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Convivência Fraterna
Joel Monteiro Lopes - MI.
ARLS Rui Barbosa  3419 - SINOP - MT - BRASIL
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Meus Irmãos. Procuremos atender aos apelos que a fraternidade nos faz, num momento em que a sociedade se digladia pelo aparente sucesso.
Abramos nossa própria alma as manifestações generosas para com todos os seres, sejam eles Irmãos ou não, sem nos trancarmos nas torres das falsas situações perante o mundo.
A pretexto de viver com dignidade, não caminhamos indiferentes aos passos dos nossos semelhantes.
Busquemos relacionarmos com as pessoas de todos os níveis sociais, tendo amigos alem das fronteiras do lar, da Ordem, da sua Loja, da fé religiosa ou da profissão.
Evitemos a circunspeção constante e a tristeza sistemática nos nossos ambientes de trabalho ou familiar, pois eles geram a frieza e sufocam a simpatia.
Não menosprezamos as pessoas mal vestidas e nem a pessoa bem-posta na sociedade.
Não criamos exceções na gentileza com os Irmãos menos experientes ou menos educados, nem humilhemos aqueles que atentam contra a gramática ou encontram dificuldade em bem executar os trabalhos ritualísticos.
Não deixamos correr meses e meses sem visitar e falar aos Irmãos menos favorecidos, ignorando a dor que acaso possam estar passando.
Não condicionamos as nossas relações com os outros aos palacetes em que moram ou ao belíssimo carro caro que usam.
Não nos escravizemos aos títulos convencionais e nem exageremos as exigências da nossa posição na Ordem ou na sociedade.
Procuremos dar o maximo de atenção a quem nos pede, sem criar empecilhos.
Procuremos travar conhecimento com os nossos vizinhos, sem qualquer solenidade, fazendo amizade desinteressada.
Aceitemos o favor espontâneo e prestemos serviços sem pensar em remuneração. 
Procuremos sentir orgulho em usar os nossos aventais e condecorações recebidos como reconhecimento dos Irmãos pelo esforço em galgar os degraus na Instituição e despertar aos mais novos o desejo de estudar e alcançar esses degraus, mais evitemos deixar que eles sirvam para levantar barreiras nessa convivência fraterna e nem que obscureça nossa visão dos predicados de nossos pares.
Saibamos, pois viver com todos para que o orgulho não destrua o nosso equilíbrio.
Quem se encastela no próprio espírito e assim como o poço de água parada que envenena a si mesmo.
Sejamos comunicativos, sorrindo para as crianças cumprimentando os velhinhos, conversando com o doente, pois ninguém pode fugir a convivência da humanidade.
Libertemos nossos próprios corações destruindo as barreiras de conhecimento e fé, titulo e tradição, vestimenta e classe social existentes entre nos e as demais criaturas, pois a felicidade que proporcionarmos aos outros será sempre a luz da felicidade maior brilhando entre nos.  
 (Publicado no nr 072 da Revista Consciência)
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