| Teve por Márcia Mendes Ribeiro |
|
|
Há doido para tudo em Capeside Suspeito que parcela significativa de meus leitores seja composta por adolescentes e que, por isso, poderei ferir suscetibilidades comuns a esta faixa etária. Mas tudo bem... adolescência passa e um dia serei perdoada por todos. Ou pelo menos por aqueles que efetivamente conseguirem pular esta etapa. Este preâmbulo é para tornar ameno o tema de hoje. Vou falar de Dawson’s Creek, série que a Sony apresenta semanalmente em diversos horários. Calma... eu também acompanho as aventuras (ou desventuras?) da turma que inspira centenas de sites e listas de discussão ao redor do mundo e que gerou dezenas de subprodutos como cds, dvds, multimídias, jogos etc. Tanto assisto que entendo perfeitamente o sucesso desta série entre os teens. Há em Dawson’s Creek uma identificação ímpar com esta fase pela qual todos (ou quase) passamos e na qual descobrimos que quase nada é perfeito no mundo. Estas descobertas, por serem novas, ganham proporção descomunal e conferem ao seriado o mesmo tom sombrio que permeia os primeiros anos da maturação. E desta forma, assim como em nossas insipientes vidinhas, as vidas dos personagens ganham nuances que vão, no máximo, do breu ao cinza. É uma atmosfera de tristeza e melancolia que torna Dawson’s Creek insuportável para quem já passou desta fase exacerbada em que tudo está muito próximo à catástrofe. O criador da série (Kevin Williamson, de Eu vi o que você fez no verão passado), acertou em cheio na divisão per capita de problemas em Capeside (ambientação da trama). Há dramas para todos os gostos e identificações. A ver:
Como disse... problemas ao estilo dos adolescentes não faltam, por isso tanto sucesso. Mas fiquem tranqüilos... isso passa. E se não passar há sempre um jeitinho. É só começar a assistir Once and Again, levado ao ar pela mesma Sony. Ali os personagens são adultos e continuam com os mesmos dramas com irmãos, com filhos, com ex-mulheres, ex-maridos... e com os mesmos problemas de aceitação. |
![]() |
Márcia Mendes Ribeiro é jornalista, odeia televisão mas não consegue passar por uma sem dar uma olhada. |