bissau." Entre as decisões tomadas, o chefe do Executivo guineense destaca a liberalização dos portos e telecomunicações e ainda as leis das Forças Armadas. Em relação ao resultado das eleições e ao futuro político do país, Francisco Fadul refere a pauperização dos partidos, consequência da sua fragmentação e das hostilidades do partido dominante. E deixa um alerta preocupado por algumas das formações existentes: "Há partidos que não teriam quadros suficientes para formar governo", caso ganhassem as eleições. Jornal Diário de Notícias: E-mail: dnot@mail.telepac.pt
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