|
|
|
Finalização de Edição com: Allaire HomeSite |
ACEP ASSOCIAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO ENTRE OS POVOS Notícias From: "ACEP" acepongd@mail.telepac.pt 1. Tensão aumenta em Bissau com a não divulgação dos resultados pela CNE A não divulgação de resultados parciais, e agora dos resultados finais, por parte da Comissão Nacional de Eleições, está a provocar uma crescente tensão, com o surgimento de permanentes boatos em Bissau. Com efeito, desde que há três dias a CNE divulgou resultados de Bissau - que colocavam à frente o Movimento de Bafatá, seguido de perto pelo PRS, ambos bastante distanciados do PAIGC - não voltaram a ser divulgados nenhuns resultados oficiais parciais. Alguns dirigentes políticos levantaram já suspeições quanto a este silêncio da CNE, constituida ainda durante a Presidencia de Nino Vieira, após os Acordos de Abuja. Na ausência de resultados oficiais, os partidos da oposição que tiveram delegados nas mesas de voto são unanimes em resultados que colocarão o PAIGC como terceiro partido na futura Assembleia Nacional Popular, enquanto que o PAIGC fez já declarações de vitória eleitoral e anuncia a intenção de formação de governo. Os resultados não oficiais que circulam em Bissau apontam para números de deputados muito próximo por parte dos dois maiores partidos da oposição - RGB/Movimento de Bafatá e PRS - seguidos pelo PAIGC, depois pela União para a Mudança e finalmente, para a entrada no Parlamento de alguns pequenos partidos, com um-dois deputados por partido. Quanto às Presidenciais, as mesmas informações não oficiais dão conta da vitória do candidato do PRS, Cumba Ialá, seguido do candidato do PAIGC, Malan Bacai Sanhá e depois dos independentes Tátis Sá e Faustino Embali. Cumba Ialá reclama a vitória à primeira volta e acusa a CNE de falta de transparência. No entanto os votos que Cumba Ialá diz ter recolhido - cerca de 102.000 - são inferiores aos 50% mais um, necessários para impedir uma segunda volta. Observadores em Bissau dizem ser fundamental à continuação da transparencia do processo que a CNE recomece de imediato a divulgação de resultados mesmo que parciais, enquanto que o Presidente da CNE afirma que a tal não é obrigado e que dispõe, legalmente, de 10 dias para o fazer. Transparencia no acto eleitoral, com alguns problemas pontuais Os embaixadores da União Europeia e de Portugal fizeram declarações públicas em que consideram que o acto eleitoral, apesar de alguns problemas logísticos que levaram ao adiamento da votação para o dia seguinte em algumas mesas, decorreu, em geral, de forma transparente e em ambiente de liberdade. Para o Embaixador português é necesário realçar o comportamento cívico dos guineenses, que pode servir mesmo de "exemplo para alguns países com maiores tradições democráticas". Os maiores partidos anunciaram reclamações pontuais à CNE, quanto à forma como decorreu a votação em algumas mesas de voto. Pela Rede de Solidariedade com o Povo da Guiné-Bissau ___________________________ ACEP Associação para a Cooperação Entre os Povos ______________________________ Guiné-Bissau, o Conflito no «site» Geocities Guiné-Bissau, o Conflito no «site» Terràvista |