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Em: 06-DEZ-1999 PAIGC derrotado na Guiné-Bissau ![]() O PRS de Kumba Ialá, que venceu as legislativas, está em festa (telefoto Lusa/CM). O partido de Kumba Ialá, Partido da Renovação Social (PRS), venceu as eleições legislativas da Guiné-Bissau, enquanto as presidenciais irão ser decidididas em segunda volta - na primeira quinzena de Janeiro - entre Ialá e o candidato do PAIGC e actual presidente interino, Malan Bacai Sanhá. O PRS conseguiu já eleger 30 deputados, dos 102 do futuro Parlamento, obtendo 158 mil votos, seguido da Resistência da Guiné-Bissau (RGB), com 123 mil votos e 24 deputados e do PAIGC, com 104 mil votos e 21 deputados. Nas presidenciais, os dois candidatos sobreviventes entre os 12 que fizeram campanha, têm ambos probabilidades de vitória, apesar de Ialá - que na primeira volta arrecadou 36 por cento dos votos - considerar a "corrida" ganha, reforçado nessa convicção pelo facto de os guineenses estarem cansados da governação do PAIGC, ex-partido único, cuja imagem foi desgastada pela governação do presidente deposto, Nino Vieira. Malan Bacai Sanhá, com 24 por cento dos votos, conseguiu, por isso, uma meia vitória, ao provocar uma segunda volta, provando que é possível renovar a desgastada imagem de um partido associado com a inflexibilidade do ex-líder do PAIGC. Kumba Ialá, que chegara a afirmar que impugnaria a transparência do escrutínio em caso de segunda volta, declarou ontem que aceita os resultados. "Somos pela transparência, pela tolerância e pela estabilidade do país. Respeitaremos, por isso, os escrutínios e a vontade que neles foi expressa pelo povo", declarou. Já vitorioso nas legislativas, o líder do PRS afirmou que irá constituir um Governo de unidade nacional, aberto a todos os outros partidos, uma vez que a prioridade é, segundo afirmou, reconciliar o país. Além disso, no sentido de romper de vez com a herança do PAIGC, Ialá anunciou uma novidade governativa, defendendo a realização de eleições autárquicas no próximo ano. O anúncio dos resultados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), após adiamentos sucessivos que provocaram suspeitas e alarmaram a oposição, veio trazer alguma calma, reforçada pela aparente civilidade com que foram aceites por todos. © 1998 Correio da Manhã. Todos os direitos reservados.
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