| A Última do Gilberto por Gilberto Strapazon |
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Phantom
Power
Sabem
que a internet é uma coisa curiosa. Aliado ao incremento diário de
todo tipo de coisas, também surgem questões das mais diversas e
soluções de todo tipo, desde as mais úteis, até as mais
ricamente complexas e profundamente existenciais. No
presente caso, tivemos uma pergunta de um colega nosso da lista de
debates Synth-br, formadas por tecladistas de todo país, que
suscitou uma série de resultados, desde os mais técnicos, até os
mais práticos possíveis. Mas
por detrás de toda questão, existe “o questionador” e o seu
meio ambiente, um meio de vida, envolvimentos sociais e relações
existenciais quase infinitas, dada a variedade do ser humano mas,
que ao mesmo tempo, acaba tornando-se por vezes, quase previsível,
pois todos todos vivemos no mesmo planeta e, todos rios correm para
o mar. Pois
bem, nosso colega de apelido “Guariba”, perguntou: “Phantom
Power, o que é isso”? Pois
bem, partimos do ponto de vista técnico, de uma miríade de cabos e
conexões, painéis com símbolos quase hieroglíficos e...
“miríade” é uma palavra bonita né? Alguém
olha para aqueles aparelhos que são usados musicalmente, e que de
algumas forma nos trazem um resultado artístico ao nosso mundo de
percepções, gostos, lembranças e emoções. Então quanta coisa
mais existe por trás do símbolo, do uso? O
que seria mesmo a “Phantom Power”, aquele negócio que aparece
escrito nas mesas de som, e que de alguma forma tem a ver com
microfones, palco, cantores e cantoras, mas que todo mundo fica
esperando aparecer voando por cima da multidão e.... Olha,
a coisa vem vindo já faz algum tempo, então o negócio é contar
com algum conhecimento prévio das últimas décadas para
entrosamento mais adequado aos conceitos relevantes ao
estabelecimento destes tipos de procedimentos. Lá
pelos anos 60, o mundo transitava em certas esferas zodiacais, que
fizeram com que o pessoal do planeta andasse mais ligado em outros níveis,
outros tipos de esferas, mais popularmente as bolinhas, o que mexeu
com as bolas de todo mundo e o negócio foi que surgiram movimentos
de todo tipo, por toda, parte tamanha foi a confusão com tanta bola
rolando. Uma
delas, que posteriormente iremos re-encontrar neste conceito que por
hora buscamos perceber mais profundamente, foi o "Black
power", que foi um lance de um pessoal que era mais do que
chegado num negão, e que logo mais, como tantas outras coisas,
tornou-se moda em determinados círculos em que a bola foi picando e
a pelota acabou atingindo vários destaques e renomados
participantes do sistema hora instalado que ficou com esta bola
quente na mão. Com
o tempo, tornou-se mais conhecido como sendo um tipo de penteado,
recentemente revisto numa propaganda de carro minúsculo, que disfarça
usando um cabelão arrepiado no estilo "black power" onde
estão escondidos diversos elementos da vida pessoal do personagem,
o que de outra forma não teria sido possível transportar no dito
veículo, apesar da tentativa de alegar o contrário, de forma
reversa, sempre jogando a bola para outro lado. Durante
os anos 70 e 80 estes conceitos foram dispersos e assimilados em
novas tendências, manias e crenças mundiais, através de frutos e
sementes e outras frutinhas que lançaram suas bolinhas por toda
parte disseminando aqueles conceitos esquisitos, até o surgimento
das tecnologias que hoje mais conhecemos, como o forno de
microondas, que originalmente servia para fazer "chapinha"
em cabelo black power, e não para secar cachorro, e o MS-Windows,
que originalmente foi projetado para controlar a agenda do pessoal
que se perdia no uso de tantas bolinhas e acaba por se emboletar
tanto que precisaram anexar vários componentes ao Agenda-Windows,
incluíndo importantes requisitos de segurança, como o botão
"anti-emboletado", que evita que a pessoa desligue ou faça
qualquer bobagem inadvertidamente por estar com a bola torta, e
assegurando que o usuário esteja no gozo de suas completas
faculdades mentais, com isto, impedindo uso incorreto. Com o tempo,
a bola ficou fora de jogo e como resultado temos um amplo e
sofisticado contador de bolinhas que não tem bola nenhuma. Mas
chegando aos nossos dias, a Phantom Power, o que já devem ter
percebido, está relacionada justamente com a extensão geográfica
dos movimentos mundiais... Movimentos
mundiais... ah sim, na verdade, sabemos que os movimentos mundiais
ocorrem nos Estados Unidos e depois são replicados para o restante
do mundo através de desenhos animados de Hanna Barbera e seriados
japoneses falsificados feitos em Miami. Esta
culturalização acaba por rolar sobre suas próprias bolas,
encontrando reflexos por toda parte, o que é seguramente marcado
pela regionalização das tendências por bolas locais. E como isto
acontece tão próximo de nós, podemos perceber facilmente a bola
picando de uma lado para outro. Todos
que tenham alguma idade suficiente para assistir Tommy no original,
ou até mesmo os Beatles, conheceram um dos grandes heróis latinos
mexicanos, o Phantom, um dos melhores praticantes de luta livre,
que juntamente com El Santo Mascarado, tornaram-se ídolos das
multidões, que tentava dar tratos a bola para situa-se em meio aos
acontecimentos mundias do país de cima (“aquele” país de cima
do México) e, da mesma forma que através da conscientização
negra nos Estados Unidos surgiu o Black Power, foi através dos
nossos irmãos que surgiu a Phantom Power, que congrega milhões de
fãs de artes marciais mexicanas e do autêntico cinema latino,
tantas vezes premiado. Daí
para a música, é um pequeno compasso. Todos ainda lembram da
singela música tema dos filmes de El Santo e Phantom, que lutavam
contra monstros e perigosos mafiosos nos mais perigosos locais, sem
nunca temer pelas próprias vidas e dispostos, a qualquer momento, a
lançarem-se como bólidos rumo ao desconhecido! Bem então deve ser isto. Phantom Power é a energia da força que deu tratos a bola e que graças a ela, hoje artistas podem levar sua arte as multidões com a bola cheia. A prova é, que sem ela, os técnicos das mesas de som ficam instantaneamente malucos e querem cancelar o show, o que seria uma catástrofe. Imaginem os grandes espetáculos sendo irremediavelmente suspensos, os shows, eventos, apresentações, concursos de misses seriam sumariamente cancelados o que a falta de silicone nunca impediu, mas com toda certeza, a Phantom Power, desde muito tempo, e pelos tempos futuros, assegura que bola vai rolar legal e dar tratos a bola de todos que tenham algo para apresentar ao grande e imenso público desta pequena bola que chamamos carinhosamente de Terra. Gilberto
Strapazon |
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