| Música No Planeta Terra |
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AO VIVO Vamos começar com piadas de bateristas? “Como é que se chama aquele cara que anda com músicos? Baterista!” Bem, no caso do EMERSON, LAKE & PALMER, a piada poderia ser reescrita para o LAKE, que era um bom cantor, bom compositor e até bom músico, mas quando comparado com os outros 2/3 do ELP ele perdia feio. “Please welcome CARL PALMER and his band”. Assim começa WORKING LIVE – VOLUME 1, disco de 2002 do 1/3 do ELP. O segundo grandiloqüente do grupo, já que ninguém superava KEITH EMERSON naquela época - leia minha coluna anterior para saber sobre meu encontro com um pianista bem mais calmo - mas indiscutivelmente um dos melhores bateristas que o rock já viu surgir. Foi
cheio de curiosidade que abri o pacote com esse disco do CP.
Curiosidade aumentada por vários motivos, mas sem sombra de dúvida,
pelo comentário de um amigo que meses atrás comentou ter assistido
ao “espetacular show da CP BAND.” Queria muito saber todos os
detalhes, mas ele estava extasiado. A única coisa que consegui
arrancar além de adjetivos elogiosos foi de que a banda era um
quarteto. CP apresentava-se sem tecladista com DOIS guitarristas.
UAU!!! Isso abre um monte de oportunidades. Como seria o som? Quem
eram eles? Portanto lá vamos nós: Antes
de irmos mesmo, só um detalhe: no disco só há UM guitarrista (ainda
não perguntei ao tal amigo aonde foi parar o outro). O nome do cara
é SHAUN BAXTER e no baixo DAVE MARKS. Já pensou em como seria
substituir todos os hammonds, pianos e sintetizadores de um tecladista
como KE com uma guitarra? Não dá pra descrever sem ouvir. SB
é o guitarrista inglês aclamado como sucessor de BRIAN MAY, GARY
MOORE, dentre outros. Tem um disco lançado - JAZZ METAL – mas
falaremos disso depois. Todas as revistas GUITAR “SOMETHING” já
falaram dele e se você as lê com freqüência, já sabe de quem
estou falando. SB é fenomenal e está perfeitamente enquadrado no
esquema “vigor físico” de CP. O baixo de DM (atualmente integrando o grupo THE GOONDOCKS) não nos deixa com nenhuma saudade de GREG LAKE, que o que fazia no baixo era repetir a mão esquerda de KE. Tudo bem, que como cantor e compositor tem seus grandes méritos e até pelo fato de ter sido o produtor dos discos de maior sucesso do ELP. Mas nunca improvisava. Enquanto os outros “divertiam-se”, ele continuava ali, como que pregado no chão. Cada um deles tem um seu próprio site aqui na rede e o mais engraçado é que o mais simples é exatamente o do líder. Confira você mesmo. Mas
ouvir o trio de CP me deu saudade dos primeiros discos do ELP que
ouvi. Parecia que saíam faíscas dos teclados de KE (só depois fui
ver que saíam de verdade). O repertório é todo baseado em músicas
conhecidas: THE BARBARIAN, THE ENEMY GOD DANCES, L.A. NIGHTS, TANK,
BULLFROG, TOCCATA, CANARIO e encerrando com um solo de bateria, como não
poderia deixar de ter. As músicas que eram “quase legais” em WORKS VOL.1, estão excelentes na nova versão. Em alguns momentos, parece fazer falta a grandiosidade de KE, mas talvez quem realmente faça falta sejam os engenheiros de som do BRAIN SALAD SURGERY, GEOFF YOUNG e CHRIS KIMSEY. Não que o som não esteja bom, mas alguns detalhes poderiam ser melhorados. Não imagino que a guitarra de SB soasse tão “magrinha” ao vivo como em algumas passagens do disco. Claro
que os fãs mais radicais do trio vão reclamar, afinal eles sempre
reclamam, mas depois de LOVE BEACH, ficou um pouco perigoso pensar na
reunião dos três. Claro, eles recuperaram-se com os discos
posteriores e mesmo THE POWER OF 3 (com KE, ROBERT BERRY e CP) é
melhor do que essa mácula na discografia do disco. Ao
contrário do disco solo de KE que comentei anteriormente, considero
esse álbum imperdível. Resta saber se GL lançará alguma coisa no
mesmo nível de qualidade de seus colegas. Pelas informações do site
oficial, o último lançamento é uma coletânea de “raridades”,
ou (como está lá) um “OFICIAL BOOTLEG”. Note bem, não odeio o
trabalho solo de GL, mas algumas de suas baladas “pra tocar no rádio”
são muito devagar. Vale a pena dar uma olhada (ou ouvida) no disco
dele ao vivo lançado pelo KING BISCUIT FLOWER HOUR há a grata
surpresa da participação especial do GARY MOORE. O disco tem peso e
consistência, mas não supera WORKING LIVE – VOLUME 1. Contam
por aí que o VOLUME 2 será um álbum com músicas próprias. Como
dizia o velho ALFRED HITCHCOKY: “Quem viver verá!”. Por
enquanto é só. Valeu |
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Alex Saba é músico, compositor, |