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Senegal inicia retirada da Guiné-Bissau
15-1-99
Duzentos soldados de Dacar e 30 da Guiné-Conacri, de um total de 2500, foram os primeiros a sair
O Senegal e a Guiné-Conacri deram ontem início à retirada dos soldados que enviaram para a Guiné-Bissau em Junho do ano passado em apoio do Presidente João Bernardo Vieira, que então se encontrava a braços com uma rebelião de parte das suas forças armadas. A informação foi dada pela rádio oficial senegalesa, a qual precisou que esta primeira retirada incluiu um grupo de mais de 200 soldados do Senegal e 30 da Guiné-Conacri, num total de cerca de 2500 homens enviados para a Guiné-Bissau.
Esta primeira retirada segue-se à chegada a Bissau dos 110 homens que compõem o contingento togolês da força de interposição da Ecomog. Nos termos do acordo de Abuja, assinado enre Nino Vieira e o líder da Junta Militar, Ansumane Mané, a retirada de tropas estrangeiras terá lugar após a chegada de toda a força da Ecomog, constituída por 1450 homens provenientes do Benim, Gâmbia, Níger e Togo.
Já nos contactos posteriores, as duas partes tinham chegado a acordo para que a retirada de tropas senegalesas e da Guiné-Conacri tivesse início no dia 10 de Janeiro.
O líder da Junta Militar vinha ultimamente a insistir para que a retirada de tropas estrangeiras se iniciasse antes da entrada em funções do governo de unidade nacional, um executivo transitório que deverá conduzir a Guiné-Bissau até à realização de eleições.
A composição deste Governo, chefiado por Francisco Fadul e que integra elementos indicados pelas duas partes em conflito, foi dada a conhecer esta semana, mas ignora-se por enquanto a data em que realmente entrará em funções.
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